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Ainda dá tempo de investir em criptomoedas?

Depois da resolução divulgada pela CVM (veremos isso mais adiante), o mercado das criptomoedas ficou mais em cheque do que nunca. Se antes investir em criptomoedas era uma dúvida, essa dúvida aumentou.

Mas os números não mentem. Tem, sim, muita gente ganhando dinheiro investindo em criptomoedas. Será que ainda dá tempo?

O bitcoin, a moeda virtual mais famosa, teve uma valorização de mais de 1.000% em 2017. Considere alguém que investiu R$1.000 nela no início do ano e vendeu em 31 de dezembro. Esse investidor teve um retorno bruto de aproximadamente R$10 mil.

investir em criptomoedas
Será que ainda dá tempo de investir em criptomoedas?

Além do bitcoin, existem mais de 1.000 criptomoedas diferentes. São muitas as opções de investimento. Se você ainda tem dúvidas sobre o que é e como funciona a criptomoeda, veremos isso a seguir.

E também vamos analisar se esse cenário pode ser realmente uma bolha, como dizem. Será que ainda dá tempo de você ganhar dinheiro com moedas virtuais?

O que é criptomoeda e como funciona

Criptomoeda, moeda virtual, moeda digital. Os três termos querem dizer a mesma coisa. É um código virtual que pode ser convertido em valores reais.

A cotação, compra e venda acontece anonimamente pela internet. A negociação se dá sem burocracias e sem intermediários. Caracterizada pela ausência de um sistema monetário regulamentado e da submissão a uma autoridade financeira.

A inovação tecnológica por trás da criptomoeda é conhecida como blockchain ou “protocolo da confiança”. São bases de registros e dados compartilhados, tendo como principal medida de segurança a descentralização.

A moeda digital funciona como o dinheiro em espécie. Sua função é permitir transações de compra e venda de bens e serviços. E também a transferência de valores pela internet, sem as taxas cobradas por instituições financeiras e bancárias. Confira vantagens e desvantagens da moeda virtual.

Afinal, criptomoeda é bolha?

bolha bitcoinVinicius Maximiliano Carneiro é advogado corporativo e gestor contábil. Em entrevista ao FinanceOne, ele apontou que a demanda atual pela criptomoeda é alta, principalmente, por dois motivos:

  • A mídia contribuindo para que a procura seja maior, quando famosos passam a investir e cria-se uma credibilidade “frágil”;
  • A ideia de guardar a criptomoeda como um patrimônio financeiro, já que ela não é comercializável fisicamente.

Mas diante desse boom, pode realmente surgir o momento de quebra. A oferta baixa e a alta procura forçam a cotação a um patamar muito elevado.

“A história se repete, quase que à perfeição: um ativo espetacular, com valorização estrondosa, com investidores de credibilidade, uma bolha de mercado e uma quebra sem precedentes quando o sistema se torna insustentável”, explicou o advogado.

Para ele, estamos vivendo uma “Serra Pelada digital”. Mas em vez de pás e picaretas, são CPUs e GPUs ultra-potentes para decifrar milhares de algoritmos. Entenda mais sobre essa história de bolha!

Ainda dá para investir em criptomoedas?

cuidados com criptomoedasO fato é que as moedas digitais ainda dividem bastante os investidores. De um lado, perfis ousados arriscam nela. E de outro, investidores mais cautelosos dão passos para trás com medo da ideia da bolha.

Há muitos argumentos para dizer que as criptomoedas não vão desaparecer. Fica aquela pergunta: será que você deveria investir em bitcoins antes que estoure essa bolha? Há uma grande corrente entre especialistas que defende que sim, ainda dá tempo de ganhar dinheiro.

O que você precisa fazer é analisar suas possibilidades. A unanimidade é que as criptomoedas são um investimento de risco. Não vá, por exemplo, vender tudo para investir nelas.

As principais recomendações são experimentar comprando pequenas quantidades. É possível, inclusive, não comprar nem uma unidade inteira, mas apenas uma parte. Com 10 dólares você já pode investir.

Outra fica é não investir a sério em algo que você não entende. Os bitcoins ainda são uma grande incógnita para muitos investidores. Comece com um pequeno portfólio de criptomoedas e brinque com ele. Assim você não corre o risco de perder quantias grandes.

O advogado Vinicius Maximiliano avalia esse mercado como uma excelente opção de investimento de altíssimo risco, com altíssimos ganhos. É mesmo para quem está disposto a perder dinheiro. Se você não tem perfil de investidor agressivo, jamais se aventure no mercado das criptomoedas.

Entenda a proibição da CVM

A Comissão de Valores Mobiliários é o órgão que regula o mercado de capitais no Brasil. No dia 12 de janeiro, a CVM divulgou a proibição da compra direta de moedas virtuais por fundos de investimento regulados e registrados no país.

A notícia repercutiu em todos os noticiários, inclusive com reflexo no mercado financeiro. O ofício publicado pela CVM foi direcionado a administradores e gestores de fundos. A Superintendência de Relações com Investidores Institucionais do órgão afirmou:

As criptomoedas não podem ser qualificadas como ativos financeiros e, por isso, sua aquisição direta pelos fundos de investimento não é permitida.

Segundo o superintendente de relações com investidores institucionais da CVM, Daniel Maeda, no Brasil e em outras jurisdições tem se debatido a natureza jurídica e econômica dessas modalidades de investimento. “Não se chegou a nenhuma conclusão, em especial no mercado e regulação domésticos.”

E completou: “Por essa razão, não é permitida aquisição direta dessas moedas virtuais pelos fundos de investimento regulados”.

Complementação até o fim de março

No mesmo dia da divulgação do ofício, a CVM informou que pode emitir até o fim de março uma complementação das orientações sobre investimentos de fundos em criptomoedas. A informação é do superintendente Daniel Maeda.

Segundo ele, essas discussões ainda se encontram “em patamar bastante incipiente”. Maeda pediu para que os agentes aguardem definições de autoridades sobre a legalidade das operações com criptomedas.

O Projeto de Lei 2.303/2015 foi citado pela CVM. Se aprovado, ele pode impedir, restringir ou até criminalizar a negociação dessas modalidades de investimento.

“No entendimento da área técnica é inegável que, em relação a tal investimento, há ainda muitos outros riscos associados a sua própria natureza. Como riscos de ordem de segurança cibernética e particulares de custódia. Ou mesmo ligados à legalidade futura de sua aquisição ou negociação”, disse o superintendente.







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