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Almoço de Páscoa fica mais caro: como economizar?

Escrito por: Rafael Massadar em 2 de abril de 2019

O almoço de Páscoa deste ano pesará mais no bolso dos brasileiros. É o que indica uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Após dois anos de inflação baixa (0,36% em 2017 e 2,61% em 2018), os produtos mais procurados para a data tiveram, em média, alta de 17,15%.

O valor verificado foi entre abril de 2018 e março de 2019. O índice se descolou bastante do IPC-10 apurado no mesmo período, que registrou aumento de 4,37%.

Igor Lino, pesquisador do FGV IBRE e responsável pelo levantamento, explicou essa alta.

“A alimentação tem subido mais neste início de ano, muito pelo fato de que este tem sido um período chuvoso. A questão climática tem significado um desafio para as lavouras, o que acaba impactando na oferta e, consequentemente, no preço dos alimentos.”

A grande vilã foi a batata-inglesa. O item, indispensável, registrou a maior alta do período: 78,83%. Esse alimento já vinha puxando a inflação para cima.

Outros destaques também são a couve (21,17%), o bacalhau (19,35%) e o atum (10,36%), que acumularam alta.

“O que ajuda também a influenciar a alta no índice é a base de comparação mais baixa, pois tivemos dois anos em que a cesta de produto de Páscoa subiu abaixo da inflação. No caso do bacalhau, soma-se a isso a alta do dólar no período, já que o pescado é importado”, relatou Lino.

Apesar disso, alguns produtos tiveram reajustes abaixo da inflação média apurada pelo IPC-10.

Foi o caso de:

– Bombons e chocolates (3,64%);
– Sardinha em conserva (2,83%);
– Azeitona em conserva (2,73%);
– Ovos de galinha (2,08%);
– Azeite (1,13%).

Já os peixes frescos tiveram aumento próximo do IPC-10.

Almoço de Páscoa

Variação dos produtos do almoço de Páscoa

Itens Selecionados / Variação (% 12 meses Páscoa 2019)

Batata Inglesa – 78,83
Couve – 21,17
Bombons e chocolates – 3,64
Ovos de galinha – 2,08
Pescados frescos – 4,67
Atum – 10,36
Bacalhau – 19,35
Sardinha em conserva – 2,83
Azeite – 1,13
Azeite em conserva – 2,73
Vinho – 4,51

Ovos de Páscoa também ficam mais caros

Não foi só o almoço de Páscoa que ficou mais caro. A Associação Paulista de Supermercados (Apas) calcula que os preços dos ovos de Páscoa subirão 5%.

Nos supermercados, o reajuste será consequência da alta nos valores dos insumos. Afinal, o chocolate encareceu 5,62% nos últimos 12 meses.

Por conta disso, o ovo de Páscoa deve deixar de ser tendência. Principalmente, os ovos de mais de 500 g, que possuem um menor giro e apelo neste contexto.

Para se ter uma ideia da queda de consumo deste produto, em 2015, foram fabricados 80 milhões de ovos. Já em 2017, a produção girou em torno de 36 milhões.

Em relação às vendas, os supermercadistas esperam um crescimento maior nas caixas de bombom, com alta de 5,88%.

Ela segue a tendência dos últimos anos de crescimento deste produto na medida que o consumidor migra para versões mais baratas e com custo/benefício maior.

Como economizar no mercado para o almoço de Páscoa

A conta do supermercado para o almoço de Páscoa não está cabendo no bolso?

Os preços subiram, sim, mas será que você não está errando no jeito de fazer as compras?

Confira algumas dicas a seguir!

1 – Monte o cardápio

Já vimos que alguns itens do almoço de Páscoa subiram além da inflação.

Portanto, faça um cardápio que caiba no seu bolso. Ele é essencial para não chegar perdido no mercado e acabar comprando demais.

2 – Pesquise os preços, inclusive em atacadões e “atacarejos”

Faça uma pesquisa de preços antes de decidir onde vai fazer as compras.

Considere também comprar em atacadões e atacarejos, que prestam um serviço mais simples e, em contrapartida, tendem a oferecer preços finais menores para o consumidor.

Se a família for grande, talvez compense comprar nos atacados.

3 – Cuidado com as armadilhas de marketing

Tudo no supermercado é feito para você gastar mais. Principalmente, perto de ocasiões especiais, como é o caso da Páscoa.

A música e a posição dos produtos são armadilhas das quais você deve fugir.

Cuidado com os chocolates e doces. Eles costumam ser colocados ao alcance das crianças.

Já os produtos essenciais costumam ficar no fundo, para fazer com que você tenha que percorrer todos os setores.

4 – Leve uma calculadora

Leve sua calculadora e confira com cuidado se os preços são bons para você. E além do preço, considere a quantidade.

Por exemplo, o produto X custa R$ 5 e o Y, R$ 8, mas o X tem 500 gramas e o Y, 1 kg.

Fazendo as contas, o Y é mais vantajoso.

5 – Pague no débito ou à vista

Prefira pagar no cartão de débito ou à vista. Portanto, evite jogar a despesa para frente.

Isso evita uma “surpresa” quanto a fatura do cartão de crédito chegar.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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