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Brasil sobe 16 posições em ranking de ambiente de negócios

Escrito por: Rafael Massadar em 8 de novembro de 2018

O Brasil melhorou seu ambiente de negócios. É o que diz o diagnóstico feito pelo Banco Mundial. O país subiu 16 posições em ranking do relatório Doing Business 2019.

O documento ainda mostra que o país saiu do 125º lugar para o 109º. No entanto, apesar da melhora do ambiente de negócios, o Brasil ainda está na metade de baixo da tabela.

Para o Banco Mundial, quatro reformas foram determinantes para a melhora do país no ranking. São elas: os certificados digitais para importação, melhora do acesso ao crédito, sistema online para abertura de empresas e sistema eletrônico para gestão de fornecimento de energia.

Apesar disso, o desempenho brasileiro ainda é ruim em diversos quesitos analisados pelo banco. É o caso da obtenção de alvará de construção, em que o país saiu da 170º e foi para 175º. Além da facilidade de pagamento de impostos, em que o país se mantém na posição 184, dos 190 países.

Os dados do relatório se baseiam nas regulamentações aplicáveis às pequenas e médias empresas locais em 11 áreas de seu ciclo de vida, entre as quais estão:

– a abertura de um negócio;
– a obtenção de eletricidade;
– o registro de propriedades;
– a conquista de crédito;
– a proteção de investidores.

Os dados foram colhidos em 190 países, entre 2 de junho de 2017 e 1º de maio de 2018. Nova Zelândia (1º), Cingapura (2º) e Dinamarca (3º) lideram a lista do Doing Business 2019.

ambiente de negócios

Nova Zelândia tem visto exclusivo para empreendedor social

Líder em ambiente de negócios, a Nova Zelândia foi o primeiro país a criar um visto exclusivo para empreendedores sociais. É o Global Impact Visa (GIVs).

A iniciativa está em ressonância com as características que o tornam um dos melhores lugares para empreender. O tempo médio de abertura de empresa é de um dia e o processo pode ser feito totalmente online. Além de impostos detalhados e trâmites burocráticos simples.

Para melhorar o ambiente de negócios o país atrai cada vez mais empreendedores de diversas partes do mundo. Consequentemente, além do visto, foi criada a bolsa Edmund Hillary Fellowship. Ela oferece um programa de até três anos para empreendedores desenvolverem seus protótipos sociais na Nova Zelândia.

O que o estudo diz dos nossos vizinhos da América Latina

As economias com as classificações mais baixas da América Latina foram a Venezuela (188º), o Haiti (182º) e o Suriname (165º). Argentina ficou atrás do Brasil, no 119º lugar.

No entanto, várias economias da América Latina e Caribe se classificaram entre as melhores do mundo em áreas específicas avaliadas pelo Doing Business. Colômbia, Porto Rico, México, Costa Rica, Honduras e Jamaica são algumas.

Esses países ficaram entre as 20 primeiras economias no indicador “Obtenção de Crédito”. Isso porque apresentam sistemas abrangentes de informações sobre o crédito.

A América Latina apresentou um desempenho mais baixo nas áreas referentes a “Pagamento de Impostos” (126º), “Registro de Propriedades” (121º) e “Proteção dos Investidores Minoritários” (116º).

Brasil bate recorde de abertura de empresas

O Indicador Serasa Experian aponta que o Brasil registrou 1,2 milhão de novas empresas no primeiro semestre de 2018. Esse é o maior número para o período desde 2010, quando teve início a série. Na comparação com o primeiro semestre de 2017 (1,1 milhão), o aumento foi de 10,5%.

Os dez ramos de atividades que mais tiveram empreendimentos abertos no primeiro semestre deste ano foram:

1 – Serviços de Alimentação – 8,1%
2 – Serviços de Higiene e Embelezamento Pessoal – 7,6%
3 – Reparos e Manutenções de Prédios e Instalações Elétricas – 7%
4 – Comércio de Confecções em Geral – 6,4%
5 – Serviço de Propaganda e Publicidade – 4,5%
6 – Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios – 3,6%
7 – Curso preparatório e de especialização – 3,4%
8 – Transporte rodoviário de cargas – 2,3%
9 – Oficina mecânica – 2,1%
10 – Serviço de mão de obra especializada – 1,9%

O ambiente de negócios favorável também proporcionou a marca de um milhão de MEIs formalizados. Ou seja, 81,8% do total de novas empresas.

A participação referente ao acumulado do semestre foi a maior já conquistada pelos microempreendedores individuais, desde o início do levantamento, em 2010. Na comparação com o mesmo período do ano anterior (902.290), o crescimento foi de 14,5%.

No primeiro semestre de 2018, na comparação com o mesmo período do ano passado, o Sudeste e o Sul estão empatados com o maior crescimento (12,9%) no número de novos CNPJs. O Centro-Oeste avançou 7,9% e o Nordeste, 6,9%. Já o Norte apresentou queda de 4,6%.

Rafael Massadar

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