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Como escolher fundos de investimentos?

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Há mais de 16 mil fundos de investimentos no Brasil, de acordo com a Associação das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Como escolher entre eles?

É preciso montar uma estratégia de ação, avaliar os riscos, as taxas e os fundos disponíveis no mercado.

Depois da poupança, os fundos de investimentos são os mais procuradores pelos brasileiros para guardar dinheiro. Mas, nem todos são acessíveis ao pequeno investidor.

Desses 16 mil fundos, muitos requerem que a aplicação inicial seja acima de R$100 mil. Por outro lado, existem opções em bancos e corretoras com valores a partir de R$100.

Estudar o risco do investimento é importante para não ter prejuízos futuros
Estudar o risco do fundo de investimento é importante para não ter prejuízos futuros

Esse tipo de aplicação é recomendado para quem deseja ganhos acima da poupança. Porém, que não tem tempo ou conhecimento para acompanhar o mercado financeiro.

A seguir, confira dicas de como escolher fundos de investimentos.

Defina sua estratégia

O primeiro passo é definir sua estratégia e tipo de investimento. Existem três tipos básicos:

– Renda fixa;
– Multimercados;
– Renda variável.

Os investimentos de renda fixa são considerados de baixo risco e conservadores.

Eles aplicam em títulos públicos ou privados com remuneração prefixada. Assim como pós-fixada ou atrelada a índice de preço.

Por sua vez, os investimentos multimercados, como o nome pressupõe, atuam em diferentes tipos de ativo. Como por exemplo, ações no Brasil e no exterior.

A meta é conseguir ganhos maiores que os fundos de renda fixa no longo prazo. O risco para isso, no entanto, é variável entre moderado e alto, conforme a estratégia adotada.

Enquanto os investimentos de renda variável ocorrem sobretudo em ações. Obter ganhos altos no longo prazo é o objetivo.

Porém, correndo risco alto também. O que pode levar o investidor a perder dinheiro em alguns momentos.

Avalie os riscos

Diante dos tipos de investimento, é necessário avaliar sua disposição a correr riscos. Para isso, leve em consideração a lógica de que quanto maior o risco do fundo, maior o retorno esperado.

Nas situações em que o risco é alto, contudo, as chances de perda do dinheiro também aumentam. Para isso, saiba qual seu perfil de investidor.

Isto é, conservador, moderado ou arrojado. Você prefere investir em ações seguras e com baixo rendimento?

Ou aquelas que apresentam mais risco e rentabilidade?

Verifique as taxas

Os fundos de investimentos apresentam taxas de administração. Elas incidem sobre todo o dinheiro investido.

É fundamental, portanto, que os investidores fiquem atentos a essas taxas porque são elas que reduzem o rendimento do fundo.

Grandes bancos, por exemplo, cobram taxas de administração de 3 a 5% por ano.

Os fundos de renda fixa, com juros mais baixos, que cobram taxa de 1% ao ano rendem menos que a poupança.

Por outro lado, fundos multimercados e de renda variável cobram taxas de administração mais altas e proporcionam maiores rentabilidades.

O ideal é que a taxa de administração não seja superior a 3,5% ao ano.

Há alguns casos que também cobram uma taxa de performance, ou seja, uma parcela em torno de 20% do rendimento gerado pelo fundo que supere um referencial (como o CDI).

Analise a rentabilidade

Na hora de escolher um fundo de investimento, a rentabilidade passada é o item mais pesquisado. Porém, só isso não é sinônimo de sucesso em futuras aplicações.

Leve em conta também as mudanças do cenário econômico para verificar o retorno de um fundo.

Afinal, a rentabilidade no passado pode não representar muito se o cenário econômico for completamente diferente.

A taxa Selic, por exemplo, está menor hoje do que há um ou dois anos.

O recomendado é analisar a rentabilidade em diversos períodos. Em seguida, fazer a comparação entre os números e desempenho de fundos semelhantes.

Faça isso em quatro janelas do tempo: neste ano, nos últimos 12 meses, nos últimos dois anos e desde a criação do fundo.

É importante que os fundos de investimento tenham constância de rentabilidade. Assim, você se sentirá mais seguro para aplicar o dinheiro. 

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Bruna Somma
Jornalista formada pela UFRRJ, com passagens por redações de jornais, sites e Assessoria de Comunicação.

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