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Saiba se fundo multimercado vale a pena e como funciona

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Fundo multimercado é uma boa opção para quem deseja diversificar um portfólio de aplicações. É comum encontrar fundos multimercado que aplicam em:

  • Ações;
  • Títulos públicos;
  • Títulos de renda fixa pré e pós-fixados (como CDB, LC, etc);
  • Títulos de renda fixa que remuneram inflação mais juros
  • Ativos atrelados às moedas estrangeiras.

Na modalidade, o responsável pela compra, venda ou permanência de ativos é o gestor do fundo. Normalmente, esse papel é cumprido por uma equipe especializada. Essas decisões, por sua vez, são embasadas em um conjunto de políticas pré-determinadas.

Contudo, os investidores podem revisar essas políticas na documentação do fundo. Assim, é possível decidir se elas estão em alinhamento com seus objetivos financeiros e estratégias de investimento.

7 modalidades de fundos multimercado

O fundo multimercado pode adotar diversas estratégias ou formas de alocação de ativos. Elas vão desde o investimento em renda fixa até o uso de instrumentos complexos como derivativos.

É a partir dessas estratégias que os fundos são divididos em categorias. Veja, a seguir, as principais modalidades, de acordo com a classificação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

1 – Arbitragem

Contando com diversas classes de ativos e operam as distorções do mercado. É possível comprar uma ação brasileira e vender juros americanos buscando um fechamento de uma distorção nos preços históricos entre esses dois ativos.

2 – Macro

Também conta com diversas classes de ativos, são direcionais e de longo prazo. Servem para definir as estratégias de aplicação baseadas na antecipação de movimentos macroeconômicos que consigam determinar os preços futuros dos ativos, seja este de juros, câmbio, moedas, renda fixa.

3 – Multiestratégia

Possui diversas classes de ativos e tem como foco a adoção de várias estratégias. Após uma uma profunda análise global de risco e retorno as decisões de investimento consideram o ambiente macroeconômico e a situação dos ativos em si mesma.

4 – Multigestor

É outro que proporciona diversas classes de ativos, possibilitando investimentos em mais de um fundo de gestores diferentes. A finalidade é proporcionar mais especialização na gestão de cada ativo, aumentando as possibilidades retorno positivo.

5- Trading

Servem para explorar oportunidades de ganhos providas por movimentos de curto prazo nos preços dos ativos. Possibilita diversas classes de ativos.

6- Long & Short – Direcional:

Aqui, o risco da renda é variável e a estratégia é montar posições compradas e vendidas de forma simultânea. O objetivo é vender primeiro para comprá-las quando os preços caírem, gerando lucro em uma operação inversa.

7 – Long & Short – Neutro:

Também contém risco de renda variável e posições compradas e vendidas simultaneamente, porém, com outra finalidade: garantir uma operação mais cautelosa do que a Long & Short Direcional.

8 – Long Biased:

Como os dois anteriores, possui renda variável e posições compradas e vendidas de forma simultânea. A diferença é que não existe obrigação de ficar com posições vendidas, dando liberdade ao gestor conseguir posicionar toda a sua carteira em compras.

9 – Juros e moeda:

Contém diversas classes de ativos e é mais voltada para investidores que desejam aderir a estratégias de longo prazo ligadas ao investimento em ativos de renda fixa atrelados ao índice de preços, risco de juros e moeda estrangeira.

10 – Estratégia específica:

São focados primordialmente no desenvolvimento de estratégias com riscos mais específicos. Como outras subdivisões, oferece diversas classes de ativos.

11 – Balanceados:

Não há alavancagem e as estratégias são pensadas a longo prazo, pois buscam investimentos diversificados e deslocamentos táticos entre diversos ativos.

12 – Capital Protegido:

Também há alavancagem e é voltada à proteção (hedge) total ou parcial do principal investido.

13 – Crédito Privado:

Com risco de renda fixa, não há alavancagem e o investimento é realizado em ativos de crédito, como títulos privados como CDB, LCA, debêntures e outros instrumentos do mesmo gênero.

14 – Crédito Estruturado:

Também com risco de renda fixa, a finalidade é investir em ativos de crédito estruturado e operações de FIDCs de lastros diversos, securitização, letras financeiras, entre outros. Indicado principalmente para quem está iniciando uma trajetória no fundo multimercado.

gráfico com moedas
Fundo multimercado é uma alternativa interessante de investimento para quem procura diversificar sua carteira de ativos

Principais custos envolvidos com o investimento

É preciso ter em mente que esses são investimentos com incidência de Imposto de Renda. A alíquota é paga pelo investidor no momento do resgate do dinheiro aplicado, ou então, na data do come-cotas.

O Imposto de Renda já é retido na fonte, e o montante é retido na fonte.

O Imposto de Renda incidente é regressivo, de acordo com o prazo da aplicação. A alíquota varia entre 22,5% (aplicações de até 180 dias) e 15% (para investimentos com prazo superior a 720 dias).

Para fundos de longo prazo, a tributação é igual à dos fundos de renda fixa:

  • Até 180 dias: 22,5%
  • De 181 a 360 dias: 20%
  • De 361 a 720 dias: 17,5%
  • Acima de 720 dias: 15%

No caso dos fundos multimercados classificados como de curto prazo, o imposto é cobrado da seguinte maneira:

  • Até 180 dias: 22,5%
  • De 181 a 360 dias: 20%

O come-cotas é uma antecipação de imposto, cobrado no último dia útil de maio e novembro. Sua taxa varia de acordo com o fundo: para fundos de longo prazo, 15% e para fundos de curto prazo, 20%.

Contudo, vale destacar que as tributações incidem apenas sobre os rendimentos, e não sobre o montante total da aplicação.

Como escolher?

Para escolher um Fundo Multimercado, primeiro, não se esqueça que é o seu perfil quem vai dizer qual é uma boa opção para você ou não. Não se esqueça disso, pois, é algo muito importante para você investir com inteligência.

Analise sempre na hora de escolher um fundo multimercado:

  • Os riscos;
  • Verifique o desempenho anterior (apenas para referência, mas saiba que eles não são garantia de retorno);
  • Analise as taxas cobradas;
  • Confira as regras para resgate e analise a estratégia do fundo.

Assim, você vai entender melhor o funcionamento daquele investimento, suas estratégias e ver se ele se adequa às suas perspectivas e se os níveis de riscos são altos.

A volatilidade e a liquidez também são aspectos importantes para serem analisados antes de se escolher um fundo multimercado.

Volatilidade, diz respeito às oscilações que o fundo pode ter, tanto para cima quanto para baixo, tomando como ponto de referência a média de rentabilidade dele. Isso quer dizer que, quanto maior a volatilidade do fundo, maiores são os riscos, principalmente no curto prazo.

Já a liquidez é o tempo que o seu investimento demora para se transformar em cotas. E também quantos dias é necessário para que essas cotas se convertam em dinheiro. Essa liquidez muda muito para cada tipo de fundo, por isso é importante ficar atento.

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