Como funcionam os fundos de NFT? Entenda!

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Ilustração com a sigla NFT
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O mercado de tokens não-fungíveis já é avaliado em mais de 39 bilhões de dólares e não se fala em outra coisa no mundo das finanças. E com o aumento da popularidade desses ativos, muitos investidores já começam a se questionar: existem fundos de NFT?

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Sim, existem, embora ainda sejam poucos. Aqui no Brasil somente dois fundos aplicam com foco nesses ativos digitais atualmente e eles foram lançados há menos de um ano, pela fintech Vitreo: Coin NFT e Cripto NFT.

Em outros países, já existem mais opções de fundos que aplicam nesses tokens. Mas considerando que se tratam de um “selo de propriedade” sobre criações digitais, como obras de arte, o que será que significa se expor a esses ativos por meio de fundos?

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O primeiro passo para compreender como os fundos NFT funcionam, é compreender o que são fundos propriamente.

O que são fundos de investimento?

É como fazer um investimento em conjunto e dividir os gastos e a renda das aplicações com outras pessoas. Funciona assim: um grupo de investidores (cotistas) pagam cotas e o administrador do fundo as aplica (investe). 

As aplicações do fundo podem ser em diferentes ativos, o que os torna uma boa opção de diversificação para quem não quer se expor diretamente aos ativos. 

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Além disso, os fundos podem ser focados somente em renda fixa, por exemplo, ou outro tipo de investimento. E também podem ser fundos multimercado, aplicando em vários segmentos.

Muitos professores e especialistas em finanças comparam os fundos de investimento com condomínios: vários moradores (investidores) pagam uma taxa de condomínio (cota) que será administrada pelo síndico (gestor do fundo) para o bem comum naquele espaço (rentabilidade).

No caso de um fundo NFT não é diferente.

+ Investir em NFT vale a pena?

Como funciona um fundo NFT?

Um fundo de NFT tem o mesmo princípio. Ao invés de aplicar em investimentos de renda fixa, ações ou até mesmo criptomoedas, eles aplicam em tokens não-fungíveis. Se os tokens valorizarem, podem ser vendidos e os cotistas lucram.

Ou seja, ao invés do investidor comprar diretamente um token não-fungível, ele compra a cota de um fundo que aplica nesses ativos. Assim, tem direito a um percentual da (possível) rentabilidade.

Esse percentual da rentabilidade será equivalente ao valor da cota que o investidor comprou: quanto maior a cota (mais cara), maior a parcela de rentabilidade a que ele terá direito. 

Existem fundos de NFT que aplicam exclusivamente nesses ativos, mas há também aqueles que mesclam, aplicando em NFTs e ETFs, por exemplo. 

painel escrito nft ligado a outros cards
Fundos de NFT são novidade no Brasil

Quais fundos NFT existem no Brasil e no mundo?

Os primeiros fundos NFT aqui no Brasil foram lançados em outubro de 2021 pela Vitreo. O Cripto NFT e o Coin NFT, por enquanto, são as únicas opções desse tipo no mercado brasileiro. 

Cripto NFT é um fundo voltado para investidores qualificados com aporte mínimo de R$5 mil. A exemplo do que foi explicado acima, ele aplica apenas em tokens não-fungíveis e nenhum outro tipo de ativo. 

Ou seja, está 100% suscetível à valorização dos tokens que o compõem. Por isso é indicado para investidores com perfil mais arrojado, dispostos a correr maior risco das variações desse mercado. 

Já o Coin NFT é um fundo mais alinhado com perfis moderados de investidores ou iniciantes e investidores de varejo. Isso porque, ao contrário do primeiro fundo, esse investe em NFTs e também em EFTs, variando um pouco a cesta de ativos.

De acordo com a Vitreo, 20% do fundo é composto por tokens não-fungíveis e 80% são de ETFs de criptoativos como QBTC11, QETH11 e o HASH11. O aporte mínimo, neste caso, é de R$1 mil.

Confira o resgate, as taxas e impostos de cada um dos fundos da Vitreo:

Cripto NFT (D+10)Coin NFT (D+5)
Taxa de administração de 1,4% ao anoTaxa de administração de 0,34% ao ano
Taxa de performance – 20% sobre o que exceder 100% do IDCOTS+2%Taxa de performance fundos investidos – 20% sobre o que exceder 100% do ICE US Treasury Short Bond Index TR +2% (em reais)
Imposto de Renda (tabela de tributação regressiva e sujeito a come-cotas) e IOF

Outros fundos de tokens não-fungíveis no mundo

No mundo, também já existem outros fundos NFT. Um dos mais famosos é o Defiance Digital Revolution ETF, que compra ações de empresas que operam serviços de emissão, criação e comercialização de NFTs.

Outro exemplos são o Bitwise Blue-Chip NFT Index Fund, lançado pela norte-americana Bitwise com investimento mínimo de US$25 mil. E o fundo da financeira Wave Financial, que divide os aportes em NFTs e plataformas e protocolos de metaverso e finanças descentralizadas.

Esses fundos, assim como as próprias NFT, são novidade no mercado. Por isso é fundamental entender o assunto e estar disposto a se expor aos riscos dessas aplicações. 

Ainda que os fundos diminuam a exposição direta a esses ativos, o fator risco não desaparece. 

Além disso, existem tokens que não valem a pena, então tenha atenção para não cair em meras jogadas de marketing. Também é fundamental compreender o funcionamento do fundo antes de comprar uma cota.

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