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Como investir em debêntures em 2018?

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As debêntures são valores mobiliários emitidos por sociedades por meio de ações, que são o representativo de dívida. Em 22 de março deste ano, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) anunciou que a precificação de debêntures passaria a contar com mais séries. Isso influencia, claro, em como investir em debêntures em 2018.

Assim, são 290 ativos que têm os preços e taxas médias divulgados diariamente pela Anbima. As últimas inclusões foram Águas Guariroba S/A (AGGU13), Arteris S/A (ARTR35), CCR S/A (CCRDA1, CCRDB1, CCRDC1, CCRDD1), Companhia Paulista de Força e Luz (PALF28, PALF38), Ecorodovias Concessões e Serviços S/A (ERDV26), Equatorial Energia S/A (EQTL12), Light Energia S/A (LGTE16) e Rodonorte Concessão de Rodovias Integradas S/A (RDNT26).

As debêntures são os ativos de renda fixa que mais cresceram. É o que disse a Anbima no final de abril, quando divulgou que os principais ativos de renda fixa das carteiras dos fundos de investimento, com maior avanço em 2017, foram as debêntures. O percentual de crescimento foi de 34,7%, contra recuo de 5,1% em 2016.

Esse resultado é ainda maior do que aumento de 32,3% dos títulos públicos, investimentos com a maior participação nos fundos. A perspectiva também é de melhora nos negócios em 2018. Apenas as emissões de debêntures já subiram 1,06% até fevereiro. Segundo divulgado pela Anbima:

“a expectativa é que busca dos investidores por maior rentabilidade, decorrente da baixa dos juros, possa contribuir para que os títulos privados sigam em crescimento na indústria de fundos”.

A variação anual dos ativos de renda fixa na carteira de fundos ficou da seguinte maneira, em dezembro de 2017:

– Debêntures: 34,7%
– Títulos Públicos Federais: 23,5%
– Direitos Creditórios: 1,6%
– Títulos Imobiliários: -1,6%
– CDB / RDB: -7,9%
– Letras Financeiras: -10,2%

Como investir em debêntures em 2018
Investir em debêntures em 2018 pode ser uma vantagem, já que o ativo vem crescendo desde 2010, segundo a Anbima

Por que considerar investir em debêntures em 2018?

Segundo a Anbima, as emissões de debêntures estão em alta desde 2010. A maior participação desse ativo nas carteiras dos fundos é justificada como um reflexo do aumento de emissões das empresas nacionais no mercado de capitais.

As debêntures são um tipo de título corporativo. E a participação dos papéis corporativos na composição de fundos mostra sinais de estabilização. Isso porque, devido à crise financeira que afetou todo o país, a situação era de queda desde 2014. Agora, desde o fim de 2016 mantém um patamar de 12% de participação na carteira de fundos de investimentos.

Esses, porém, são papéis como menor representatividade entre os títulos de renda fixa. Com patamar acima de 70% desde dezembro de 2016, os títulos públicos são os mais presentes nas carteiros dos fundos. Em seguida vem os títulos privados bancários, com índices bem próximos dos corporativos: 13%.

Mesmo assim, no mercado brasileiro os títulos corporativos ainda não estão em seu potencial máximo. Segundo a Anbima, na indústria de fundos norte-americana, os títulos corporativos correspondiam a 16% do total em 2016. No Brasil, a parcela dos títulos corporativos representou 8% do total das carteiras dos fundos de investimento na data de fevereiro de 2018.

Naquele mês, a composição das carteiras de fundos de investimento ficou da seguinte maneira, segundo divulgado pela Anbima:

– 50,4% de títulos públicos
– 23,5% de operações compromissadas
– 9,1% de renda variável
– 9,0 de títulos privados bancários
– 8,0% de títulos privados corporativos

O que são debêntures?

Mas, você sabe o que é uma debênture? Esse é um tipo de investimento em que você “empresta” dinheiro para uma empresa. É um título da dívida que vai gerar crédito a você, como investidor.

Para você entender como funciona uma debênture, é um investimento representado por títulos de dívida. Esses títulos são emitidos por sociedades anônimas de capital aberto ou fechado. A compra desses títulos, as debêntures, serve para financiar projetos ou reestruturar dívidas da empresa emissora. É uma forma das empresas captarem recursos.

Segundo a BM&F Bovespa, como a empresa em vez de solicitar um empréstimo vai realizar a emissão de debêntures para captar recursos, algumas vantagens são: diminuição do custo médio; alongamento e a adequação do perfil; diminuição das garantias utilizadas. Além disso, a captação de recursos vai possibilitar o investimento em projetos que podem aumentar a capacidade produtiva.

A remuneração de quem investir em debêntures pode ser calculada com taxa de juro prefixada ou outras modalidades, por taxa fixa. O cálculo pode ser por Taxa Referencial (TR) ou Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP), com prazo mínimo de um mês para vencimento ou repactuação; Taxa Básica Financeira (TBF), se emitidas por sociedades de arrendamento ou pelas companhias hipotecárias, observado com prazo mínimo de dois meses.

Podem ainda ser taxas flutuantes regularmente calculadas e de conhecimento público. Essas são baseadas em operações contratadas a taxas prefixadas, e o prazo não pode ser inferior ao período de reajuste no contrato.

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