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Instituição Financeira e de Pagamento: qual a diferença?

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Com o surgimento de fintechs e tantas outras tecnologias bancárias, é comum a existência de termos diferentes que fujam de nossa compreensão. Um desses, é a diferença entre instituição financeira e instituição de pagamento.

Por mais que de algum modo elas estejam inseridas dentro do mercado de serviços financeiros, saber a diferença entre as nomenclaturas é essencial. Afinal de contas, é a partir dessa classificação que se define sua hierarquia dentro do Sistema Financeiro Nacional.

Mas você sabe qual a diferença entre os tipos de serviços prestados por cada uma delas? Continue lendo para entender e saiba nos que elas se distinguem.

O mercado de fintechs no Brasil

Primeiramente, as fintechs são empresas da área de serviços financeiros com processos inteiramente baseados em tecnologia. O nome surge da união de dois termos em inglês: financial (financeiro) e technology (tecnologia).

De acordo com um estudo publicado em novembro de 2020, atualmente, o Brasil concentra cerca de 50,5% dos negócios de fintechs na América Latina.

A pesquisa também revela que o mercado brasileiro de fintechs movimentou, entre 2015 e 2018, um total de quase US$2,5 bilhões em acordos de investimento e outras negociações com startups financeiras.

Isso significa que 64% da população ativa digitalmente no Brasil aderiu rapidamente a este tipo de serviço prestado.

O modelo desburocratizado, aliado a taxas menores e facilidade de crédito, atraiu mais pessoas a adotar instituições financeiras digitais no lugar de bancos tradicionais.

O que muita gente não sabe é que fintech é um termo que pode se aplicar também a empresas que prestam serviços de crédito, empréstimos, investimentos e crowdfundings.

Mas nesse momento, vamos apenas nos dedicar apenas as fintechs de pagamento. Vamos as diferenças!

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As fintechs desburocratizaram muitos processos que antes só eram realizados presencialmente.

Instituição Financeira: o que é?

A Instituição Financeira (IF) é uma intermediadora entre o cliente e algum tipo de serviço do mercado financeiro, como: a aquisição de um financiamento, empréstimo ou a realização de investimentos.

Podemos apontar como exemplos de Instituições Financeiras as corretoras de valores, os bancos de investimentos e os bancos múltiplos.

A resolução 4.657/18, emitida pelo Banco Central do Brasil, permite incluir as fintechs no rol das instituições financeiras mediante aprovação da autarquia.

De acordo com essa legislação, as fintechs podem atuar em duas vertentes: como sociedade de crédito direto (SCD) ou sociedade de empréstimos entre pessoas (SEP).

A SCD são empresas que realizam operações de crédito com recursos próprios por meio de plataformas eletrônicas.

Já o SEP viabiliza as operações de crédito entre pessoas conhecidas como peer-to-peer lending, uma modalidade de economia compartilhada.

E a Instituição de Pagamento?

Já as instituições de pagamento (IP) oferecem serviços de compra, venda e movimentação de recursos voltados para pagamentos. Mas elas não oferecem empréstimos ou financiamentos aos seus clientes.

Isso quer dizer que as instituições de pagamento possibilitam a realização de pagamentos sem que o usuário tenha um relacionamento com instituições bancárias ou financeiras.

O Banco Central estabelece normas rígidas na atuação das IPs, que precisam ter um alto nível de segurança. Então, a certificação das Instituições de Pagamentos e o controle de sua atuação proporcionam segurança e agilidade para os clientes, em todos os produtos e serviços oferecidos.

Em 2018, o Banco Central emitiu a circular n° 3.885, que aplica novas regras para as instituições de pagamento.

Ou seja, através dessa circular, tornou-se possível que empresas tradicionais tivessem suas próprias fintechs.

Operações realizadas por Instituições de Pagamento

As instituições de pagamento dão a possibilidade de realizar pagamentos sem que o seu usuário tenho um relacionamento com instituições bancárias ou financeiras.

Geralmente, esse modelo de organização oferece os seguintes serviços:

  • saque ou aporte de recursos financeiros mantidos em conta de pagamento;
  • gerenciamento de contas;
  • pagamentos;
  • efetuar remessa de fundos;
  • conversão e credenciamento de moedas físicas e eletrônicas;
  • pagamento de benefícios de colaboradores etc.

Um exemplo disso é a Bank10, uma Instituição de Pagamento que oferece soluções completas e flexíveis para a sua empresa, sendo revolucionária na indústria de serviços financeiros, como o Bank as a Service.

Ela oferece produtos que simplificam processos. Dessa forma, reduz custos e faz com que a empresa funcione de forma mais inteligente e transparente.

O diretor da Bank10, Rodolffo Adriano Roriz Araújo, afirma que a empresa está preparada para traçar estratégias específicas para cada tipo de negócio.

“Hoje atendemos as necessidades de empresas dos mais variados segmentos e tipos. De fintechs a empresas do varejo, contamos com soluções financeiras personalizadas”.

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