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Dólar em alta? Saiba até onde a moeda pode chegar

Escrito por: Redação em 15 de junho de 2018

O cenário é de dólar em alta. Mas afinal, até onde vai esse movimento? Segundo os especialistas, a expectativa é que a cotação da moeda americana deve aumentar ainda mais. Os motivos são diversos.

Há um quadro que combina a instabilidade do mercado internacional e as incertezas políticas e econômicas do Brasil. Fatores como a elevação dos juros americanos e as eleições brasileiras são peças fundamentais para o dólar em alta.

No Brasil, além da inflação, teme-se que o dólar em alta abale as expectativas dos investidores o que, por sua vez, levaria a economia a perder ainda mais seu ritmo. Além disso, com consequências sobre os investimentos das empresas e sobre o mercado de trabalho.

Dólar em alta

O economista Lívio Ribeiro, do Ibre FGV, determinou duas variáveis que resultaram na valorização do dólar. Em sua avaliação, apenas 5% da alta da moeda americana frente ao real pode ser explicada por aumentos de riscos na economia brasileira. São elas:

Elevação dos juros nos Estados Unidos

Dólar

O FED, Banco Central dos EUA, elevou neste mês a taxa de juros pela segunda vez neste ano. O intervalo agora é entre 1,75% e 2% ao ano. Além disso, indicou que vê outras duas altas ainda neste ano para combater o avanço da inflação.

No Brasil, o mercado de câmbio e a bolsa acompanham os desdobramentos da política monetária norte-americana. Isso porque com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil.

Isso motivaria uma tendência de alta do dólar em relação ao real. Após a divulgação da decisão do FED, o dólar, que estava caindo, chegou a subir sobre o real. No entanto, em seguida passou a oscilar. Já o Ibovespa se manteve em queda.

Juros brasileiros estão baixos

Apesar do cenário adverso, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu manter a taxa básica de juros da economia em 6,50% ao ano. O menor patamar histórico.

Isso porque, se por um lado a Selic mais baixa é benéfica para a atividade econômica, por outro, ela diminui os ganhos de quem quer investir no mercado de dívida brasileiro.

O motivo é que o Brasil também despencou no ranking dos juros reais. Fator que realmente fazia o investidor internacional ganhar dinheiro no país.

De acordo com o ranking do site MoneyYou, o Brasil caiu da 3ª para a 7ª posição entre os maiores juros reais do mundo. Estamos atrás de Argentina (14,29%), Turquia (8,38%), Rússia (4,44%), México (3,58%), Índia (2,94%) e Indonésia (2,92%).

País e Juro real
1 Argentina 14,29%
2 Turquia 8,38%
3 Rússia 4,44%
4 México 3,58%
5 Índia 2,94%
6 Indonésia 2,92%
7 Brasil 2,33%
8 África do Sul 1,45%
9 Colômbia 1,08%
10 China 0,92%
11 Malásia 0,88%
12 Cingapura 0,81%
13 Filipinas 0,48%
14 Chile 0,28%
15 Nova Zelândia 0,26%
16 Tailândia 0,02%
17 Polônia -0,15%
18 Canadá -0,21%
19 Hong Kong -0,21%
20 Austrália -0,23%
21 Coreia do Sul -0,51%
22 Estados Unidos -0,59%
23 Israel -0,73%
24 Japão -0,96%
25 Grécia -1,04%
26 República Tcheca -1,10%
27 Suíça -1,30%
28 Taiwan -1,33%
29 Itália -1,38%
30 Dinamarca -1,53%
31 Portugal -1,63%
32 Holanda -1,72%
33 Espanha -1,72%
34 França 1,82%
35 Alemanha -1,82%
36 Bélgica -1,92%
37 Reino Unido -2,00%
38 Suécia -2,11%
39 Áustria -2,25%
40 Hungria -2,28%
Média geral 0,36%

Ações do Governo Federal para segurar o dólar em alta

1 – Swap Cambial

Diante da forte valorização do dólar, o Banco Central (BC) intensifica a sua atuação no mercado de câmbio por meio do chamado swap cambial. O swap é um tipo de derivativo que envolve a troca de indexadores.

O que isso significa? Os swaps são contratos para troca de riscos, recursos de investimento. A finalidade é dar “proteção” aos investidores, contra variações bruscas no mercado de câmbio, com dívida na moeda externa.

O BC oferece um contrato de venda de dólares, mas não entrega o produto. No vencimento desses contratos, o investidor se responsabiliza a pagar uma taxa de juros sobre o valor deles e recebe do BC a variação do dólar no mesmo período.

2 – Reservas Internacionais

As reservas internacionais são os recursos que o país tem em moeda estrangeira. No caso do Brasil, elas não são apenas dólares guardados em um cofre.

Cada país tem sua moeda, mas no cenário internacional, o dólar é a mais aceita. Ela é considerada a mais segura. Cada governo tem sua máquina de imprimir seu próprio dinheiro, mas o lastro das reservas internacionais e, dólares são uma maneira de gerar confiança e garantir o valor da moeda local.

3 – Aumentar a taxa Selic

Apesar do BC já ter negado essa medida, o aumento da taxa Selic pode ser uma ferramenta para seguração a alta do dólar. Isso porque aumentando os juros, os investidores estrangeiros se interessam em investir no Brasil, e a liquidez da moeda aumenta.

Tendência de mais altas?

DólarO mercado fez na semana passada ajustes em suas projeções para o câmbio, inflação, e Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. Os dados foram revelados pela última pesquisa feita pelo Banco Central e divulgada pelo relatório Focus.

No câmbio, a mediana das expectativas avançou novamente, passando de R$ 3,48 para R$ 3,50 para o final de 2018 e de R$ 3,47 para R$ 3,50 para o fim de 2019. Já as expectativas para a taxa Selic deste ano e do próximo se mantiveram estáveis, em 6,50% e 8%, respectivamente.

Muito por isso, existe espaço para novas valorizações do dólar. Motivadas, principalmente, pela insegurança em relação à disputa presidencial. Uma pressão que já atua sobre o mercado financeiro, especialmente na bolsa de valores e dólar, e pode ser reforçada à medida que crescem as incertezas político-eleitorais.

O sentimento é que a perspectiva de vitória de um candidato não alinhado com as ideias de reformas econômicas e de ajuste fiscal aumente ainda mais buraco crescente das contas públicas. Com isso, atiça ainda mais o ânimo do investidor, resultando numa correria do dólar em busca de proteção e refúgio.

Redação

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