InícioNotíciasMercado CambialDólar: especialista fala sobre previsões da taxa de câmbio

Dólar: especialista fala sobre previsões da taxa de câmbio

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As projeções para o dólar em 2021 foram revisadas para cima. Principalmente porque no cenário internacional, os bancos centrais mundiais estão cada vez mais próximos de modificar suas políticas de estímulo.

Aqui no Brasil, inflação e juros em alta, desemprego, dólar caro, crise hídrica, conflitos institucionais, atropelo nas votações de projetos do Congresso e novos riscos fiscais.

Aliado a isso, o avanço da variante delta provocando novas incertezas e volatilidade nas expectativas globais de crescimento.

Contudo, mesmo neste cenário, a especialista em mercado financeiro do ISAE Escola de Negócios, Mariana Gonzalez, aponta que o Brasil tem fortes contrapontos que tornam a economia nacional mais atraente aos olhos dos investidores externos.

“A ascensão da taxa básica de juros, o saldo bastante positivo das exportações e o comércio interno em ritmo de recuperação gera interesse aos investidores estrangeiros.”

Mariana Gonzalez

+ Dólar comercial e turismo: entenda a diferença

O lado negativo da alta do dólar

Contudo, o dólar mais alto é ruim para quem deseja comprar produtos importados. Afinal, eles ficam mais caros. Isso vale também para itens que a indústria brasileira usa, como matéria-prima e máquinas.

Trigo, milho, carne, componentes eletrônicos e várias outras mercadorias são comercializadas em dólar.

Então se a moeda está com valor alto, é preciso gastar mais reais para comprar esses itens e essa diferença pode ser repassada para os brasileiros. Mesmo que elas sejam produzidas no Brasil, como soja, carne e milho.

+ O que faz o Dólar subir ou descer em relação ao Real?

Esse repasse diminui o poder de compra aqui. E isso explica, em parte, por que o dólar tem impacto na inflação brasileira.

Por fim, a alta também é ruim para quem está querendo viajar para fora do Brasil, seja para turistar ou para fazer um intercâmbio.

pessoa contado notas de real e de dólar
O ambiente atual em Brasília também tem forte peso na cotação do dólar atualmente

Estados Unidos pressionam alta

A expectativa de elevação da taxa de juros já existia. No entanto, o anúncio da retirada de estímulos econômicos por parte do FED causou mais impacto ainda. Esse evento é conhecido como “tapering”.

Os incentivos eram dados na forma de compra de bonds que aconteciam mensalmente. Atualmente, a compra mensal dos títulos se dá em um total de U$120 bilhões.

A retirada não deve acontecer de forma abrupta, e sim gradual. Mesmo assim, o acontecimento representa um forte impacto, pois o volume de dinheiro posto em circulação é muito grande e não há como o mercado sentir os efeitos de tamanha monta.

Com a redução dos incentivos, haverá menos liquidez no mercado brasileiro por conta de uma menor entrada de dólares no país.

Projeções do mercado

A projeção da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) é que a cotação do dólar no fim de 2021 seja de R$5. O BTG Pactual projeta o mesmo valor.

Já o Banco Central está mais temeroso. A Autoridade Financeira em seu último Relatório de Mercado Focus coloca a sua mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano em R$5,15.

Já para 2022, a projeção do BC é que a moeda norte-americana fique em R$5,20.

+ Como começar a investir em dólar? Confira!

Para Mariana Gonzalez tudo vai depender que tipo de política o governo federal vai seguir. Segundo ela, o resultado dependerá se veremos antigos hábitos da nossa política com medidas populistas de estímulos de curto prazo nocivos.

Ou o cenário construtivo para o crescimento do país com a relação saudável de gastos públicos, sem aumento de impostos e controle da inflação.

“Prefiro acreditar, e temos instrumentos que nos indicam isso, que o cenário construtivo pode prevalecer”, completa a especialista.

E você, gostou do nosso texto? Então continue com a visita em nosso site e leia agora mesmo o texto “por que o dólar está alto?” que separamos para você!

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Rafael Massadar
Rafael Massadar
Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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Aqui no Brasil, inflação e juros em alta, desemprego, dólar caro, crise hídrica, conflitos institucionais, atropelo nas votações de projetos do Congresso e novos riscos fiscais.

Aliado a isso, o avanço da variante delta provocando novas incertezas e volatilidade nas expectativas globais de crescimento.

Contudo, mesmo neste cenário, a especialista em mercado financeiro do ISAE Escola de Negócios, Mariana Gonzalez, aponta que o Brasil tem fortes contrapontos que tornam a economia nacional mais atraente aos olhos dos investidores externos.

“A ascensão da taxa básica de juros, o saldo bastante positivo das exportações e o comércio interno em ritmo de recuperação gera interesse aos investidores estrangeiros.”

Mariana Gonzalez

+ Dólar comercial e turismo: entenda a diferença

O lado negativo da alta do dólar

Contudo, o dólar mais alto é ruim para quem deseja comprar produtos importados. Afinal, eles ficam mais caros. Isso vale também para itens que a indústria brasileira usa, como matéria-prima e máquinas.

Trigo, milho, carne, componentes eletrônicos e várias outras mercadorias são comercializadas em dólar.

Então se a moeda está com valor alto, é preciso gastar mais reais para comprar esses itens e essa diferença pode ser repassada para os brasileiros. Mesmo que elas sejam produzidas no Brasil, como soja, carne e milho.

+ O que faz o Dólar subir ou descer em relação ao Real?

Esse repasse diminui o poder de compra aqui. E isso explica, em parte, por que o dólar tem impacto na inflação brasileira.

Por fim, a alta também é ruim para quem está querendo viajar para fora do Brasil, seja para turistar ou para fazer um intercâmbio.

pessoa contado notas de real e de dólar
O ambiente atual em Brasília também tem forte peso na cotação do dólar atualmente

Estados Unidos pressionam alta

A expectativa de elevação da taxa de juros já existia. No entanto, o anúncio da retirada de estímulos econômicos por parte do FED causou mais impacto ainda. Esse evento é conhecido como “tapering”.

Os incentivos eram dados na forma de compra de bonds que aconteciam mensalmente. Atualmente, a compra mensal dos títulos se dá em um total de U$120 bilhões.

A retirada não deve acontecer de forma abrupta, e sim gradual. Mesmo assim, o acontecimento representa um forte impacto, pois o volume de dinheiro posto em circulação é muito grande e não há como o mercado sentir os efeitos de tamanha monta.

Com a redução dos incentivos, haverá menos liquidez no mercado brasileiro por conta de uma menor entrada de dólares no país.

Projeções do mercado

A projeção da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) é que a cotação do dólar no fim de 2021 seja de R$5. O BTG Pactual projeta o mesmo valor.

Já o Banco Central está mais temeroso. A Autoridade Financeira em seu último Relatório de Mercado Focus coloca a sua mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano em R$5,15.

Já para 2022, a projeção do BC é que a moeda norte-americana fique em R$5,20.

+ Como começar a investir em dólar? Confira!

Para Mariana Gonzalez tudo vai depender que tipo de política o governo federal vai seguir. Segundo ela, o resultado dependerá se veremos antigos hábitos da nossa política com medidas populistas de estímulos de curto prazo nocivos.

Ou o cenário construtivo para o crescimento do país com a relação saudável de gastos públicos, sem aumento de impostos e controle da inflação.

“Prefiro acreditar, e temos instrumentos que nos indicam isso, que o cenário construtivo pode prevalecer”, completa a especialista.

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