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Economia comportamental: o que é e como usar no dia a dia

Escrito por: Rafael Massadar em 26 de outubro de 2018

O termo Economia Comportamental foi criado pelo professor Richard Thaler, da Booth School of Business da Universidade de Chicago. Sua pesquisa combinou variáveis da Psicologia e da Sociologia para formular suas conclusões.

O estudo aponta que as decisões de compra do ser humano são condizentes com o restante de seu comportamento. Além de serem previsivelmente irracionais e influenciadas por emoções.

Sua tese, portanto, contraria o princípio da economia clássica, que diz que o processo de tomada de decisão é baseado em lógica. Fato desqualificado pelo professor, que sugere que as decisões de compra podem ser previsíveis. Além disso, podem ser incitadas ou estimuladas.

Esse estímulo é chamado de “nudge”, que também pode ser traduzido para “empurrão”. Para a economia e para o marketing essa possibilidade é excelente. Isso porque permite planejar formas mais eficazes de atingir os consumidores.

Economia comportamental

Como esse conceito influencia os produtos e as vendas?

Você pode até achar que essa teoria não tem nada a ver com os produtos. No entanto, lembre-se de que muitas das compras realizadas pelos consumidores são feitas mais pelo desejo do que pela necessidade.

A indústria de automóveis e a de aparelhos celulares usam economia comportamental constantemente. Por exemplo, estão a todo momento fazendo pequenas alterações em seus produtos, modelos e design. Além de versões mais atualizadas e diferenciadas das anteriores, somente para manter as vendas e a opinião dos seus clientes em um nível excelente.

Por que usar a Economia Comportamental no dia a dia?

Entender como a economia comportamental nos ajuda em nosso planejamento financeiro é essencial. Principalmente, na atual circunstância, onde mais de 62 milhões de brasileiros estão endividados. Endividados, principalmente, pelo uso indiscriminado do cartão de crédito.

Por exemplo, por que comprar três pacotes de um produto, quando se precisa de apenas um? Tudo isso para ganhar um brinde também desnecessário. Isso mostra como agimos por impulso.

Parcelar uma conta, mesmo quando não temos dinheiro para pagar aquele produto, é outra prova de que não há racionalidade na hora de lidar com as finanças. Promoções do “dobro pela metade” só são tão populares pois a palavra “promoção” causa vontade de comprar.

Essa falta de racionalidade também explica o comportamento dos mercados financeiros. Uma ação que começa a subir tende a ficar assim, pois quanto mais as pessoas compram, mais pessoas vão comprar, achando que seu lucro vai sempre aumentar.

Porém, quando a ação cai, começa o desespero de achar que ela nunca mais vai subir, e as vendas disparam fazendo com que o preço despenque. Não há racionalidade, há apenas um comportamento de manada.

10 livros sobre Economia Comportamental

Economia comportamental
Livro de Richard Thaler

Há várias opções de leitura no mercado sobre o assunto Economia Comportamental. Confira algumas:

1 – Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar. 

2 – Nudge: O empurrão para a escolha certa.

3 – Misbehaving: The Making of Behavioral Economics. 

4 – A Mais Pura Verdade Sobre a Desonestidade.

5 – Inside the Nudge Unit: How Small Changes Can Make a Big Difference.

6 – Escassez: Uma Nova Forma de Pensar a Falta de Recursos na Vida das Pessoas e Organizações.

7 – O Teste do Marshmallow.

8 – O Poder do Hábito.

9 – Previsivelmente Irracional: Como as Situações do Dia a Dia Influenciam Nossas Decisões.

10 – Animal Spirits.

Criador da Economia comportamental ganha prêmio nobel

O professor Richard Thaler ganhou em 2017 o prêmio Nobel de Economia pelos estudos da economia comportamental. A honraria é concedida pela Real Academia Sueca de Ciências.

A academia disse, na ocasião, reconhecer o trabalho de Thaler por integrar a Economia e Psicologia. Explorando, assim, “as limitações no raciocínio, as preferências sociais e a falta de autocontrole que afetam as decisões individuais e as tendências do mercado”.

A Real Academia afirmou também que o americano foi “pioneiro” neste âmbito. Segundo os organizadores do prêmio, ele contribuiu de forma decisiva “para construir uma ponte entre a análise psicológica e econômica dos processos de decisão individual”.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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