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Entenda as novas regras para financiamento de imóveis

Escrito por: Rafael Massadar em 14 de agosto de 2018

O governo federal estabeleceu novas regras para financiamento de imóveis. Agora o valor máximo de imóveis que podem ser comprados com recursos do FGTS passará para R$ 1,5 milhão em todo o país.

A medida começa a valer em janeiro de 2019. Até 31 de dezembro deste ano, segue a regra atual: teto de R$ 950 mil para São Paulo, Rio, Brasília e Belo Horizonte, e de R$ 800 mil nos demais Estados.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) também flexibilizou a parcela que os bancos são obrigados a aplicar em crédito imobiliário. Agora os bancos poderão usar os recursos da poupança para financiar imóveis de qualquer valor. Isso vai ficar a critério de cada instituição.

A expectativa do governo federal é incentivar os interessados a fechar a compra dando como entrada os recursos existentes na conta vinculada do fundo.

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Agência de risco diz que crédito para casa própria vai crescer

As novas regras para financiamento de imóveis devem ser um impulso para que o financiamento imobiliário residencial ganhe força no Brasil. Apesar da crise econômica, essa é a avaliação da agência de classificação de risco Moody`s.

Seu relatório diz que nos próximos 12 a 18 meses o setor deve apresentar números positivos. O estudo destaca que os juros em baixa permitiram que bancos renegociassem condições com tomadores de crédito.

Quadro que, de acordo com a Moody`s, deve continuar apoiando o desempenho do financiamento imobiliário. O relatório da agência acrescenta, no entanto, que ainda há incertezas políticas precedendo as eleições de outubro.

Preço médio dos imóveis está caindo

novas regras para financiamento de imóveisDados recentes do índice FipeZap apontam que o preço médio dos imóveis residenciais caiu pelo sétimo mês seguido em julho.

As maiores quedas de preço na comparação com junho foram registradas em:

– Niterói (RJ) – 0,54%
– Rio de Janeiro – (-0,46%)
– Curitiba – (-0,44%)
– Florianópolis (-0,43%)

O indicador mostra que apenas cinco dos locais monitorados mostraram alta de preço. São eles:

– São Paulo – 0,26%
– Distrito Federal – 0,4%
– Vitória – 0,26%
– Goiânia – 0,4%
– Contagem/MG – 0,38%

A pesquisa aponta também que apesar da queda dos preços, o Rio de Janeiro segue com o metro quadrado mais caro entre as cidades pesquisadas.

O custo é de R$ 9.512 em média. Em São Paulo, o preço médio é de R$ 8.797.

Bancos privados avançam no financiamento imobiliário

O governo federal anunciou novas regras para financiamento de imóveis, mas suspendeu a linha Pró-Cotista para aquisição de imóveis usados na Caixa Econômica e no Banco do Brasil. A notícia veio à tona após o Santander, Bradesco e Itaú ingressarem na modalidade de crédito.

Essa linha de crédito é uma modalidade para quem utiliza os recursos do Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista do FGTS. Para ter acesso a essa linha, o consumidor precisa ter conta ativa no FGTS e um mínimo de 36 contribuições. Caso a conta esteja inativa, é necessário que ela tenha saldo superior ou igual a 10% do valor do imóvel.

De acordo com o Santander, neste primeiro momento, as operações serão restritas. O banco definiu como pré-condições para concessão de recursos o prazo máximo de 30 anos para o financiamento. O produto tem taxa de 8,4% ao ano, mais atualização pela TR.

Já o Bradesco informou que as condições ainda serão definidas. O Itaú informou que a implementação da modalidade ainda depende de estudos dentro da instituição financeira.

FGTS e as novas regras para financiamento de imóveis

O uso do FGTS para adquirir imóveis também possui algumas regras. A primeira é que o trabalhador tenha ao menos três anos de lançamentos de FGTS.

Os valores podem vir de empresas diferentes e em períodos diferentes. No entanto, é preciso respeitar o período de três anos sob o regime do Fundo para que possa ter o direito de utilizá-lo.

O candidato ao uso do FGTS também não pode ter outro financiamento ativo no SFH (Sistema Financeiro de Habitação) em qualquer estado brasileiro.

O consorciado também pode utilizar o FGTS para amortização ou liquidação de saldo devedor. Além do abatimento de uma parte das prestações, caso seja contemplado.

Com a desvalorização dos imóveis, sobretudo os usados, e a disponibilização de recursos, pode ser um excelente momento para concretizar o sonho da casa própria. Caso possua os recursos necessários para isso, planeje-se, e não perca a chance de dar esse importante passo em sua vida.

Portanto, se você está em busca de um imóvel e vai contratar um consórcio, analise essas possibilidades. Certamente uma delas caberá naquilo que busca.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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