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eSports: como ganhar dinheiro jogando games?

Escrito por: Redação em 20 de abril de 2018

Os eSports crescem cada vez mais no Brasil e no mundo. Jogar videogame, que era considerado uma “brincadeira” anos atrás, virou algo sério e organizado. Os consoles se popularizaram com o passar do tempo e hoje em dia há pessoas que ganham a vida com os mais diferentes tipos de jogos e torneios ao redor do mundo.

Só para ser ter uma ideia da força no eSports, de acordo com um estudo da consultoria Newzoo, o setor deve gerar US$ 906 milhões em 2018. Isso representa uma valorização de 38.2% em relação ao ano passado.

Ainda segundo o levantamento, o patrocínio seguirá como principal fonte de renda, com uma expectativa de faturamento de US$ 360 milhões, aumento de 53.2%. O peso dos acordos comerciais será de cerca de 40% do total gerado, graças à entrada constante de empresas, clubes e esportistas no setor.

Valores que ganham força pela entrada de grandes ligas dos Estados Unidos, como a NASCAR, NFL, NBA e MLS. No Brasil, times de futebol já se arriscam no mercado. Corinthians, Flamengo e Santos criaram esquipes para disputar torneios de eSports.

Recentemente, foi anunciado que os eSports serão um esporte oficial nos Jogos Asiáticos de 2022, na China. De olho nisso, o Alibaba Sports Group, da gigante da internet Alibaba, anunciou uma parceria de US$ 150 milhões com a Federação Internacional de eSports (IESF).

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eSports arrastam multidões

Ainda de acordo com a consultoria Newzoo, no mercado de games e de mobile, existem 7,8 milhões de brasileiros que entram na categoria “entusiastas de e-sports”. São pessoas que assistem a torneios de esporte eletrônico mais de uma vez por mês. O país é líder na América Latina nesse quesito. Globalmente, está atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

No geral, o Brasil tem uma audiência de e-sports de 17,7 milhões de pessoas, o equivalente a 8,5% da população brasileira. Além dos 7,8 milhões de entusiastas, são 9,9 milhões de “espectadores ocasionais”. Pessoas que assistem a e-sports uma vez por mês.

O mesmo levantamento aponta um crescimento da audiência global em 2017, chegando a 191 milhões de fãs. No ano passado eram 162 milhões. A expectativa é de que, em 2020, o número chegue a 286 milhões.

Os esportes eletrônicos estão “roubando” a audiência dos esportes tradicionais. É o que constata a empresa Newzoo, segundo a qual um em cada seis jovens acompanha competições de eSports com frequência. De acordo com o levantamento, 15% das pessoas entre 21 e 35 anos assistem a competições pelo menos uma vez por mês. O que faz dos eSports tão populares quanto beisebol e hóquei nos Estados Unidos. Entre os homens, na mesma faixa etária, o índice é de 22%.

Ainda conforme a Newzoo, há atualmente 148 milhões de espectadores de esportes eletrônicos no mundo todo. A expectativa é que a audiência cresça para 215 milhões em 2019. Por fim, dos entusiastas de eSports, 76% dizem que os torneios eletrônicos estão substituindo o tempo em que assistiam a esportes convencionais.

NBA terá liga com salários de R$9,5 mil

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Já pensou em jogar ao lado de Michael Jordan, Kobe Bryan e LeBron James? Sim, vai ser possível! Recentemente, a NBA, liga norte-americana de basquete, anunciou a formação da temporada inaugural da NBA 2K League, a liga profissional da série que contará com a presença de 17 times do circuito da NBA e uma premiação total de US$ 1 milhão, o equivalente a R$ 3,29 milhões.

Os jogadores participantes da liga também receberão salários e contratos fixos de seis meses. Os melhores chegarão a receber US$ 35 mil por ano, o equivalente a um salário mensal de R$ 9,5 mil. Além de tudo, eles terão outros benefícios como planos de saúde e aposentadoria, moradia paga, relocação e custos de viagens por conta da liga.

Os 102 melhores jogadores do modo Combine, disponível dentro do NBA 2K18, poderão ser selecionados para as 17 equipes interessadas na liga. Além disso, serão quatro oportunidades para os times ganharem a premiação, sendo três torneios e uma liga durante a temporada.

Profissionais de eSports estão faturando alto

O site especializado eSports Earnings aponta que o Brasil é, atualmente, o 12º colocado na lista de países com pro players mais endinheirados e premiados do mundo. A China ocupa o primeiro lugar. Na sequência estão EUA, Coreia do Sul, Suécia, Dinamarca, Alemanha, Canadá, Rússia, Ucrânia, França e Reino Unido.

O Brasil aparece como o mais bem posicionado na América do Sul. O Chile aparece apenas em 47º e a Argentina – que não tem um Messi entre os players – está em 51ª.

Ao contrário do que o ranking de países indica, a maior premiação do mundo não pertence a um chinês. Trata-se do alemão Kuro Takhasomi, o “KuroKy“. Aos 24 anos de idade, ele já acumulou US$ 3,5 milhões em prêmios como profissional de “Dota 2”. Em segundo lugar aparece Amer Barqawi, o “Miracle”. Filho de uma polonesa, nasceu há 20 anos na Jordânia e já acumulou US$ 3,1 milhões, também jogando “Dota 2”.

O Brasil aparece com quatro nomes na lista dos 100 players que mais faturaram com premiações. São eles:

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Gabriel Fallen

Gabriel “FalleN” Toledo O jovem de 25 anos já recebeu US$ 740 mil em prêmios conquistados com o “Counter-Strike: Global Offensive”, o popular “CS: GO”.

– Fernando “fer” Alvarenga – Sua premiação também é bastante alta. Com 27 anos, já ganhou US$ 738 mil em premiações. Também é jogador de Counter-Strike.

– Marcelo “coldzera” David – O jogador profissional de “Counter Strike: Global Offensive” também já embolsou US$ 729 mil. Neste ano, foi eleito pelo segundo ano consecutivo o melhor jogador de “CS:GO” do mundo.

– Epitácio “Taco” de Melo – O pernambucano também é um astro dos eSports. Ele é considerado o mestre nos tiros e granadas no estilo de jogo FPS (tiro em primeira pessoa, em inglês). Já ganhou US$ 719 mil.

Os 10 jogos com as maiores premiações de eSports em 2017

Pelo quarto ano consecutivo, o Dota 2 continua sendo o jogo com maior premiação, acompanhado dos gigantes CS:Go e League of Legends. Aliás, os cinco maiores jogos de 2017 foram os mesmos de 2016.

Todos os jogos entre os TOP10 mundiais tiveram um aumento de premiação, com duas exceções: Heartstone (-20%) e Halo 5 (- 46.5%), que teve apenas 11 torneios realizados, em comparação aos 34 do ano passado.

O H1Z1, por outro lado, teve um crescimento substancial de 580%, face ao ano anterior (resta saber se em 2018 conseguirá manter esse crescimento, ou se sucumbirá a jogos como o PUBG). Outro grande crescimento foi o do Overwatch, de 70%. Esse cada vez mais se consolida no cenário competitivo, principalmente com o início da Liga Overwatch.

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Um campo de batalha do jogo Dota 2

1 – Dota 2: US$ 37.977.710

2 – CS:GO: US$ 19.040.890

3 – League of Legends: US$ 11.821.700

4 – Heroes of the Storm: US$ 4.783.332

5 – CoD: Infinite Warfare: US$ 4.027.526

6 – Overwatch: US$ 3.382.127

7 – Starcraft II: US$ 3.295.514

8 – Hearthstone: US$ 2.758.572

9 – Halo 5 – Guardians: US$ 1.745.000

10 – H1Z1: US$ 1.551.550

A vida dos jogadores profissionais

A profissionalização do esporte eletrônico criou o ciberatleta. Normalmente são jovens que gostam e acumulam muitas horas em um determinado jogo. O que faz com que alguns deles se destaquem pelo talento.

Os clubes e profissionais ficam de olho e acabam “pescando” esses talentos em partidas casuais. Além disso, processos seletivos, como se fossem “entrevistas de emprego” ou “peneiras de futebol”, também são um canal para quem quer se profissionalizar. Caso aprovado, o jogador é convidado para participar de uma equipe e participar de campeonatos.

Eles vivem em torno da equipe, que muitas vezes possui nutricionistas, psicólogos e preparadores físicos. Além de treinador, cargo geralmente ocupado por quem se aposentou dos campos virtuais. Além desses profissionais, as “casas de games” são investimentos altos dos clubes.

Essas “gaming houses” funcionam como local de trabalho. Portanto, existem regras quanto a visitas, horários de lazer e de treinamento. Além dos jogos, também incluem academia, transmissões e análises de jogos de adversários.  Boa parte dos clubes conta com uma casa desse tipo. A da INTZ, por exemplo, fica em São Paulo.

Entre as fontes de renda dos jogadores estão os prêmios em dinheiro oferecidos em competições e a produção de produtos especialmente direcionados à criação e conteúdo de games nas diversas plataformas digitais.

Plataforma de investimento em e-Sports

O Brasil cogita a liberação dos jogos de azar. Enquanto isso não acontece, a Espanha mostra que esse é o caminho mais lucrativo para o país.

Bem parecida com a plataforma Nasdaq, os espanhóis lançaram a promissora plataforma Duely, que tem como objetivo se tornar uma verdadeira bolsa de valores para os apostadores e também jogadores do meio do eSports.

A plataforma oferece a possibilidade de ganhos monetários apostando nos jogadores preferidos de qualquer modalidade dos jogos eSports. Bem semelhante a uma bolsa de valores, os apostadores poderão vender e também comprar ações dos jogadores.

Esses valores todos irão depender do desempenho dos jogadores profissionais nos jogos em que disputam. Ou seja, quanto melhor for um atleta maior será a sua valorização e a sua popularidade. Assim, o investidor que acreditou nele também ganha com a subida das suas ações.

O site ainda está na fase Beta. Estão sendo realizados testes para o lançamento oficial, com dinheiro real, no início do mês de outubro.

Outras maneiras de ganhar dinheiro com games

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Arenas com campeonatos de eSports sempre ficam lotadas

Talvez você não possa fazer como o Ronaldo Fenômeno, que se tornou sócio de equipe de eSports. Ou como outras personalidades do esporte que resolveram investir no mercado de games. Casos de Shaquille O’Neal, Magic Johnson, Peter Gruber (co-proprietário do Golden State Warriors), Mark Cuban (dono do Dallas Mavericks-NBA) e alguns outros.

Pode parecer utópico para alguns pela questão financeira, mas não se preocupe. Há outras maneiras de ganhar dinheiro no mundo dos videogames. Confira algumas:

1 – Compra e venda de itens
Não é algo novo. Na verdade já faz um tempo que esse conceito existe. No entanto, a coisa atingiu um novo nível quando alguns jogos adotaram um esquema de leilões para compra e venda dos itens.

2 – Testador de jogos
Ser testador de jogos é o emprego dos sonhos de muitos gamers. Afinal de contas, eles passam o dia inteiro jogando, apontando erros e falhas.

3- Guias, tutoriais e detonados
Há quem diga que guias, tutoriais e detonados estragam a graça de qualquer jogo. Verdade ou não, uma coisa é inegável: existe público para esse tipo de conteúdo e é possível fazer uma grana com eles. Faça um canal no Youtube ou crie um blog para ganhar com anúncios. Outra opção é criar e-Books para vendê-los.

4 – Venda de personagens evoluídos
Esse é, talvez, o método mais conhecido por todos. Comum entre aqueles que jogam World of Warcraft. A venda de personagens fortes e equipados com todo tipo de habilidade, armas e magias faz parte da rotina de quem acompanha esse jogo.

5 – Profissional dos jogos
Essa é uma das formas mais desejadas de se ganhar dinheiro com videogames. Não é fácil se tornar um profissional, mas ainda assim, é uma possibilidade! Já aconteceu algumas vezes, como você já viu aqui.

Redação

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