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    InícioNotíciasInvestimentosAluguel de ações: é possível ganhar dinheiro com essa atividade?

    Aluguel de ações: é possível ganhar dinheiro com essa atividade?

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    O aluguel de ações ainda é uma atividade pouco conhecida. No entanto, ela é bem simples e cresce anualmente. Afinal, é só emprestar os seus papéis em troca de uma taxa.

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    A modalidade, como o nome diz, é um aluguel de um ativo por parte de um doador, o dono do papel. Ele disponibiliza ao tomador, que fica temporariamente com o ativo. A operação é feita dentro da B3.

    Toda a atividade é firmada em contrato. Nele, define-se o valor e, principalmente, o tempo em que o tomador ficará de posse dessas aplicações. Naturalmente, ao final desse prazo, o ativo deve ser devolvido ao doador conforme combinado, respeitando as regras do aluguel.

    A estratégia do doador geralmente é rentabilizar sua carteira de ações de longo prazo. Já o tomador costuma focar no curto prazo, buscando lucrar com a queda no preço das ações. Ou seja, quando o mercado está em tendência de baixa.

    A segurança dessas operações é garantida pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). Ou seja, é ela quem fiscaliza e regulamenta todos os aluguéis de ativos, protegendo ambas as partes.

    Quer conhecer um pouco mais sobre esse mercado? Então continue com a gente a leitura deste artigo e saiba tudo sobre o funcionamento do aluguel de ações!

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    Telão com aluguel de ações refletindo os prédios de uma cidade
    Aluguel de ações é uma forma de renda extra para doadores!

    Entendendo quem é quem no aluguel de ações:

    Doador:

    Em primeiro lugar, temos os doadores, que são os proprietários das ações e não pretendem vendê-las no curto prazo. Normalmente, essas pessoas procuram uma renda extra com o aluguel de ações. Além da busca de uma melhor rentabilidade para sua carteira.

    Tomador:

    Esses são os investidores que querem se beneficiar de um mercado em queda. Muitas vezes buscam ações que estão abaixo do valor de mercado. O que eles fazem? Alugam essas ações, vendem e posteriormente recompram a um preço menor.

    Quais os riscos e como alugar ações?

    Como toda operação, o aluguel de ações também pode apresentar alguns riscos, principalmente para o tomador. Afinal, o doador apenas disponibiliza o seu ativo e espera o fim do prazo do aluguel para receber suas taxas pré-acordadas.

    Tudo isso de maneira cômoda e bastante lucrativa.

    Nesse sentido, o risco para o tomador é que, em vez de o valor da ação cair, esse ativo pode subir após a venda. O que configuraria um prejuízo para ele.

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    O processo de alugar ações é simples! Basta que você entre em contato com o atendimento de sua corretora e manifeste a intenção de alugar suas ações, dizendo por qual prazo.

    Os contratos de aluguel de ações são, em sua maioria, de 30 dias e reversíveis. Ou seja, o tomador pode encerrar o contrato a qualquer momento.

    A rentabilidade do aluguel, ou seja, quanto você receberá de renda, depende de qual é a ação e da oferta e demanda do mercado. Uma ação que tem uma oferta maior terá uma taxa menor do que uma ação difícil de ser encontrada no mercado.

    Por isso, os tipos de ações que podem ser alugadas são:

    • Ações (companhias abertas e listadas na B3);
    • Units (ativos compostos por mais de um tipo ou classe de valores mobiliários);
    • Cotas de Fundos de Índices (ETFs);
    • BDRs Patrocinado (Brazilian Depositary Receipts).

    Quais são os tipos de contratos no aluguel de ações?

    Há diferentes tipos de contratos para o aluguel de ações. Os mais utilizados são:

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    1. Reversível ao Tomador – permite que o tomador encerre o contrato a qualquer momento. Neste caso o pagamento da taxa de aluguel será proporcional ao tempo de permanência.

    2. Reversível ao Doador – a diferença em relação ao anterior é que o doador também pode encerrar o contrato a qualquer momento. Nesta situação o tomador terá quatro dias para devolver as ações a partir da data de solicitação.

    3. Vencimento Fixo – neste contrato o doador e o tomador ficam com o contrato vigente durante o prazo predeterminado. Além disso, o tomador deverá pagar a taxa de aluguel definida previamente.

    Mas vale a pena alugar?

    Antes de mais nada, o aluguel de ações proporciona uma ótima oportunidade para alavancar ganhos de investidores com perspectivas de longo prazo.

    Isso porque se o investidor não pretende vendê-las no curto prazo, o aluguel de ações representa uma fonte adicional de receita. Afinal, ultimamente a taxa de remuneração tem oscilado entre 2% e 5% ao ano.

    Entretanto, dependendo do tamanho da demanda, o retorno pode ser ainda maior. O que vale então para o doador e para o tomador?

    Para o doador:

    • Renda extra proporcionada pelo rendimento do aluguel. Especialmente válido para investidores que estão trabalhando com prazos longos;
    • O direito sobre os dividendos das ações continua valendo durante a vigência do contrato de aluguel.

    Para o tomador:

    • Vender as ações no mercado à vista;
    • Utilizar as ações como cobertura no lançamento de opções de compra;
    • Usar as ações como garantia para operações nos mercados de liquidação futura;
    • Utilizar as ações na liquidação de operações realizadas no mercado à vista.

    E quais os custos para quem faz o aluguel de ações?

    • Taxa de corretagem: 0,5% sobre o valor total do aluguel, sendo o mínimo de R$50. Ela é cobrada no ato do aluguel;
    • Corretagem para compra ou venda das ações alugadas: R$10 por ordem executada.
    • Taxa de liquidação da CBLC: 0,25% a.a., sendo o mínimo de R$10. Ela é cobrada após a liquidação do contrato.
    • Remuneração do doador: pactuada no momento do aluguel e cobrada na liquidação do contrato.

    No entanto, lembre-se que para o aluguel de ações é necessário que mantenha no mínimo 150% de garantia sobre o valor do aluguel.

    Gostou do nosso texto? Então continue visitando o nosso site e leia agora mesmo: Quais são os custos para investir em ações? e fique ainda mais por dentro do assunto!

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    Redação
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    A estratégia do doador geralmente é rentabilizar sua carteira de ações de longo prazo. Já o tomador costuma focar no curto prazo, buscando lucrar com a queda no preço das ações. Ou seja, quando o mercado está em tendência de baixa.

    A segurança dessas operações é garantida pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). Ou seja, é ela quem fiscaliza e regulamenta todos os aluguéis de ativos, protegendo ambas as partes.

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    Doador:

    Em primeiro lugar, temos os doadores, que são os proprietários das ações e não pretendem vendê-las no curto prazo. Normalmente, essas pessoas procuram uma renda extra com o aluguel de ações. Além da busca de uma melhor rentabilidade para sua carteira.

    Tomador:

    Esses são os investidores que querem se beneficiar de um mercado em queda. Muitas vezes buscam ações que estão abaixo do valor de mercado. O que eles fazem? Alugam essas ações, vendem e posteriormente recompram a um preço menor.

    Quais os riscos e como alugar ações?

    Como toda operação, o aluguel de ações também pode apresentar alguns riscos, principalmente para o tomador. Afinal, o doador apenas disponibiliza o seu ativo e espera o fim do prazo do aluguel para receber suas taxas pré-acordadas.

    Tudo isso de maneira cômoda e bastante lucrativa.

    Nesse sentido, o risco para o tomador é que, em vez de o valor da ação cair, esse ativo pode subir após a venda. O que configuraria um prejuízo para ele.

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    Os contratos de aluguel de ações são, em sua maioria, de 30 dias e reversíveis. Ou seja, o tomador pode encerrar o contrato a qualquer momento.

    A rentabilidade do aluguel, ou seja, quanto você receberá de renda, depende de qual é a ação e da oferta e demanda do mercado. Uma ação que tem uma oferta maior terá uma taxa menor do que uma ação difícil de ser encontrada no mercado.

    Por isso, os tipos de ações que podem ser alugadas são:

    • Ações (companhias abertas e listadas na B3);
    • Units (ativos compostos por mais de um tipo ou classe de valores mobiliários);
    • Cotas de Fundos de Índices (ETFs);
    • BDRs Patrocinado (Brazilian Depositary Receipts).

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    Há diferentes tipos de contratos para o aluguel de ações. Os mais utilizados são:

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    2. Reversível ao Doador – a diferença em relação ao anterior é que o doador também pode encerrar o contrato a qualquer momento. Nesta situação o tomador terá quatro dias para devolver as ações a partir da data de solicitação.

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    Mas vale a pena alugar?

    Antes de mais nada, o aluguel de ações proporciona uma ótima oportunidade para alavancar ganhos de investidores com perspectivas de longo prazo.

    Isso porque se o investidor não pretende vendê-las no curto prazo, o aluguel de ações representa uma fonte adicional de receita. Afinal, ultimamente a taxa de remuneração tem oscilado entre 2% e 5% ao ano.

    Entretanto, dependendo do tamanho da demanda, o retorno pode ser ainda maior. O que vale então para o doador e para o tomador?

    Para o doador:

    • Renda extra proporcionada pelo rendimento do aluguel. Especialmente válido para investidores que estão trabalhando com prazos longos;
    • O direito sobre os dividendos das ações continua valendo durante a vigência do contrato de aluguel.

    Para o tomador:

    • Vender as ações no mercado à vista;
    • Utilizar as ações como cobertura no lançamento de opções de compra;
    • Usar as ações como garantia para operações nos mercados de liquidação futura;
    • Utilizar as ações na liquidação de operações realizadas no mercado à vista.

    E quais os custos para quem faz o aluguel de ações?

    • Taxa de corretagem: 0,5% sobre o valor total do aluguel, sendo o mínimo de R$50. Ela é cobrada no ato do aluguel;
    • Corretagem para compra ou venda das ações alugadas: R$10 por ordem executada.
    • Taxa de liquidação da CBLC: 0,25% a.a., sendo o mínimo de R$10. Ela é cobrada após a liquidação do contrato.
    • Remuneração do doador: pactuada no momento do aluguel e cobrada na liquidação do contrato.

    No entanto, lembre-se que para o aluguel de ações é necessário que mantenha no mínimo 150% de garantia sobre o valor do aluguel.

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