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Quais são os custos para investir em ações?

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Cada vez mais brasileiros decidem investir em ações. Tudo indica que a pandemia do novo coronavírus impulsionou esses números.

Entre fevereiro e junho, a B3 aumentou em 36% sua base de investidores pessoas físicas. Saltando de 1.945.607 em fevereiro para 2.648.975 no fim de junho.

No cenário, os homens representam 74,7% do total, com 2.000.810 contas. Já as mulheres somam 648.165.

Contudo, elas estão cada vez mais dispostas em investir em ações. O número de mulheres na Bolsa cresceu 8% em junho na relação com maio, um novo recorde.

Entretanto, a poupança ainda é o investimento preferido dos brasileiros. Oito em cada dez brasileiros ainda investem na poupança, mesmo com outras opções mais vantajosas no mercado.

É o que aponta um estudo da Anbima que identifica o perfil do investidor brasileiro. Foi verificado ainda que 27% das pessoas que investem na poupança dizem que o fazem por facilidade e comodidade.

Especialista diz que queda da Selic fez brasileiro investir em ações

A queda na taxa básica de juros, determinada pelo governo federal, empurrou para baixo os rendimentos das aplicações com renda fixa e abriu espaço para investimentos na Bolsa.

Isso justifica a elevação recente, de acordo com o coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira.

“Todas as vezes que você tem uma economia relativamente estabilizada, com a remuneração baixa para renda fixa, há uma tendência natural de as pessoas buscarem rentabilidade com risco maior, como é o mercado de ações.”

No entanto, Teixeira diz que questões culturais e econômicas atrapalham o avanço desse percentual.

“Não temos o hábito de aplicar em renda variável, o que exige educação financeira. Sem contar que para esse tipo de aplicação você precisa de algum dinheiro guardado, e isso é difícil em uma economia que anda mal há tantos anos.”

Investir na Bolsa é fácil e barato

Investir na Bolsa pode ser muito mais simples e barato do que você imagina. E, o melhor, pode lhe render rendimentos melhores.

Para começar a investir na Bolsa, siga estes passos:

1 – Abra uma conta

Para começar a investir na Bolsa você precisará ter uma conta em uma instituição financeira confiável, que ofereça suporte adequado ao cliente.

Você pode abrir uma conta em uma instituição financeira de forma online e rápida, começando a operar na Bolsa de Valores no mesmo dia, inclusive.

Após concluir seu cadastro, aguarde o retorno da instituição.

2 – Faça uma transferência

Agora é hora de transferir o dinheiro que você vai utilizar nos seus primeiros investimentos na Bolsa de Valores. Em geral, os valores são transferidos em poucos minutos.

3 – Acesse a plataforma

As instituições financeiras trabalham com plataformas online para realizar operações no mercado financeiro. A opção “Home Broker” permite que você encontre todas as ações de empresas e outros ativos negociados em Bolsa.

Importante: a negociação deve ser realizada no período do pregão, ou seja, durante o horário de funcionamento da B3.

4 – Pesquise sobre investimentos

Antes de comprar ativos na B3, procure se informar sobre as modalidades de investimento possíveis e verifique se elas se encaixam aos seus objetivos financeiros.

Além disso, um investidor que deseja investir com pouco dinheiro pode optar por comprar desde ações fracionadas até investir em fundos de índice (ETFs).

As opções são muitas. Basta conhecê-las e escolher aquelas que mais se adequam às suas necessidades.

5 – Faça seus investimentos

Agora é a hora de você começar a realizar, a partir de seus recursos iniciais, seu primeiro ou seus primeiros investimentos.

A partir do seu home broker, você faz seus aportes e dá início à formação da sua carteira de investimentos em Bolsa.

Quanto custa investir em ações da Bolsa?

Descubra quais são as taxas cobradas pela B3 na negociação de ações, dentro do mercado de renda variável.

1 – Emolumentos e taxa de liquidação

Os emolumentos são as taxas fixas cobradas pela B3 por cada negociação de ações. Elas remuneram os serviços praticados pela B3 no processamento da negociação.

Esse valor varia de acordo com o valor investido, o tipo de operação (normal ou Day Trade) e o perfil do investidor (pessoa física, fundos ou clube de investimentos).

A queda na taxa básica de juros empurrou para baixo os rendimentos das aplicações com renda fixa e abriu espaço para investir em ações

Além dos emolumentos, a B3 também cobra uma taxa de liquidação na mesma operação.

Para pessoas físicas, os valores são os seguintes:

  • Taxa de negociação: 0,003006%
  • Taxa de liquidação: 0,0275%
  • Total: 0,030506%

2 – Taxa de custódia

A taxa de custódia é cobrada pela B3 para manter sob sua posse os ativos negociados, e zelar por eles.

Para a manutenção de conta, o valor é de R$ 8,78 por mês para contas com ativos que valem até R$ 5 mil. Acima desse valor, a taxa é de R$ 9,28 por mês.

Já a tarifa sobre o valor em custódia varia de acordo com o montante investido, e é cobrada anualmente.

  • 0 a R$ 1 milhão: 0,0130% por ano
  • De R$ 1 milhão a R$ 10 milhões: 0,0072% por ano
  • R$ 10 milhões a 100 R$ milhões: 0,0032%
  • Entre R$ 100 milhões e R$ 1 bilhão: 0,0025%
  • R$ 1 bilhão a R$ 10 bilhões: 0,0015%
  • Acima de R$ 10 bilhões: 0,0005%

Contudo, a maior parte das corretoras isenta o investidor dessa cobrança da taxa de custódia.

Por isso, no início de 2020 a B3 anunciou que pretende isentar a sua parte da taxa de custódia para clientes com até R$ 20 mil em ações, o que inclui cerca de 65% dos investidores.

A mudança, porém, ainda não tem data para entrar em vigor.

3 – Taxa de dividendos

Também no início de 2020, a B3 afirmou que passará a cobrar uma taxa de 0,12% do pagamento de dividendos a investidores com mais de R$ 20 mil investidos na Bolsa.

Essa tarifa vai incidir sobre qualquer tipo de provento, incluindo os dividendos pagos pelos fundos imobiliários. Mas também não foi anunciada uma data para que essa cobrança entre em vigor.

Conheça as taxas cobradas além da B3

Além das taxas da B3, há outros três custos que merecem a sua atenção no momento de investir em ações. Confira:

1 – Taxa de corretagem

A taxa de corretagem é o valor cobrado pela sua corretora por intermediar o serviço de compra e venda de ações.

Essa taxa costuma ter um valor fixo na maior parte das corretoras. Assim, você paga o mesmo valor da taxa de corretagem em todas as operações, seja qual for o valor.

2 – Imposto Sobre Serviços (ISS)

O Imposto Sobre Serviços (ISS) é cobrado sobre o valor da taxa de corretagem, já que esta é uma prestação de serviço. Neste caso, a tarifa cobrada depende das regras de cada município, podendo chegar a até 5% sobre o valor da corretagem.

Aqui, mais uma vantagem para os clientes das corretoras que não cobram taxa de corretagem: eles estarão isentos desse imposto.

3 – Imposto de renda

O Imposto de Renda é cobrado pela Receita Federal. Na negociação de ações swing trade (operações de compra e venda em dias diferentes), a alíquota é de 15% sobre os ganhos de capital.

No swing trade, o Imposto de Renda é cobrado apenas se o valor bruto da sua venda de ações for superior a R$ 20 mil por mês. Se o valor for inferior, não há cobrança.

Essa isenção não é válida para o day trade (compra e venda no mesmo dia), sobre o qual recai a alíquota de 20%.

Vale lembrar, ainda, que o Imposto de Renda não é cobrado automaticamente. Você precisa preencher e pagar um Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) para ficar em dia com a Receita.

Quer investir na Bolsa de Valores, mas não sabe como? Confira 3 investimentos recomendados para iniciantes.

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Rafael Massadar
Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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