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Governo admite nova prorrogação do auxílio emergencial até 2021

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Integrantes da ala política do governo federal estudam a prorrogação do auxílio emergencial até março de 2021. A ideia é que o benefício, atualmente no valor de R$600, seja reduzido para uma quantia inferior, entre R$200 e R$300.

As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo, na última segunda-feira, 3 de agosto.

A medida de prorrogar, no entanto, é vista com ressalvas pelo Ministério da Economia. Para entrar em vigor, no entanto, precisa ser votada pelo Congresso Nacional.

O pagamento do auxílio emergencial já está garantido até agosto, mas o governo avalia possíveis consequências políticas na popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) caso o benefício seja extinto sem que haja uma alternativa.

Sem conhecimento sobre até quando vai durar a pandemia do coronavírus, estudos para definir a extensão do auxílio já estão em curso pela equipe econômica.

Imagem do Paulo Guedes sério sentado em um sofá, com a perna direita dobrada em cima do joelho esquerdo. A imagem é para ilustrar o texto sobre a prorrogação do auxílio emergencial
Auxílio emergencial poderá ser prorrogado até 2021

Atraso no Renda Brasil é motivo para prorrogação do auxílio

A prorrogação do auxílio emergencial seria uma forma de compensar um atraso no programa Renda Brasil, benefício social em pauta pelo governo Bolsonaro.

Isso porque o governo não deve concluir rapidamente os projetos e adequações para criar o programa, que tem como objetivo unificar outros programas sociais, como o Bolsa Família e o abono salarial, por exemplo.

A ideia do Renda Brasil é associar o programa a uma marca social para o presidente Bolsonaro, visto que o Bolsa Família foi criado em 2003 pelo governo Lula.

A ideia é criar uma marca social para Bolsonaro porque o Bolsa-Família é uma herança do PT. Para conseguir realizar os planos, porém, o governo depende de outros fatores, como a redução do valor do auxílio.

Essa redução, no entanto, depende da aprovação do Congresso. Além disso, para ser estendido até março, o decreto que definiu o estado de calamidade precisaria ser renovado.

Se o valor do auxílio emergencial for modificado, será necessário solicitar uma autorização do Congresso Nacional, já que o benefício foi aprovado após votação que o tornou lei.

Em contrapartida, se for realizar apenas uma manutenção dos R$600, o governo apenas precisa prorrogar por conta própria, sem o aval do Congresso.

+ Programa Renda Brasil: o que é e quem tem direito?
+ Renda Brasil x Bolsa Família: qual a diferença?

Benefício já havia sido prorrogado por mais dois meses

Inicialmente previsto em três parcelas, o auxílio emergencial já foi prorrogado por mais dois meses. Ou seja, são mais dois pagamentos do benefício, totalizando cinco parcelas de R$600.

A assinatura do decreto foi feita por Jair Bolsonaro no dia 30 de junho. Os pagamentos estão sendo feitos conforme a data de aniversário dos beneficiários.

Durante a solenidade para assinar o decreto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que uma alternativa era fazer isso de forma decrescente, com os beneficiários recebendo uma parcela de R$ 500, outra de R$ 400 e outra de R$ 300.

No entanto, essa divisão não foi feita. E, com isso, a quarta e quinta parcelas serão pagas de uma vez.

O auxílio emergencial foi divulgado em abril pelo governo federal para minimizar os impactos financeiros causados pela pandemia do coronavírus.

O benefício é para os trabalhadores informais, autônomos, microempreendedores individuais, desempregados e pessoas de baixa renda.

A princípio, o governo cogitou oferecer parcelas de R$200. O valor tinha como referência a média dos repasses no Bolsa Família, que é de aproximadamente R$190.

No entanto, a gestão recuou após pressão da Câmara dos Deputados e oposição.

Até o momento, mais de 65,4 milhões de pessoas já receberam as parcelas do auxílio emergencial, um total de R$ 145,9 bilhões, de acordo com os da Caixa Econômica Federal.

A projeção é de que até o final do ano mais de R$ 203 bilhões tenham saído dos cofres públicos. Confira as novas datas de pagamento do auxílio emergencial.

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Camila Miranda
Nascida na Zona Oeste do Rio, me divido entre jornalismo e marketing digital. Com três anos de experiência em Comunicação, já trabalhei em redação de jornal impresso, webjornalismo e assessoria de imprensa. Hoje, faço gestão de mídias sociais e produção de conteúdo. Amo assuntos sobre as áreas cultural e política. Reclamo do transporte público.

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