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Mais jovens se tornam MEIs durante a pandemia

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De acordo com uma pesquisa realizada pelo Nubank, o número de jovens que se tornaram Microempreendedor Individual (MEI) cresceu durante o último ano. A pesquisa ainda estuda que esse é um cenário recorrente em períodos de crise, como o surgimento da pandemia.

De acordo com a instituição, na crise econômica de 2015, houve um movimento muito parecido, também entre os jovens com menos de 25 anos. Na época, o número saltou de 26%.

Uma das linhas de raciocínio para essa situação ocorrer, é que, em momentos de crise os jovens são um dos primeiros a “irem para o olho da rua”. Sendo assim, o MEI se torna uma alternativa de renda em tempos de incerteza.

Isso porque, os jovens possuem menos experiência. Então, com menos experiência, há menos chances de uma retomada no mercado de trabalho. Principalmente, quando consideramos que há uma maior competição entre essa faixa etária por uma vaga de trabalho.

Mão de uma mulher escrevendo em um caderno com celular e notebook ao lado
O fenômenos tem sido chamado por especialistas como a “MEIzação”

O público do MEI

Em geral, adultos entre 25 e 40 anos de idade são a faixa etária com maior representatividade entre os microempreendedores individuais, com uma média de 54% dos entrantes ao longo do tempo.

Antes da pandemia, em fevereiro de 2020, o fluxo dos mais jovens era de 27%, mas chegou a 30% em agosto do mesmo ano.

Em julho de 2020, por exemplo, houve um pico de 20,5% no número de pessoas que se tornaram MEIs entre os clientes do Nubank, em comparação com o mês anterior.

O que é o Microempreendedor Individual?

Criado pela Lei Complementar nº 128, o MEI nasceu em 2009. Foi elaborado com o objetivo de formalizar principalmente os trabalhadores brasileiros que desempenhavam atividades sem nenhum amparo legal.

Com a atividade, esses trabalhadores ganharam segurança jurídica e acesso a benefícios previdenciários como, por exemplo, aposentadoria por idade ou por invalidez, auxílio-doença e salário-maternidade.

Portanto, o MEI é uma modalidade de abertura de empresa simplificada para quem trabalha como autônomo ou por conta própria. O Microempreendedor Individual também se torna uma opção para trabalhadores que possuem atividade regulamentada por entidades de classe.

Conforme dados da Receita Federal, o MEI é hoje o porte de empresa mais comum no país. E em 2020, o país bateu o recorde de 11 milhões de microempreendedores individuais espalhados pelas cinco regiões.

Se tornar um MEI significa que o trabalhador ganha um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e passa a emitir uma Nota Fiscal e ganha alguns benefícios na Previdência Social.

Uma das vantagens também é que a arrecadação para essa modalidade de empresa é simplificada. Isso quer dizer que você paga um valor fixo mensal, que é a DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). O valor estará de acordo com a atividade que exerce.

Em 2020, o valor variava entre R$53,25, para comércio ou indústria. E R$58,25, para comércio e serviços.

Para ser MEI é necessário:

  • Faturar até R$81 mil por ano;
  • Não ser sócio, administrador ou titular de outra empresa;
  • Ter no máximo um funcionário com carteira assinada;
  • Exercer alguma das atividades entre as mais de 450 permitidas ao modelo. 

Quais as vantagens de ser MEI?

O modelo de Microempreendedor Individual desburocratiza várias relações. Inclusive é uma das opções mais requisitadas no mercado de trabalho. Isso porque, no modelo MEI, você é sua própria empresa.

Confira abaixo outras vantagens de ser MEI:

  • Direito a benefícios previdenciários como a aposentadoria por idade ou por invalidez, bem como o auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte (para a família);
  • Acesso facilitado a produtos e serviços bancários, como crédito com condições especiais para Microempreendedor Individual;
  • Modelo simplificado de tributação, com um valor mensal relativamente baixo e fixo referente aos tributos (INSS, ISS ou ICMS);
  • Inscrição no CNPJ sem custo e sem burocracia;
  • Emissão de nota fiscal;
  • Acesso a apoio técnico do Sebrae, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.

Portanto, o aumento no número de jovens que se tornou MEI representa uma coisa boa. E mostra que, mesmo em tempos de pandemia, os jovens não estão de braços cruzados.

Gostou do nosso conteúdo? Confira agora como funciona a aposentadoria para MEI.

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Loyane Lapa
Carioquíssima de Campo Grande, com um pézinho em São Paulo. Jornalista, Produtora de Conteúdo e [insira aqui outras funcionalidades de um jornalista]. Apaixonada por livros, filmes e pelo universo cultural. Curiosa e antenada nas novidades do mercado financeiro.

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