Conversor de moedas

Veja a cotação do Dólar Hoje, Euro hoje e Bitcoin hoje.

Mercado de debêntures 2018: o investimento que mais cresceu

Escrito por: Redação em 25 de julho de 2018

As operações do mercado de debêntures fecharam o ano de 2017 com volume recorde. As empresas do Brasil levantaram R$90,8 bilhões de operações desse ativo em 2017. Esse foi o volume mais alto da série histórica da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), iniciada em 2002.

Outro recorde em emissões desde o seu lançamento, segundo a Anbima, foi de debêntures incentivadas, que são voltadas ao financiamento de infraestrutura, com R$ 9 bilhões. As companhias utilizam debêntures como principal ativo para captação de recursos.

A Anbima credita essa alta de 2017 a um indicador de que houve uma retomada das operações no mercado de capitais como um todo. O ano passado, em comparação com 2016, teve um crescimento de 49,8% no volume total de emissões do ativo. Esse foi um reflexo da queda dos juros e, por consequência, do custo de captação para as empresas.

Ainda de acordo com a Anbima, a finalidade desses recursos aponta ainda um estágio de recuperação das empresas após a crise econômica. Isso porque 42,4% do volume captado foi destinado ao capital de giro, enquanto 32,1% foi para o refinanciamento de passivos. Isso poderia representar uma negociação com a troca por dívidas mais baratas e mais longas. O volume destinado para investimento infraestrutura foi de 12,2%.

O volume de emissões teve volume parecido lá em 2012, que fechou com R$89,996 bilhões, ocasião em que a meta da Selic ficou em 7,25%. Com essa alta após anos, em 2017 apenas, os sinais indicam que o mercado de debêntures 2018 vai bem.

No primeiro semestre, dos R$98,7 bilhões movimentados por instrumentos domésticos de renda fixa e híbridos, as debêntures somaram R$60,5 bilhões. Destes, R$9,6 bilhões para infraestrutura.

Mercado de debêntures cresce em 2018
Após fechar 2017 com volume recorde, mercado de debêntures já supera expectativas em 2018

Cenário do mercado de debêntures

Entre os ativos de renda fixa nas carteiras dos fundos de investimento, as debêntures foram as que mais avançaram em 2017, com aumento de 34,7%. Em 2016, houve recuo de 5,1%. Comparando aos outros ativos, os títulos públicos cresceram 23,5%, enquanto os direitos creditórios cresceram apenas 1,6%. Já os títulos imobiliários, CDB / RDB e letras financeiras apresentaram queda.

A expectativa da Anbima, divulgada com esses dados em abril deste ano, aponta para um crescimento nos títulos privados da indústria de fundos, em decorrência da busca por maior rentabilidade com a baixa dos juros. As debêntures vem ganhando maior participação nas carteiras de fundos. Em queda desde 2014, o ativo manteve-se estabilizado desde o fim de 2016, em um patamar de 12%.

Nas carteiras de fundos, os títulos públicos ainda representam a maior parte, com 75%, enquanto os títulos bancários totalizam 13%. E o cenário das debêntures, atualmente, ainda é positivo. Isso é o que afirma Alexandre Donini, sócio e trader de crédito privado do Brasil Plural.

“Com a melhora da economia e queda dos juros, as empresas têm buscado no mercado financiamento para investir em novos projetos, aumentando o número de emissões. Do outro lado, os fundos de investimento de renda fixa/ crédito privado captaram muito nos últimos anos. Portanto, com a demanda e a oferta em alta, o mercado está aquecido.”

Primeiro semestre do mercado de debêntures

Os primeiros seis meses de 2018 foram favoráveis ao mercado de debêntures. Ao todo, as captações domésticas registraram um volume de R$105,6 bilhões, contra R$71,1 bilhões do mesmo período do ano anterior. Foi um crescimento de 48,6%.

E as debêntures representam 57% destas emissões. Esse foi o ativo com o maior volume no período, com R$60,5% bilhões, contra R$29 bilhões do mesmo período de 2017. Houve crescimento também nas emissões de Notas Promissórias, Letras Financeiras, CRI e Fundos de Investimentos Imobiliários. E queda na renda variável e dos demais ativos de securitização (CRA e FIDC).

Segundo dados divulgados pela Anbima, em junho as emissões de debêntures corresponderam a um volume de R$8 bilhões, equivalentes à 13 operações, todas via instrução 476. Em junho de 2017, o volume foi R$7,2 bilhões. O destaque em captação foi de R$4,7 bilhões da Suzano Papel e Celulose, a segunda maior emissão de 2018.

Em relação às de infraestrutura, o volume em junho foi de R$480 milhões, referentes à duas séries da Rio Paraná Energia. O total de debêntures incentivadas no primeiro semestre foi de R$9,6 bilhões, contra R$2,1 bilhões do mesmo período de 2017. O crescimento, nesse caso, foi de 353%, com 16 operações realizadas.

Para o especialista da Brasil Plural, o crescimento do mercado de debêntures em 2018 deve-se à melhora no cenário econômico. “Acredito que a melhora da economia e os juros baixos, juntamente com a diminuição de oferta de produtos bancários (CDB, Letras Financeiras e LCI/LCA), foram as principais razões para o crescimento do mercado em 2018”, pontua.

Panorama do mercado de debêntures

De janeiro a junho de 2018, a distribuição das ofertas de debêntures por detentor ficou dividida como mais da metade para investidores institucionais, seguida por intermediários e demais participantes ligados à oferta. Em terceiro, ficaram as pessoas físicas.

O panorama para o mercado permanece positivo, na opinião de Alexandre Donini. “Acredito que as debêntures continuarão em alta, principalmente as debêntures incentivadas, por conta da isenção de imposto de renda para pessoas físicas e menor custo para os emissores.”

As debêntures de infraestrutura registraram volume recorde nos seis primeiros meses do ano, segundo a Anbima. De janeiro a junho, o volume movimentado por renda fixa e híbridos foi R$98,7 bilhões. A parte que corresponde às debêntures foi de R$60,5 bilhões deste total. Dentro do volume das debêntures, R$9,6 bilhões foram para infraestrutura.

As debêntures de infraestrutura, regidas pela Lei 12.431, bateram recorde de emissões desde a criação, em 2011, com esse volume no primeiro semestre de 2018. De acordo com o Boletim de Mercado de Capitais da Anbima, esse total foi alcançado a partir de 16 operações.

O que representou quase quatro vezes mais do que o volume registrado entre janeiro e junho de 2017 – quando também foram realizadas 16 operações, porém com volumes menores.

Os papéis de infraestrutura representaram 36% do volume negociado no mercado secundário. Passando de R$4 bilhões, no primeiro semestre de 2017, para R$8,7 bilhões nos seis primeiros meses de 2018. A Anbima explica que os principais atrativos desses papéis são redução da taxa de juros; necessidade de diversificação das carteiras; isenção fiscal para as pessoas físicas.

Investimento no mercado de debêntures

O perfil do investidor que escolhe essa aplicação, segundo o porta-voz da Brasil Plural, Alexandre Donini, é daqueles “que buscam uma volatilidade menor comparada a ações na bolsa, mas ao mesmo com rentabilidade acima dos títulos públicos”.

O especialista pontua também algumas vantagens e desvantagens de investir em debêntures:

Vantagens

– Rentabilidade acima dos títulos públicos;

– Isenção fiscal no caso das debêntures incentivadas;

– Diversificação dos investimentos;

– Liquidez no mercado secundário;

– Tipos de remuneração.

Desvantagens

– Risco de crédito do emissor;

– Não é protegido pelo Fundo Garantidor de Créditos.

Donini faz uma previsão também das perspectivas para os próximos meses desse mercado. “Acredito em uma diminuição no ritmo de emissões até as eleições, mas uma retomada forte após o período eleitoral. Podendo ser ainda maior dependendo do resultado das eleições”, opina o especialista, acrescentando:

“Gostaria de destacar o aumento de investidores pessoas físicas nesse tipo de investimento e o aumento constante de liquidez no mercado secundário.”

Redação

Criado em 2003, o FinanceOne é um site especializado em finanças. Desde a influência do mercado financeiro no seu dia a dia até a simples economia dentro de casa.

Deixe uma resposta

Posts relacionados

negociar-as-dívidas-com-o-banco
ações para investir por um ano
Como investir em debêntures em 2018
Estudar o risco do investimento é importante para não ter prejuízos futuros
como investir na bolsa de valores