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    Entenda como fica o mercado financeiro com retorno do Talibã

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    Agosto tem sido de intensos conflitos no Afeganistão. O grupo extremista Talibã iniciou uma série de ataques a diversas províncias, capturando todo o território afegão e o poder, o que já resultou em execuções em algumas partes do país.

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    Estima-se que alguns dos avanços que aconteceram no país nos últimos 20 anos com a ocupação norte-americana, como a grande presença de mulheres em escolas e no mercado de trabalho, deixem de existir.

    Outro temor é o acerto de contas que o Talibã pode promover no país por ter sido derrubado do poder 20 anos atrás.

    Esse movimento acontece após, em maio deste ano, o governo dos Estados Unidos anunciar a retirada das tropas restantes no país asiático. O que para a maioria dos especialistas representa o grande fracasso da ocupação norte-americana.

    + Economia da China: qual a influência para o mundo?

    Afinal, os Estados Unidos investiram bilhões de dólares no exército afegão, e essa força mostrou-se incapaz de lutar contra o Talibã, sofrendo derrota atrás de derrota.

    O governo norte-americano também falhou em construir uma alternativa democrática no Afeganistão, e os governos que surgiram no país demonstraram-se impopulares, corruptos e fracos.

    Além disso, o conflito demonstrou ser absurdamente caro, e estima-se que os Estados Unidos tenham gasto mais de dois trilhões de dólares no Afeganistão.

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    Geopolítica é alterada com tomada do poder

    A tomada de poder no Afeganistão pelo grupo extremista Talibã aumenta riscos geopolíticos e pode trazer mais volatilidade para os mercados no curto prazo.

    Para os Estados Unidos, significa o enfraquecimento de sua liderança diplomática global e fortalecimento de outras lideranças, como a China.

    O país é uma ponte entre a Ásia e a Europa e é corredor essencial para o projeto de expansão global de Pequim (Cinturão e Rota). A segunda maior economia do mundo não tem grandes interesses em ampliar sua influência no Afeganistão, mas deve procurar crescer seus investimentos em minerais na região.

    Um novo relatório, feito pelo governo afegão em 2017, estimou que a riqueza mineral do Afeganistão pode valer 3 trilhões de dólares se forem incluídos os combustíveis fósseis.

    Vale destacar que o Afeganistão não é um grande produtor de nenhum commodity atualmente. Logo, os preços das commodities no mercado não devem ser afetados pelos eventos.

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    No entanto, o país controla uma das reservas mais ricas do mundo de cobre, ouro e lítio, minerais importantes para o desenvolvimento de energia limpa.

    A demanda por metais, bem como por elementos de terras raras como o neodímio, está aumentando à medida que os países tentam mudar para carros elétricos e outras tecnologias limpas para reduzir as emissões de carbono.

    A crise deve implicar ainda um desafio migratório para a região. As imagens capturadas no aeroporto de Cabul mostram que o fluxo de pessoas deve seguir nas próximas semanas e meses, o que deve implicar um desafio para China, Paquistão, Irã, Turquia, entre outros.

    homens armados com a bandeira do Talibã ao fundo
    A tomada do poder no Afeganistão pelo Talibã foi inserida automaticamente nas principais disputas em curso no mundo

    O que é o Talibã? Quando e como ele surgiu?

    O Talibã é um grupo fundamentalista que atua no Afeganistão desde os anos 1990. Com uma visão extremista da religião islâmica, a agremiação atua tanto de forma política quanto militar.

    A origem do Talibã se deu após a Guerra Afegã-Soviética, que aconteceu de 1979 a 1989. Neste conflito, a União Soviética e o governo do Afeganistão, de orientação marxista e que havia chegado ao poder com um golpe de Estado em 1978, enfrentaram milícias ligadas ao Paquistão e à Arábia Saudita.

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    Contudo, o grupo de orientação sunita foi consolidado em 1994 exatamente pelos ex-guerrilheiros islâmicos conhecidos como mujahideen, que lutaram para combater a ocupação soviética no Afeganistão na década de 1980.

    Em 1996, o Talibã conseguiu assumir o controle sobre a maior parte do país, tomou Cabul e o Afeganistão foi proclamado um emirado islâmico. Sua queda ocorreu após os atentados de 11 de setembro de 2001.

    Na época, o Talibã foi acusado de dar refúgio para o grupo fundamentalista Al-Qaeda, liderado por Osama Bin Laden e responsável pelos ataques.

    Os norte-americanos acreditavam que, além de esconder membros da organização e permitir que usassem o Afeganistão como base de operações para atividades terroristas, o Talibã financiava o grupo. 

    Em resposta aos ataques, os EUA lideraram uma coalizão que invadiu o Afeganistão em 2001, com pesados ataques aéreos e bombardeios.

    Gostou do artigo? Compartilhe ou deixe seu comentário sobre os efeitos da tomada do poder no Afeganistão pelo Talibã

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    Rafael Massadar
    Rafael Massadar
    Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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    Estima-se que alguns dos avanços que aconteceram no país nos últimos 20 anos com a ocupação norte-americana, como a grande presença de mulheres em escolas e no mercado de trabalho, deixem de existir.

    Outro temor é o acerto de contas que o Talibã pode promover no país por ter sido derrubado do poder 20 anos atrás.

    Esse movimento acontece após, em maio deste ano, o governo dos Estados Unidos anunciar a retirada das tropas restantes no país asiático. O que para a maioria dos especialistas representa o grande fracasso da ocupação norte-americana.

    + Economia da China: qual a influência para o mundo?

    Afinal, os Estados Unidos investiram bilhões de dólares no exército afegão, e essa força mostrou-se incapaz de lutar contra o Talibã, sofrendo derrota atrás de derrota.

    O governo norte-americano também falhou em construir uma alternativa democrática no Afeganistão, e os governos que surgiram no país demonstraram-se impopulares, corruptos e fracos.

    Além disso, o conflito demonstrou ser absurdamente caro, e estima-se que os Estados Unidos tenham gasto mais de dois trilhões de dólares no Afeganistão.

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    A tomada de poder no Afeganistão pelo grupo extremista Talibã aumenta riscos geopolíticos e pode trazer mais volatilidade para os mercados no curto prazo.

    Para os Estados Unidos, significa o enfraquecimento de sua liderança diplomática global e fortalecimento de outras lideranças, como a China.

    O país é uma ponte entre a Ásia e a Europa e é corredor essencial para o projeto de expansão global de Pequim (Cinturão e Rota). A segunda maior economia do mundo não tem grandes interesses em ampliar sua influência no Afeganistão, mas deve procurar crescer seus investimentos em minerais na região.

    Um novo relatório, feito pelo governo afegão em 2017, estimou que a riqueza mineral do Afeganistão pode valer 3 trilhões de dólares se forem incluídos os combustíveis fósseis.

    Vale destacar que o Afeganistão não é um grande produtor de nenhum commodity atualmente. Logo, os preços das commodities no mercado não devem ser afetados pelos eventos.

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    A demanda por metais, bem como por elementos de terras raras como o neodímio, está aumentando à medida que os países tentam mudar para carros elétricos e outras tecnologias limpas para reduzir as emissões de carbono.

    A crise deve implicar ainda um desafio migratório para a região. As imagens capturadas no aeroporto de Cabul mostram que o fluxo de pessoas deve seguir nas próximas semanas e meses, o que deve implicar um desafio para China, Paquistão, Irã, Turquia, entre outros.

    homens armados com a bandeira do Talibã ao fundo
    A tomada do poder no Afeganistão pelo Talibã foi inserida automaticamente nas principais disputas em curso no mundo

    O que é o Talibã? Quando e como ele surgiu?

    O Talibã é um grupo fundamentalista que atua no Afeganistão desde os anos 1990. Com uma visão extremista da religião islâmica, a agremiação atua tanto de forma política quanto militar.

    A origem do Talibã se deu após a Guerra Afegã-Soviética, que aconteceu de 1979 a 1989. Neste conflito, a União Soviética e o governo do Afeganistão, de orientação marxista e que havia chegado ao poder com um golpe de Estado em 1978, enfrentaram milícias ligadas ao Paquistão e à Arábia Saudita.

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    Contudo, o grupo de orientação sunita foi consolidado em 1994 exatamente pelos ex-guerrilheiros islâmicos conhecidos como mujahideen, que lutaram para combater a ocupação soviética no Afeganistão na década de 1980.

    Em 1996, o Talibã conseguiu assumir o controle sobre a maior parte do país, tomou Cabul e o Afeganistão foi proclamado um emirado islâmico. Sua queda ocorreu após os atentados de 11 de setembro de 2001.

    Na época, o Talibã foi acusado de dar refúgio para o grupo fundamentalista Al-Qaeda, liderado por Osama Bin Laden e responsável pelos ataques.

    Os norte-americanos acreditavam que, além de esconder membros da organização e permitir que usassem o Afeganistão como base de operações para atividades terroristas, o Talibã financiava o grupo. 

    Em resposta aos ataques, os EUA lideraram uma coalizão que invadiu o Afeganistão em 2001, com pesados ataques aéreos e bombardeios.

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