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Mercado imobiliário 2018: panorama atual e tendências

Escrito por: Redação em 2 de abril de 2018

O mercado imobiliário 2018 é otimista. Não só porque as taxas de juros estão caindo. Aqui no Finance One já falamos sobre o panorama deste ano e o que seria melhor: comprar ou alugar um imóvel? Descobrimos um cenário positivo para quem quer fazer esse investimento. Lembrando que comprar um imóvel é uma decisão que deve ser tomada com cautela, já que é um investimento a longo prazo.

Consultado pelo site em dezembro de 2017, o coordenador do MBA em Gestão de Negócios de Incorporação e Construção Imobiliária da Fundação Getulio Vargas (FGV), Pedro de Seixas Corrêa, falou sobre o mercado imobiliário do ano que estava por vir.

Para quem estava e ainda está considerando adquirir imóvel em 2018, o especialista explicou que, como o momento do mercado é de maior oferta do que procura, algumas poucas boas ofertas podem ser achadas.

“Muito marcante no mercado de hoje é que podem ter sim boas oportunidades de compra e isso pode durar em 2018. A expectativa para uma recuperação consistente ficará para 2019 e 2018 ainda deve ser um período de transição”, disse.

O certo é que o ano já começou e inclusive o primeiro trimestre acabou de terminar. Em um piscar de olhos o semestre terminará. Reunimos a seguir alguns dados e expectativas sobre o panorama atual e as tendências do mercado imobiliário 2018.

Acompanhe esta leitura até o final para saber se o cenário permanece favorável e como fazer para comprar um imóvel.

Qual é o panorama do mercado imobiliário 2018
O cenário do mercado imobiliário 2018 é otimista, se observarmos os dados de crescimento do setor habitacional

Como está o mercado imobiliário 2018?

Sob o ponto de vista dos bancos, o cenário é sim favorável. A Caixa Econômica, principal financiadora do país, divulgou que fechou 2017 com saldo de R$432 bilhões na carteira de crédito de habitação. Comparando com 2016, o volume de empréstimos ficou 6,3% acima.

De acordo com a CEF, com esse resultado, a instituição ganhou 2,1 pontos percentuais (p.p.) de participação no mercado imobiliário e mantém a liderança no setor. A instituição é responsável por 69% das operações para compra da casa própria.

A carteira de crédito do banco, em 2017, foi 61% destinada a participação do habitacional. Segundo o vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antonio de Souza, o financiamento imobiliário será prioridade também este ano.

Para 2018, o orçamento para crédito habitacional é de R$82 bilhões, mesmo valor disponibilizado em 2017, que na verdade teve de contratação bruta R$86 bilhões na carteira de crédito. Segundo o vice-presidente, a meta física deste ano é de 650 mil unidades a serem lançadas somente pelos programas de habitação do Ministério das Cidades, fora as habitações do mercado.

Nelson Antonio de Souza estima que os lançamentos imobiliários cheguem a 800 mil novas unidades este ano, incluindo as 650 mil do governo federal. Outra boa notícia, segundo o dirigente, é que o cenário é favorável para a queda dos juros do crédito imobiliário. Que acompanharia a queda da taxa Selic. Contudo, o banco ainda não afirmou se reduzirá e quanto e quando isso será feito.

Porém, Nelson de Souza explica que a Caixa terá um crédito customizado, ou seja, um empréstimo que é adequado ao perfil de risco do cliente. O vice-presidente explica ainda que a taxa de juros será definida em função do rating do cliente, que significa o relacionamento desse cliente com o banco.

Qual é o panorama do mercado imobiliário 2018?

O cenário do mercado imobiliário é de crescimento. Segundo estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), 2017 fechou com ligeira alta em relação ao ano anterior. O crescimento em lançamentos residenciais verticais foi de 5,2%, enquanto as vendas aumentaram 9,4%.

A pesquisa ainda mostrou que houve redução de estoque, á que a oferta final de unidades residenciais em 2017 apresentou queda de 12,3% comparando com 2016. Já no acumulado do ano, as vendas superaram os lançamentos em 11.878 unidades.

Esse número é 12,6% de unidades vendidas. Com isso, a CBIC conclui que o panorama do mercado imobiliário 2018 é favorável. A previsão é de que haja aumento de lançamentos e vendas.

Para decidir entre comprar ou alugar um imóvel, se você optou pela segunda opção, falaremos a seguir de como fazer para adquirir esse bem. Antes, descubra onde é mais barato e mais caro comprar um imóvel no Brasil.

Como adquirir um imóvel em 2018?

É certo que o brasileiro não tem o hábito de poupar. Na pesquisa da Rede Internacional de Educação Financeira, divulgada pelo Banco Central, os resultados mostram que 69% dos brasileiros entrevistados disseram não ter poupado nos últimos 12 meses. Mas, antes de se jogar em uma compra, 72% avaliam aquele gasto. Isso confirma porque 64% afirmaram pagar as contas em dia.

Essa avaliação é importante, por isso a educação financeira já deve ser ensinada desde cedo. Ainda na pesquisa divulgada pelo BC, dos 31% que conseguiram poupar alguma coisa nos últimos 12 meses:

– Mais da metade guardou menos do que 10%;

– 30% pouparam entre 11% e 20% da renda;

– 12%, entre 21% e 30%;

– 5% afirmaram ter poupado mais de 31%.

É muito provável que a sua opção para adquirir um imóvel seja o financiamento. O Banco Central reforça que as duas principais preocupações ao fazer um empréstimo ou financiamento são:

1- Encontrar uma instituição com boas condições de crédito;

2 – Tomar cuidado para não ser vítima de nenhuma fraude ou irregularidade. Para evitar isso, procure uma instituição autorizada pelo BC.

Outras recomendações do BC incluem solicitar as planilhas de simulação da operação, com as parcelas a serem pagas e o cálculo do Custo Efetivo Total (CET). O CET sintetiza em uma única taxa os juros, tarifas, imposto e outras despesas. Assim, é possível saber quanto realmente pagará pelo crédito solicitado. Antes de escolher a instituição, faça a comparação de propostas de cada uma delas, com um CET para créditos de mesmo valor e prazo.

Outra recomendação é ler atentamente o contrato. Verificar as condições da operação, direitos e as obrigações do credor e do devedor. Antes de tomar a decisão você precisa avaliar seu orçamento. Saber se conseguirá arcar com as prestações para que não fique inadimplente ou endividado.

Redação

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