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Novo vazamento do Facebook expõe dados de 540 milhões de usuários

Escrito por: Mateus Carvalho em 11 de abril de 2019

Com certeza, essa não é a primeira vez que você escuta que ocorreu um vazamento do Facebook. Pois aconteceu de novo. No último dia 3, 540 milhões de usuários tiveram os dados vazados nos servidores do serviço da Amazon.

A descoberta foi feita pela empresa de cibersegurança UpGuard.

Os dados encontrados nos servidores da nuvem da Amazon continham as seguintes informações: curtidas, comentários, imagens, fotos, comentários e músicas.

Informações sobre amigos, eventos e até mesmo reserva de voos e hotéis ficaram expostos sem ser necessário qualquer tipo de senha para acesso.

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A pergunta que muitos se fazem é: qual o motivo da falha do vazamento do Facebook?

A falha está nos softwares desenvolvidos pela mexicana Cultura Coletiva, de acordo com os especialistas da UpGuard.

Já para os casos das senhas, o aplicativo At the Pool é o responsável pela coleta. Porém, vale ressaltar que esse aplicativo não está mais disponível no Facebook.

Senhas têm maior gravidade no vazamento do Facebook

A maior gravidade do vazamento do Facebook é em relação às senhas que são armazenadas no formato de texto. E com isso, as senhas acabaram ficando exibidas na internet sem qualquer proteção.

Vale ressaltar que para esse caso de vazamento de informações, as interações foram as que apresentaram um maior volume de violação da privacidade.

Porém, as senhas ofereciam acesso às contas dos usuários por meio de terceiros. O que acaba possibilitando roubos e outras ações criminosas a partir das informações privadas dos perfis.

Contrariando o pensamento de muitos, desta vez o Facebook não é diretamente culpado pelo mau gerenciamento dos conteúdos. Mas sim os desenvolvedores dos serviços Cultura Coletiva e At the Pool.

A maior quantidade de dados vazados, 146 GB, pertence à empresa Cultura Coletiva, que está sediada no México. A instituição cuida dos nomes das contas, IDs do Facebook, comentários, curtidas e fotos, entre outros dados.

Já as informações violadas da empresa californiana At the Pool, que somaram cerca de 22 mil registros, abrangem um outro conjunto de informações. Esses dados são fotos, listas de amigos,  interesses, check-ins e até mesmo a preferência dos usuários.

A Cultura Coletiva informou que os registros desprotegidos continham as mesmas informações armazenadas em suas páginas do Facebook. Sendo assim, as informações eram acessíveis para qualquer pessoa que navegue por elas.

De acordo com uma nota divulgada no site da empresa, nenhum dado sensível ou privado foi exposto. Sendo assim, a segurança e a privacidade dos usuários nas redes sociais seguem preservadas.

Novo vazamento do Facebook viola Lei de Proteção de Dados

Esse novo vazamento do Facebook viola a Lei de Proteção de Dados Pessoais (LPDP), que também é conhecida como Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e entrará em vigor em 2020, no Brasil.

Essa lei já regulamenta a União Europeia (Regulação Geral de Proteção de Dados – GDPR, na sigla em inglês), além dos Estados Unidos (Lei da Privacidade de Comunicação Eletrônica – ECPA, na sigla em inglês) e alguns países da América Latina, como Uruguai, Chile, Argentina e Colômbia.

Essa lei tem como objetivo garantir a privacidade dos dados pessoais das pessoas com regras sobre os processos de coleta, armazenamento e compartilhamento de informações.

Sendo assim, na prática, o usuário deve sempre autorizar e ser avisado sobre quais dados pessoais serão recolhidos.

Além disso, também deverão ser informados sobre a finalidade envolvendo essas informações, entre outras obrigações.

O que acontece é que as empresas responsáveis por projetos que envolvem base de dados e inteligência artificial possuem aplicativos disponíveis na internet.

Esse é o caso do Facebook, que precisará passar a fornecer explicações aos usuários sobre essas decisões de compartilhamentos e/ou vazamentos de dados.

Vazamentos recorrentes do Facebook

Provavelmente você já ouviu falar sobre outros vazamentos que ocorreram na plataforma.

Em março de 2018, veio a público o escândalo da Cambridge Analytica, no qual cerca de 50 milhões de contas tiveram os dados vazados.

Na época, os dados seriam usados na campanha que levou à vitória de Donald Trump na corrida presidencial dos Estados Unidos, em 2016.

Outro caso de vazamento do Facebook foi em outubro do ano passado, que afetou o mesmo número de contas. Dessa vez, por causa de uma brecha na opção “ver como” explorada por hackers.

Como se proteger?

Cibercrime é a nomenclatura dada aos crimes cibernéticos que envolvam qualquer atividade que seja considerada atividade ou prática ilícita na rede.

Essas atividades ilícitas podem envolver roubo de dados pessoais, invasões de sistemas, disseminação de vírus, falsidade ideológica e acesso a informações confidenciais, entre outros.

Mas, como se proteger?

1) Escolha bem as suas senhas

Ao criar senhas para acessar suas contas de e-mails, bancos, redes sociais e sites de comércio eletrônico, nunca utilize datas e placas de carros. Ou até mesmo qualquer outra combinação que seja ligada a você e que seja fácil de descobrir.

2) Cuidado com o phishing

O termo se refere às tentativas de obtenção de informação pessoalmente identificável através de uma suplantação de identidade por parte de criminosos em contextos informáticos. Os internautas são induzidos a clicar em links que estão infectados por vírus.

3) Tenha atenção nas compras e transações bancárias

É importante que os usuários procurem acessar lojas online de confiança ou que identifiquem o fornecedor. Além disso, sempre exigir a nota fiscal do produto adquirido.

Veja mais dicas aqui!

Mateus Carvalho

Jornalista formado pela Unicarioca. Atualmente, repórter da Folha Dirigida e produtor de conteúdo no FinanceOne. Já fui colaborador do Torcedores.com.

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