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População está mais otimista com economia brasileira

Escrito por: Redação em 24 de abril de 2018

Parece que a crise financeira passou. Ou pelo menos está indo embora aos poucos. Apesar de inúmeras dificuldades enfrentadas diariamente pelos brasileiros, a crença é um melhora é real. E sim, a população está mais otimista com a economia brasileira.

No estudo realizado pelo Instituto de Pesquisas Datafolha, a opinião da maioria da população entrevistada, 55%, acredita que a inflação irá subir nos próximos meses. Apenas 12% acreditam que irá diminuir. Além disso, 28% dos entrevistados acreditam que a inflação ficará como está e 6% preferiram não opinar.

A pesquisa do Datafolha “Avaliação Temer e expectativas econômicas”, dos dias 29 e 30 de janeiro, ainda apontou que que 70% reprovam o governo do presidente Michel Temer. Essa parcela dos entrevistados acredita que o governo é considerado ruim ou péssimo, semelhante ao índice verificado em novembro de 2017, quando foram 71%.

O índice de aprovação atual é de 6%, enquanto em novembro era 5%. Do total de entrevistados, 22% consideram regular e 2% não opinaram. A região onde a rejeição ao governo de Temer é maior é o Nordeste, com 80% de reprovação.

Outro item crítico na situação atual do país é o desemprego. E as expectativas ainda são um pouco otimistas nesse caso. Do total da população, 47% acredita que o índice de desemprego irá aumentar daqui para frente, enquanto 23%, que irá diminuir. Outros 26% acreditam que irá permanecer como está.

Sobre o índice de desemprego, 4% preferiu não opinar. Em novembro de 2017, 50% apontavam para alta no desemprego, contra os 47% de agora. E esse índice vem caindo, já que em novembro de 2015 chegou a 76%.

População está mais otimista com a economia brasileira
População otimista com a economia brasileira, segundo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Datafolha

Maioria acha que poder de compra ficará estável

Ainda segundo o estudo do Datafolha, 38% acreditam que o poder de compra ficará estável. Outros 37% dos entrevistados acreditam que o poder de compra dos salários será reduzido nos próximos meses, enquanto 22% acreditam na alta. Quatro por centro preferiu não opinar.

Neste mês de abril, o Banco Central (BC) divulgou hoje o Relatório de Estabilidade Financeira (REF), do segundo semestre de 2017. O relatório apontou que, em 2017, houve sim a retomada do crescimento da economia brasileira. Esse crescimento deu-se com a queda da inflação, redução da taxa básica de juros e melhora no nível de empregos.

Os avanços na economia brasileira ainda em 2017 propiciaram melhorias, como avanço no crédito bancário a famílias, em quase todas as linhas de crédito. Isso foi possível com a redução das taxas médias de juros cobradas e também dos índices de inadimplência. De acordo com o BC,

“Motivo de atenção nos últimos três semestres, o volume de reestruturações do crédito imobiliário recuou, com diminuição dos riscos à estabilidade financeira”.

Para empreendedores também foram boas as notícias. O crédito às pequenas e médias empresas (PMEs) teve sinais de melhora, ocorrido com a queda na inadimplência e na participação dos ativos problemáticos no total da carteira de crédito do segmento. A queda ocorreu na concessão de crédito bancário a grandes corporações. Porém, o mercado de capitais e o externo ganharam importância como fontes de financiamento no setor.

Os bancos também foram beneficiados. A redução do risco de crédito às famílias e às PMEs propiciou queda das despesas de provimento, beneficiando a rentabilidade dessas instituições. O sistema bancário manteve-se apto a cobrir o risco de crédito e melhorou os índices de capitalização e alavancagem.

Economia brasileira está mais preparada

Ainda segundo o relatório do Banco Central, o risco de liquidez apresenta pouca preocupação para o sistema bancário. O estudo conclui também que está confiante na capacidade do atual sistema financeiro em absorver choques. As principais preocupações agora, segundo o BC, passam a ser o cenário político e o risco fiscal.

No relatório do Banco Central, os estoques de ativos existentes “são suficientes para honrar saídas abruptas de recursos em eventuais cenários de estresse no curto prazo”. Com a atual estrutura de de captação e aplicação, a vulnerabilidade das instituições financeiras é reduzida. Por isso que o risco de liquidez permanece não sendo ainda de uma preocupação relevante.

A melhora na economia brasileira também foi apontada pelo Fundo Monetário Internacional. De acordo com o FMI, o PIB (Produto Interno Bruto do Brasil) em 2018 será maior do que o esperado. Além disso, segundo o relatório do Fundo Monetário Internacional, a economia brasileira deverá avançar 2,3% neste ano. Reforçando a perspectiva com opinião da pesquisa Datafolha e o relatório do Banco Central.

Conclusão

Para manter a linha de crédito saudável, você saber responder sobre a importância da educação financeira? Não é a questão de ficar ou não rico, mas ter disciplina e manter um equilíbrio em suas próprias finanças. Diante das boas perspectivas, é preciso saber como administrar seu dinheiro com inteligência. E mais: conseguir controlar o orçamento é também esse.

Redação

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