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Previdência privada: entenda quando começar os investimentos

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Quem não quer ter uma aposentadoria tranquila? Esse pode ser o sonho de vários brasileiros, mas são poucos os que se programam de fato para isso. De acordo com um levantamento da Universidade de Oxford, mais de 53,9% dos brasileiros não têm nenhum tipo de proteção de renda, seja previdência privada ou seguro de vida.

Vale ressaltar que esse estudo foi realizado no início de 2020 pela Universidade. Segundo Márcia Silva, gerente de investimentos na Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, a previdência privada ainda é um tabu para os brasileiros.

Porém, cada vez mais as pessoas apostam nessa segurança. “Ela ajuda na recomposição da renda após a aposentadoria, além de ser um investimento que pode gerar ganhos nos próximos anos”, explica a especialista.

Márcia ainda orienta que investir cedo em previdência privada é um passo importante. E acrescenta que não existe uma idade certa para começar a investir.

Quanto antes você comprometer um valor da renda mensal com as parcelas da previdência, melhores serão os ganhos.

Entenda os tipos de previdência privada para você investir

Para quem não sabe, existem dois tipos de previdência privada que se diferenciam pelos modelos de tributação. O PGBL, por exemplo, é indicado para quem faz a declaração do Imposto de Renda pelo formulário completo e contribui para a Previdência Social.

Com ele é possível deduzir da base de cálculo do IR as contribuições realizadas no plano de previdência complementar até o limite de 12% da renda bruta anual. 

Enquanto a previdência privada de VGBL não há dedução na declaração do imposto anual. Ele é destinado para aqueles que utilizam o formulário simplificado do IR ou não têm renda a declarar.

Já em relação ao tipo de tributação, existe o plano regressivo ou progressivo. 

“No regressivo, as alíquotas cobradas começam em 35% e vão caindo ao longo do tempo, chegando a menor alíquota de 10%. No progressivo, em caso de resgate, é cobrado imposto de renda antecipado na fonte com alíquota fixa de 15%. A diferença (12,5%) será ajustada na declaração anual do ano seguinte. É vantajoso para investimentos de longo prazo”, explica a gerente.

Previdência privada: por que ficar de olho no indexador?

A gerente de investimentos, Márcia Silva, ainda comenta sobre o porquê é importante ficar de olho no indexador, nesses casos. E como ele pode impactar neste processo de investimentos financeiros.

“Você receberá o valor aplicado acrescido na rentabilidade de acordo com o mercado e com o índice escolhido na contratação do plano, que pode ser, por exemplo, o IPCA, CDI, SELIC ou IBOV. O indexador e a frequência dos aumentos devem constar no regulamento e na cláusula de atualização monetária”, diz a especialista.

Relógio despertador ao lado de três fileiras de moedas
Não existe uma idade certa para começar a investir na previdência privada

Segundo ela, agora nas últimas semanas do ano, é possível investir uma parcela do benefício do 13º, que pode servir como aliado nesse processo de antecipação ou início de um investimento novo. Além de trazer mais vantagem para quem pensa a longo prazo.

“Muitos já estão programando como gastar o benefício. Quitar as dívidas e investir, neste momento, são as melhores opções. Além de benefícios fiscais, a pessoa que destinar seu dinheiro para um plano de previdência, pode ter dedução na declaração do imposto de renda”.  

Segundo exemplo dado pela especialista, podemos ver uma aplicação mensal de R$300 para uma saída de 65 anos, com média de rentabilidade de 5% a.a.

“Lembrando que a média de rentabilidade pode variar para mais ou para menos de acordo com a gestão da carteira. A troca de indexadores é imprescindível para que o planejamento esteja de acordo com as necessidades futuras.”

Com isso, ela estima uma idade de início do planejamento segundo o seguinte padrão e sequência:

  • 18 anos                              

Tempo de contribuição: 47 anos

Valor na saída aos 65 anos: R$ 655.795,38 

  • 25 anos

Tempo de contribuição: 40 anos

Valor de saída aos 65 anos: R$ 444.757,41

  • 30 anos

Tempo de contribuição: 35 anos

Valor de saída aos 65 anos: R$ 332.538,91

  • 35 anos

Tempo de contribuição: 30 anos

Valor de saída aos 65 anos: R$ 244.612,78

  • 40 anos

Tempo de contribuição: 25 anos

Valor de saída aos 65 anos: R$ 175.720,36

E aí, gostou dessas dicas? Esse conteúdo te ajudou? Quer saber mais sobre previdência privada e mercado financeiro? Confira os conteúdos diários e especiais que o FinanceOne tem para você!

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