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Planos de previdência privada: PGBL ou VGBL?

Escrito por: Mateus Carvalho em 23 de abril de 2019

Com toda a discussão sobre a Reforma da Previdência, é normal que as pessoas comecem a buscar a previdência privada. Você sabe como funciona esse tipo de previdência? Sabe a diferença entre os planos PGBL ou VGBL?

É comum que ao pensar na previdência privada você fique com dúvidas sobre em qual plano investir, quais as vantagens e características de cada modalidade.

Mas, antes de começar a falar sobre os planos existentes, é necessário entender mais sobre a previdência privada.

PGBL-ou-VGBL
Saiba qual plano escolher: PGBL ou VGBL

A previdência privada é uma aposentadoria que não está ligada ao INSS, e também pode ser considerada a construção de uma renda extra para projetos futuros. Como um reforço para a aposentadoria oficial.

Antes de contratar a previdência privada, você precisa conhecer os dois tipos existentes.

São eles: o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) e o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL).

O que significa PGBL e VGBL

Antes de você contratar PGBL ou VGBL, é preciso saber o que significa cada um dos planos da previdência privada. Além de saber quais são as principais características e as diferenças entre os dois.

Independentemente de qual plano você contratar, PGBL ou VGBL, ambos permitem que acumule recursos por um prazo contratado.

E durante esse período, o dinheiro que é depositado vai sendo investido e rentabilizado pela seguradora escolhida.

É importante frisar que tanto no PGBL como no VGBL o contratante passa por duas fases: o período de investimento e o período de benefício.

O primeiro ocorre quando se está gerando renda ou trabalhando, considerada a fase de formação de patrimônio.

Já o período de benefício começa a partir do momento que você escolhe a idade para se aposentar, ou seja, para desfrutar do dinheiro que foi acumulado enquanto trabalhava.

Vale ressaltar que os períodos não precisam ser contratados com a mesma seguradora. Isso porque uma vez encerrado o período de investimento, a pessoa fica livre para contratar uma renda na instituição que escolher.

Isso acontece porque é você quem escolhe a forma de receber os recursos. É possível, por exemplo, resgatar o patrimônio acumulado ou contratar um tipo de renda para passar a receber mensalmente da seguradora.

Diferenças entre PGBL e VGBL

Se você está pensando em contratar o PGBL ou VGBL, precisa saber que a principal diferença entre esses dois planos está na tributação.

Para o primeiro, é possível deduzir o valor das contribuições da sua base de cálculo do Imposto de Renda. O limite deve ser de 12% da renda bruta anual.

Dessa forma, é possível reduzir o valor do imposto a pagar ou aumentar a restituição do Imposto de Renda.

Mas é importante ressaltar que esse benefício fiscal só é vantajoso para quem faz a declaração do Imposto de Renda pelo formulário completo e que é tributado na fonte.

Se você faz declaração simplificada ou não é tributado na fonte, como por exemplo os autônomos, o plano ideal é o VGBL.

Essa modalidade é indicada para quem deseja diversificar os investimentos ou até mesmo para quem quer aplicar mais de 12% da renda bruta na previdência.

Sendo assim, o PGBL é indicado para quem paga Imposto de Renda e declara no modelo completo.

Enquanto o VGBL é para aqueles que não pagam o Imposto de Renda na fonte ou que declaram no modelo simplificado.

PGBL ou VGBL: semelhanças entre os planos

Onde o fundo de previdência privada pode investir

Os planos de previdência privada considerados conservadores investem apenas na renda fixa.

Porém, também existem fundos moderados e arrojados, como os multimercados, que podem investir em diversas classes de ativos.

Além das ações, que devem investir 67% do patrimônio em renda variável.

Vale ressaltar que os planos são para as pessoas físicas, sendo assim, os investidores de varejo.

E essa modalidade deve respeitar os seguintes limites máximos de investimento:

-> Até 100% do patrimônio em ativos de renda fixa;

-> Até 70% do patrimônio em ativos de renda variável;

-> Até 20% do patrimônio de imóveis, por meio de fundos;

-> Até 20% do patrimônio em outros ativos, como Certificados de Operações Estruturadas (COE);

-> Até 10% do patrimônio em ativos sujeitos à variação cambial, incluindo os investimentos no exterior.

Já os investidores qualificados, que têm mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras, podem investir em diferentes classes de ativos.

Mas, considerando os seguintes limites:

-> Até 100% do patrimônio em ativos de renda fixa;

-> Até 100% do patrimônio em ativos de renda variável;

-> Até 40% do patrimônio em imóveis, por meio de fundos;

-> Até 40% do patrimônio em outros ativos, como Certificados de Operações Estruturadas (COE);

-> Até 10% do patrimônio em ativos sujeitos à variação cambial, incluindo os investimentos no exterior.

Os custos

Se você está contratando um plano de previdência privada é preciso saber que ele é oferecido por empresas que têm fins lucrativos.

Sendo assim, você tem um custo. Além do Imposto de Renda, ainda há a cobrança de taxa de administração para remunerar a gestão profissional dos investimentos.

Esse valor é um percentual cobrado sobre o montante a ser aplicado.

Outra cobrança que pode existir é a taxa de carregamento. Esse é percentual cobrado sobre o valor de contribuição no ato do aporte, do resgate ou até mesmo da portabilidade.

Cobertura e funcionamento

Os planos da previdência privada têm como principal característica a cobertura por sobrevivência.

Essa modalidade consiste no pagamento de uma renda periódica ao participante após um período de poupança.

Os planos de previdência podem, adicionalmente, ter coberturas de risco, que funcionam como seguros. Podendo ser pensão por morte, pecúlio por invalidez ou morte e renda por invalidez.

Isso é possível porque parte das contribuições financiam essas coberturas, mas esse dinheiro não será recuperado posteriormente.

Vale ressaltar que o participante ou a família só receberá a indenização caso ocorra o sinistro, ou seja, a morte ou invalidez do beneficiário.

Mateus Carvalho

Jornalista formado pela Unicarioca. Atualmente, repórter da Folha Dirigida e produtor de conteúdo no FinanceOne. Já fui colaborador do Torcedores.com.

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