Real Digital: confira o que já se sabe sobre a moeda digital brasileira

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O Banco Central deve anunciou a blockchain que será utilizada para regular a moeda digital brasileira, também conhecida como Real Digital. A informação foi revelada por Fábio Araújo, coordenador do Real Digital no BC, durante o evento Lide Next _ Economia Digital.

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Vale lembrar que o BC já começou a emitir as primeiras moedas digitais de forma experimental, com o nome de DREX. Com isso, muitas pessoas pensaram que o Real Digital já estava circulando.

Segundo o responsável pelo projeto no BC, o real digital permite gerir contratos financeiros de maneira muito mais rápida e com bastante atenção à tokenização como ferramenta de liquidação para os bancos.

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Vale ressaltar que a ideia do Banco Central é que o projeto-piloto seja lançado no segundo trimestre de 2023.

Em sua primeira fase, o lançamento será um piloto e não estará disponível para toda a população. O lançamento oficial deve ocorrer apenas na segunda metade de 2024.

A criação de uma moeda digital não é exclusiva do Brasil. Os EUA e o Reino Unido, por exemplo, também já estudam a criação de uma moeda segura e apta a ser controlado pela autoridade monetária.

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Mas o que isso significa? Não teremos mais dinheiro em espécie? O Brasil vai criar sua própria versão de criptomoedas? Calma! Não é bem assim.

Abaixo, nós separamos as principais dúvidas e respostas sobre o pronunciamento do Banco Central. Continue a leitura para saber mais!

O que é a moeda Real Digital brasileira?

Sabe as notas de Real que você costuma guardar no armário, na sua carteira ou dentro da bolsa?

Então! Uma moeda digital seria mais ou menos assim, exceto que só existiria no mundo virtual. Ou seja, a ideia é que seja uma nova forma de ter dinheiro e fazer novas transações.

Em agosto de 2020, o Banco Central criou um grupo para estudar moedas digitais emitidas por bancos centrais – chamadas de Central Bank Digital Currency, CBDC, ou Moeda Digital Emitida por Banco Central, em tradução livre – para avaliar os benefícios e impactos que poderiam vir da criação do Real em formato digital.

Na época, de acordo com um comunicado feito pelo BC, apesar da quantidade de pagamentos eletrônicos estar crescendo nos últimos anos, o dinheiro continuava materializado em “papel”, ou seja, em dinheiro físico.

Por isso, criar uma moeda digital emitida pelo BC permite que os brasileiros pudessem, por exemplo, interagir com o dinheiro de uma forma mais completa e digital.

homem levantando uma criptomoeda com uma pá
Uma moeda digital brasileira poderá ser lançada no segundo trimestre de 2023

O que diz o Banco Central sobre a moeda Real Digital

Conforme o BC, o real digital será uma “extensão” da moeda física, que ficará guardada nos bancos e instituições de pagamento.

Além disso, o Real Digital terá como foco as novas tecnologias, chamada de “internet das coisas” – evolução tecnológica que conectará mais objetos à internet – e os contratos inteligentes – os quais garantem a segurança da execução do acordo, usando a tecnologia blockchain.

Ainda, segundo o BC , a moeda facilitará a realização de pagamentos e compras no exterior. No entanto, a cotação do real digital em relação a outras moedas poderá ser diferente do real tradicional.

“A gente não espera que o real digital acabe com o real físico e nem com os depósitos bancários. Vai conviver, vai ser mais uma opção ao usuário”, declarou o coordenador dos trabalhos do real digital do BC, Fabio Araujo.

A autoridade financeira ressalta também que as pessoas interessadas em utilizar o Real Digital deverão obter uma carteira virtual de um agente autorizado pelo Banco Central – como um banco ou uma instituição de pagamento.

Bancos poderão criar as próprias criptomoedas

Outra novidade anunciada pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, é que os bancos poderão criar as próprias criptomoedas com lastro em depósitos para operar com o Real Digital. 

Segundo o presidente do BC, a estrutura da moeda digital brasileira vai evitar o que ele chama de “corrosão” do balanço dos bancos. Mas como isso poderia acontecer?

Caso todas as pessoas adotem o Real Digital, isso acabaria limitando a capacidade dos bancos de concederem o crédito para a população e, consequentemente, a corrosão do balanço dos bancos.

Pelo estudo realizado pelo Banco Central, as instituições financeiras vão poder emitir os stablecoins, que são as criptomoedas com lastro em uma moeda fiduciária, tendo como base os depósitos.

“O Banco Central vai garantir que todo stablecoin seja transformado um para um na moeda emitida pelo BC”, afirmou Campos Neto, que participou nesta sexta-feira do evento O Futuro da Regulamentação dos Criptoativos no Brasil, em Brasília.

Quais são os benefícios que o Real Digital trará para o Brasil?

Para quem está se perguntando sobre quais seriam os benefícios do Real Digital, o diretor de estratégia de negócios da Accenture, Eliseu Tudisco, comentou que uma delas é a eficiência que o PIX trouxe para os pagamentos no Brasil.

Além disso, ainda ocorreu a redução no anonimato das transações financeiras e o fomento à competição e inclusão, por meio de serviços inovadores. O especialista acredita que esses são os principais benefícios que a moeda digital proporcionará.

Outro ponto que é destacado, é que o Banco Central brasileiro, diferentemente do chinês, não busca por uma maior eficiência de pagamentos. Isso porque o PIX já realiza essa tarefa muito bem e até mesmo já é considerado um sucesso.

Com isso, o objetivo do Banco Central é aumentar a visibilidade das trocas no sistema financeiro. Além de incentivar a criação de novos produtos e modelos de negócios que contribuam para avanços no tema da inclusão financeira, sendo o que a Nigéria deseja fazer.

O especialista ainda acredita que o Real Digital vai acelerar a substituição do dinheiro físico. Isso vai permitir a elevação da formalidade na economia e ainda ajudará na cobrança dos impostos e no combate à lavagem de dinheiro.

O Brasil vai começar a emitir suas próprias criptomoedas?

Não, o Brasil não produzirá a sua própria criptomoeda. Apesar das criptomoedas, como o Bitcoin, viverem no mundo digital, existem distinções importantes sobre o Real Digital e elas.

Isso porque uma moeda digital emitida pelo Banco Central é regulada pela autoridade monetária de um país. Isto é, todas as decisões sobre ela são centralizadas em uma instituição responsável que regulamenta o sistema financeiro.

Já as criptomoedas, no entanto, são emitidas e distribuídas de forma descentralizada. Ou seja, não há um governo ou Banco Central para fiscalizar. Quem regula o sistema são os próprios usuários, e não uma instituição.

O Banco Central, no entanto, já discute a regulamentação dos investimentos em criptomoedas no país.

Além do Brasil, países como Estados Unidos, China, Coreia do Sul e Suécia também estudam criar suas moedas digitais emitidas por bancos centrais.*

Gostou do nosso texto? Quer entender mais sobre o mundo das moedas digitais? Então continue em nosso site e leia agora mesmo: 10 coisas que as pessoas não sabem sobre Moeda Digital.

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