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Real Digital: o que já se sabe sobre a moeda digital brasileira

Tempo de leitura: 3 minutos
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O Banco Central está trabalhando na criação de uma moeda digital brasileira, conhecida como Real Digital. A instituição divulgou, no dia 24 de maio, os critérios para o desenvolvimento de uma versão digital do Real – uma novidade que deve demorar, pelo menos, dois anos para acontecer.

Mas o que isso significa? Não teremos mais dinheiro em espécie? O Brasil vai criar sua própria versão de criptomoedas? Calma! Não é bem assim. Abaixo, nós separamos as principais dúvidas e respostas sobre o pronunciamento do Banco Central. Continue a leitura para saber mais!

O que é a moeda Real Digital brasileira?

Sabe as notas de Real que você costuma guardar no armário, na sua carteira ou dentro da bolsa? Então! Uma moeda digital seria mais ou menos assim, exceto que só existiria no mundo virtual. Ou seja, a ideia é que seja uma nova forma de ter dinheiro e fazer novas transações.

Em agosto de 2020, o Banco Central criou um grupo para estudar moedas digitais emitidas por bancos centrais – chamadas de Central Bank Digital Currency, CBDC, ou Moeda Digital Emitida por Banco Central, em tradução livre – para avaliar os benefícios e impactos que poderiam vir da criação do Real em formato digital.

Na época, de acordo com um comunicado feito pelo BC, apesar da quantidade de pagamentos eletrônicos estar crescendo nos últimos anos, o dinheiro continuava materializado em “papel”, ou seja, em dinheiro físico.

Por isso, criar uma moeda digital emitida pelo BC permite que os brasileiros pudessem, por exemplo, interagir com o dinheiro de uma forma mais completa e digital.

Real Digital: Símbolo cifrão centralizado
Uma moeda digital brasileira poderá ser lançada em breve

O que diz o Banco Central sobre a moeda Real Digital

De acordo com o BC, o real digital será uma “extensão” da moeda física, que ficará guardada nos bancos e instituições de pagamento.

Além disso, o Real Digital terá como foco as novas tecnologias, chamada de “internet das coisas” – evolução tecnológica que conectará mais objetos à internet – e os contratos inteligentes – os quais garantem a segurança da execução do acordo, usando a tecnologia blockchain.

Ainda, segundo o BC , a moeda facilitará a realização de pagamentos e compras no exterior. No entanto, a cotação do real digital em relação a outras moedas poderá ser diferente do real tradicional.

“Ainda temos bastante debate a ser feito antes que a gente estabeleça um cronograma. A gente não espera que o real digital acabe com o real físico e nem com os depósitos bancários. Vai conviver, vai ser mais uma opção ao usuário”, declarou Araujo, do BC.

O Brasil vai começar a emitir suas próprias criptomoedas?

Não, o Brasil não produzirá a sua própria criptomoeda. Apesar das criptomoedas, como o Bitcoin, viverem no mundo digital, existem distinções importantes sobre o Real Digital e elas.

Isso porque uma moeda digital emitida pelo Banco Central é regulada pela autoridade monetária de um país. Isto é, todas as decisões sobre ela são centralizadas em uma instituição responsável que regulamenta o sistema financeiro.

Já as criptomoedas, no entanto, são emitidas e distribuídas de forma descentralizada. Ou seja, não há um governo ou Banco Central para fiscalizar. Quem regula o sistema são os próprios usuários, e não uma instituição.

Além do Brasil, países como Estados Unidos, China, Coreia do Sul e Suécia também estudam criar suas moedas digitais emitidas por bancos centrais.

Gostou do nosso texto? Quer entender mais sobre o mundo das moedas digitais? Então continue em nosso site e leia agora mesmo: 10 coisas que as pessoas não sabem sobre Moeda Digital

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Camila Miranda
Nascida na Zona Oeste do Rio, me divido entre jornalismo e marketing digital. Com três anos de experiência em Comunicação, já trabalhei em redação de jornal impresso, webjornalismo e assessoria de imprensa. Hoje, faço gestão de mídias sociais e produção de conteúdo. Amo assuntos sobre as áreas cultural e política. Reclamo do transporte público.

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