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Renegociação de dívidas: por onde começar?

Escrito por: Rafael Massadar em 18 de dezembro de 2019

Renegociar as dívidas é uma ótima forma de sair do vermelho e começar o ano com o nome limpo. Principalmente porque os brasileiros ficaram mais endividados em novembro de 2019.

Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que esse problema é recorrente no país. Segundo a CNC, o porcentual de famílias com dívidas subiu de 64,7% em outubro para 65,1% em novembro.

O levantamento aponta também que houve aumento em relação a novembro de 2018, quando essa fatia de endividados era de 60,3%.

Renegociação de dívidas
Existem algumas consequências para quem mantém as dívidas em aberto

Já uma pesquisa da empresa de recuperação de crédito Recovery revela que quase um terço dos consumidores (30%) com restrição ao crédito tem mais de uma dívida em atraso.

Sendo que 56% dos empréstimos foram feitos há mais de sete anos. De acordo com a análise, a dívida média é de R$ 3.116 e a maioria dos endividados está localizado no Nordeste e no Sudeste e tem idade entre 25 e 45 anos.

Quais as vantagens de negociar dívidas?

O quanto antes as dívidas forem negociadas, melhor. Isso porque existem algumas consequências para quem mantém as cobranças em aberto.

Como a negativação do CPF, restrições de crédito junto às instituições financeiras e impossibilidade de ter acesso ao crédito e realizar compras parceladas.

Além disso, haverá um desequilíbrio financeiro. Afinal, a pessoa passa a gastar grande parte da renda no pagamento de juros, já que esse tipo de dívida só aumenta.

Quando isso acontece, fica impossível investir o dinheiro para aumentar o patrimônio e realizar os sonhos. E quanto mais o tempo passa, maiores ficam os valores devidos.

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Como fazer a renegociação de dívidas?

Para iniciar o processo de renegociação de dívidas basta entrar em contato com o credor e fazer a solicitação.

Normalmente, os próprios credores procuram quem deve e oferecem propostas de renegociação dos valores. Portanto, você pode aproveitar essa oportunidade para regularizar sua situação.

Alguns bancos e instituições financeiras também oferecem a opção de fazer a renegociação online.

Eles simulam as melhores condições de pagamento do débito e evitam que você tenha que se deslocar até uma agência pessoalmente.

Como conseguir o melhor acordo?

Ao se preparar para renegociar dívidas com seus credores, você poderá seguir três passos básicos que te ajudarão a garantir o melhor acordo:

1 – Saiba mais sobre suas dívidas

Sem saber exatamente o valor total de suas dívidas, você não conseguirá colocar um fim nesses débitos.

Por isso, junte todas as suas declarações mensais dos credores e faça uma lista de quem você deve e quanto custará para quitar as cobranças.

2 – Planeje fazer uma proposta realista

De nada adianta sair da renegociação de dívidas com um acordo que você, de novo, não poderá cumprir.

Portanto, faça seu planejamento financeiro e entenda quanto poderá destinar ao pagamento da dívida para fazer uma proposta realista.

3 – Não se deixe levar pelas emoções

Na hora de negociar seu refinanciamento de dívida é preciso atenção. Não assine nada no calor do momento e leve o contrato para ler com calma em casa.

Uma boa dica é pedir para que algum amigo advogado leia tudo antes que você assine.

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Como obter descontos com a renegociação?

Além da vontade do devedor em quitar sua dívida, está em jogo também o interesse do credor em receber o dinheiro.

Para quem detém o direito de receber, a pior perspectiva é sempre aquela em que o devedor não consegue pagar e arrasta a dívida por tempo indefinido.

Essa pode até lhe parecer uma situação incomum, mas uma boa forma de obter bons descontos é apresentando sua própria proposta à empresa.

É preciso expor de maneira clara quais são suas condições financeiras atuais e quanto pode pagar. É possível até mesmo retirar completamente os juros e obter bons prazos de pagamento.

Contudo, não pense que o credor aceitará qualquer oferta. Ela precisa ser realista. Afinal, quem vai receber o dinheiro também não quer sair prejudicado da situação.

Outros bancos podem oferecer condições melhores

Você pode não saber, mas é possível fazer a portabilidade da sua dívida para outro banco. Ao encontrar melhores condições, você pode pressionar o banco a aceitar a sua proposta.

Mesmo assim a instuição bancária não aceitou a sua proposta? Considere levar a sua dívida para outra.

Vale lembrar que nesses casos, a maioria dos bancos não exigem a abertura de uma conta corrente.

Os clientes superendividados contam com ajuda de instituições como Núcleos de Superendividamento do Procon. Esse auxílio é oferecido de forma gratuita.

No entanto, os consumidores que não se encaixam no perfil, podem precisar da ajuda de um advogado para concluir o seu acordo.

Feirões também são uma boa alternativa

Existem alguns mutirões que servem unicamente para renegociar dívidas com o banco. Vale lembrar que esse tipo de evento não possui cronograma fixo, e nem todas as instituições financeiras participam dele.

Em uma tentativa de receber pagamentos através de volume ao invés de negociações, os bancos oferecem condições melhores que as padrões.

Contudo, é importante se preparar para não ir com muita sede ao pote, visto que o acordo também pode ser desfavorável nessas situações.

Possuir mais de uma dívida é bastante comum. Entretanto, o grande problema do brasileiro não é ser muito endividado, mas sim, mal endividado.

Na hora de decidir qual dívida pagar primeiro priorize as que oferecem juros mais altos, como é o caso do rotativo do cartão de crédito e o cheque especial.

Essas dívidas tendem a se tornar uma “bola de neve”. Afinal, o valor que você tem que pagar só irá aumentar.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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