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Saúde financeira, física e mental: o que tem a ver?

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A saúde financeira reflete diretamente na saúde física e mental. A depender de como andam as finanças, o psicológico é influenciado.

Ao perceber que as contas não fecham ao final do mês, por exemplo, muitas pessoas ficam estressadas, nervosas, ansiosas.

O sono fica mais difícil, o corpo tenso, o apetite diminui, as costas doem. Distúrbios psicológicos também podem surgir.

Uma pesquisa feita nas universidades de Southampton e Kingston, no Reino Unido, indica que pessoas endividadas têm três vezes mais propensão a ter problemas de saúde mental.

Como quitar as dívidas
Para sair das dívidas o primeiro passo é elaborar um planejamento financeiro

Por outro lado, um levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), aponta que 69% dos inadimplentes sofrem com ansiedade por não conseguir pagar as dívidas.

Em seguida, 65% apresentam forte sentimento de insegurança, 61% angústia e 57% sentimento de culpa.

A tendência, de acordo com os pesquisadores, é que essas porcentagens aumentem pela inconstância dos juros e dos empregos.

Uma investigação do ClinicalPsychologyReview, por sua vez, identificou que um quarto dos entrevistados com dívidas teve a saúde mental afetada.

Com problemas como depressão, psicoses, dependência às drogas e maior predisposição do suicídio. Mas, a boa notícia é que é possível reverter essa situação.

Saúde financeira X Saúde física e mental

A boa saúde financeira tem influência direta na mental. O que proporciona a melhor qualidade de vida, com mais relaxamento.

Para chegar a esse ponto, a saúde financeira deve ser bem cuidada assim como a física e mental.

Não adianta se alimentar bem, praticar exercícios, manter o bem-estar mental, se a parte financeira estiver desiquilibrada.

O contrário também é válido. Quando uma pessoa está estressada ou com muita cobrança no trabalho, por exemplo, fica mais propensa a encarar o dinheiro de maneira displicente.

Dessa forma, começa a gastar sem pudor e fazer compras de itens supérfluos. Como uma válvula de escape a rotina pesada.

Porém, se isso não for feito com planejamento, dívidas podem surgir.

O uso do cartão de crédito, sobretudo, gera juros altos e que, nem sempre, os indivíduos conseguem pagar.

As compras a prazo levam a uma satisfação momentânea. No entanto, se transformam em desespero quando as faturas chegam.

Com isso, a situação vira uma bola de neve. Uma vez que com a saúde financeira desestruturada, a mental fica ainda pior.

Os problemas com as finanças, portanto, alimentam problemas com a saúde financeira. E vice-versa. É preciso mudar!

Como manter uma boa saúde financeira?

A dica é manter seu orçamento sob controle, estabelecer um plano para pagar as dívidas em atraso. Por exemplo, renegociar os valores e evitar o acúmulo das parcelas.

Assim como o efeito dos juros altos. Também não é recomendado comprar por impulso, já que afeta sua saúde financeira e, em consequência, a física e mental.

Um ponto importante é reconhecer que está com problemas. Muitas vezes, os indivíduos sentem vergonha e culpa pela situação.

Diante disso, se privam e blindam a ajuda de terceiros. A solução encontrada é manter o estilo de vida. As dívidas, entretanto, aumentam em função do estresse.

Dessa forma, é fundamental admitir que está problemas, conversar com amigos e procurar ajuda de profissionais. Sempre há uma saída!

Contudo, não é necessário apenas conseguir dinheiro para pagar as dívidas. Se a raiz do problema não for resolvida, tudo pode voltar. E com mais força.

Faça uma mudança no estilo de vida, evite comprar produtos supérfluos e acumular gastos.

Tenha, portanto, um planejamento financeiro e saiba quanto pode usar em cada situação.

No começo, pode ser difícil se adaptar aos novos hábitos. Mas, com a saúde física e mental em dia, soluções eficazes para os problemas começam a surgir.  

E vão além de entrar em uma loja e esquecer tudo com as compras.  

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Bruna Somma
Jornalista formada pela UFRRJ, com passagens por redações de jornais, sites e Assessoria de Comunicação.

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