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Quais são as taxas obrigatórias ao comprar um imóvel?

Escrito por: Rafael Massadar em 10 de outubro de 2018

Comprar um imóvel ainda é o sonho de muitos brasileiros. Prova disso é que mesmo com as incertezas e turbulências no cenário político, as vendas no país aumentaram.

Os dados são da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Eles apontam que foram vendidos, no segundo trimestre de 2018, 32,1% de imóveis a mais que no mesmo período de 2017. Comparado ao primeiro semestre de 2018, o crescimento foi de 17,3%.

No recorte por regiões, o Norte se destaca com 40,7% de aumento nas vendas de imóveis, seguido pelo Nordeste (34,7%). O Sudeste registrou alta de 16,4% e o Centro-Oeste, de 6,7%. A região Sul foi a única a apresentar queda (-1,1%).

A projeção da CBIC para o acumulado de 2018 em relação a 2017 é de crescimento de 5% a 10% nos lançamentos e de 10% a 20% nas vendas de imóveis.

comprar um imóvel

Preços dos imóveis estão quase estáveis

A boa notícia para quem deseja comprar um imóvel é que os preços ficaram quase estáveis. É o que mostra o Índice FipeZap, que monitora a variação do preço de venda de imóveis residenciais em 20 cidades brasileiras.

Ele encerrou o mês de setembro próximo da estabilidade, com queda de 0,03% em relação a agosto. A inflação esperada para o mês é de 0,41%, segundo o Boletim Focus.

Apenas oito dos 20 municípios analisados registraram aumento mensal de preço acima de +0,10%. Os que apresentaram altas mais expressivas foram:

– Florianópolis (0,55%);
– Salvador (0,49%);
– Santos (0,36%).

Em contrapartida, outras oito cidades observadas pelo FipeZap apresentaram queda nominal. Isto é, que não leva em consideração a inflação do período. Os maiores recuos nos preços foram registrados em:

– Porto Alegre (-0,36%);
– Rio de Janeiro (-0,35%);
– Curitiba (-0,26%).

Valor médio para comprar um imóvel

Ainda de acordo com o indicador FipeZap, o valor médio de venda de imóveis nas cidades estudadas foi de R$ 7.525 por metro quadrado. Mesmo com a queda nos preços, o Rio de Janeiro se manteve como o município com o metro quadrado mais elevado do país (R$ 9.461/m²).

A capital fluminense é seguida por São Paulo (R$ 8.806/m²). Logo em seguida aparece o Distrito Federal (R$ 7.787/m²), que é avaliado como se fosse uma cidade só.

Os menores preços médios foram encontrados em Contagem (R$ 3.517/m²), Goiânia (R$ 4.177/m²) e Vila Velha (R$ 4.685/m²).

Taxas obrigatórias ao comprar um imóvel

comprar um imóvelOs valores dos imóveis estão estabilizados, mas comprar um imóvel requer planejamento. Isso porque você terá que pagar, além do valor anunciado, algumas taxas.

A que mais pesa no bolso, claro, é a do financiamento. Recentemente, a Caixa começou a cobrar juros menores para financiamento imobiliário.

O banco informou que reduziu em 0,75 ponto percentual as taxas de juros do crédito para compra de imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

A redução vale para imóvel de até R$ 1,5 milhão. As taxas mínimas do SFI passam de 9,5% ao ano para 8,75% ao ano. E a taxa máxima cai de 11% para 10,25% ao ano.

Os bancos privados também diminuem taxa de juros sobre financiamento imobiliário. No entanto, é importante conhecer essas taxas antes de assinar o contrato do empréstimo.

ITBI

ITBI é a sigla para Imposto de Transmissão de Bens Imóveis. É um tributo municipal que deve ser pago na aquisição do imóvel e a oficialização do processo de compra e venda só será feita após o seu acerto. Normalmente, a taxa é estipulada na casa dos 2% nas grandes cidades brasileiras.

Sem a confirmação de pagamento do ITBI, o imóvel não pode ser transferido e a documentação não é liberada. Ele está previsto na Constituição Federal e deve ser regulado pelo Município.

O ITBI é normalmente pago pelo comprador. Contudo, as duas partes podem negociar um acordo no qual o vendedor fique responsável pelo pagamento do imposto. Para evitar problemas, o ideal é consultar a legislação da sua cidade.

Taxas cartoriais

Para existir legalmente, todo imóvel precisa ter uma escritura. Nada mais é que um documento que estabelece a origem do bem e também o direito de propriedade sobre ele.

Para que a escritura seja de conhecimento público e possa servir como prova de que determinada pessoa é a proprietária do imóvel, é necessário que ela seja registrada no Cartório de Registro de Imóveis. Nos dois casos — da escritura e do registro — é preciso que a pessoa que está comprando pague os custos cartoriais.

De acordo com as características da negociação, também pode ser necessária a emissão de outros documentos pelo cartório, com custos específicos. Por exemplo, pode ser necessária a emissão de uma Certidão Negativa de Ônus Reais, que atesta que um imóvel está livre de qualquer impedimento para ser vendido.

Corretora

Comprar um imóvel envolve uma série de rotinas burocráticas. Elas são necessárias para dar segurança jurídica à transação.

Por exemplo, é preciso fazer a análise da documentação do vendedor, do comprador e do próprio imóvel. Além de elaborar o contrato de compra e venda.

Para que esses serviços sejam prestados de maneira apropriada, é necessária a assessoria de um advogado, que recebe da imobiliária um valor, negociado individualmente com cada profissional.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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