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Vale a pena começar um investimento durante a crise?

Escrito por: Rafael Massadar em 27 de abril de 2020

Começar um investimento durante a crise pode ser o pontapé para o seu sucesso financeiro. Afinal, momentos como esses são propícios para que oportunidades apareçam.

Lembre-se que a relação entre risco e retorno é determinada da seguinte maneira: quanto maior o retorno esperado maior será o risco do investidor.

Um investimento onde há o maior retorno possível terá maiores riscos, e por isso, possui grandes variações.

investimento durante a crise
Investir na crise pode ser o momento de maiores oportunidades

Contudo, durante uma crise não é a hora de experimentar ou correr riscos com suas aplicações. O aspecto mais importante de uma estratégia de investimento no período de recessão econômica deve ser a segurança.

Isso envolve evitar investimentos em empresas altamente alavancadas ou especulativas. Concentre-se em encontrar empresas com bom fluxo de caixa e baixa dívida para as opções de investimento mais seguras.

E, como orientação geral, tente não correr riscos altos em um momento já incerto.

Ele fez um investimento durante a crise: exemplo de Irving Kahn

Irving Kahn tinha 23 anos na crise de 1929, conhecida como a Grande Depressão. Nesse período, ele fez um investimento durante a crise e dobrou o seu capital.

Em 1928, ele percebeu corretamente que os preços iam cair, e muito, e vendeu ações na Bolsa. A história do nascimento de sua fortuna virou lenda no mercado.

Resultado: em 2015, no último ano de vida, Kahn ia ao seu escritório no centro de Manhattan, três vezes por semana, em uma viagem curta de táxi do seu apartamento no Upper East Side.

Ele foi presidente do Kahn Brothers Group, que fundou em 1978 e que administrava cerca de US$ 1 bilhão.

Apostar em aplicações pode ser uma opção

É natural que os novos investidores busquem pelos investimentos em alta, ou que estão mais valorizados naquele momento. No entanto, esse método não é o ideal.

Ao invés de investir nas empresas que mais cresceram nos últimos meses, o correto é estudar as empresas que têm um maior potencial a longo prazo. Ou seja, que têm condições de crescer no seu setor e que estejam em uma boa situação de caixa.

Prefira a renda fixa

Se investimentos em renda variável já oferecem riscos e possuem alta volatilidade, imagine em tempos de crise.

Recentemente, a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, viveu um momento histórico. Somente em março de 2020, o circuit breaker foi acionado seis vezes, algo que nunca havia corrido antes na história da bolsa.

Por isso, nesse momento, o melhor que você pode fazer não é parar totalmente de investir, mas sim manter o seu capital em renda fixa.

Esse tipo de ativo oferece mais segurança aos investidores, já que em muitos casos você já sabe o quanto o seu dinheiro vai render quando faz a aplicação.

Dentre os investimentos de renda fixa estão:

1 – Títulos públicos: como é o caso do tesouro direto;
2 – Letras de Crédito: como o LCI e LCA;
3 – Títulos Privados: como os CDB.

Os ativos de renda fixa são, inclusive, uma excelente opção para manter o dinheiro da sua reserva de emergência. É apenas importante que você fique atento à liquidez do investimento.

Lembre-se que a reserva deve ser um dinheiro que você consiga acessar facilmente quando precisar.

Invista em ações de empresas sólidas

No mês de março de 2020, o Ibovespa, índice da B3 e benchmark para vários investimentos, desvalorizou 35%. O resultado disso foi que a maior parte das ações também se desvalorizou.

Entretanto, essa desvalorização se deu principalmente pelas incertezas provocadas pela pandemia do coronavírus, redução do preço do petróleo e pela redução das taxas de juros no país em meio à crise.

Por mais que muitas empresas estejam vivendo um momento de redução do preço das suas ações, isso foi causado pelo movimento negativo do mercado financeiro como um todo.

Portanto, continuam sendo boas opções a longo prazo as empresas sólidas que apresentem:

  • Baixos índices de endividamento;
  • Resultados consistentes ao longo de sua história;
  • Boas perspectivas para o futuro.

Tenha uma reserva de emergência

Um dos primeiros mandamentos de um bom planejamento financeiro e das finanças pessoais é ter uma reserva de emergência.

Essa reserva é composta por um valor equivalente a, no mínimo, três meses do seu orçamento mensal, mas idealmente seis meses.

Como empreender em momentos de crise?

Se a sua intenção é abrir um novo negócio, antes de qualquer coisa, analise muito bem o comportamento e as necessidades do público que você deseja atingir. Isso é um ponto crucial no planejamento de qualquer empreendedor.

Afinal, é a partir dela que você poderá notar as novas necessidades de consumo, ter ideias de produtos e serviços diferenciados. E até entender o que as pessoas valorizam nas empresas, dentro do seu setor, em épocas de recessão.

Pense em substituir ou criar novos produtos. Para quem já tem um negócio, a crise é uma época excelente para começar a otimizar seus processos e a “enxugar” a linha de produção.

Contudo, novamente, analise muito bem o seu público-alvo e entenda a nova dinâmica e as exigências do mercado antes de fazer um investimento durante a crise.

Ou seja, olhar criticamente para o seu próprio negócio e analisar os pontos em que se pode economizar ou modificar o processo é extremamente importante.

Adquira novas franquias

Para quem já é franqueado, a crise também permite uma possibilidade de expansão ao adquirir novas unidades que estão à beira da falência. Ou seja, uma boa oportunidade de investimento durante a crise.

Quem não possui muita intimidade com a administração, pode aproveitar os períodos de bonança para abrir uma franquia. Todavia, quando a situação se torna menos oportuna, os problemas passam a ficarem mais evidentes.

Se você já possui uma franquia com uma unidade lucrativa, é possível que a matriz lhe dê preferência no processo de compra.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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