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7 vantagens de se associar a uma cooperativa de crédito

Tempo de leitura: 5 minutos
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Você já escutou falar em cooperativa de crédito? Essa é uma das apostas do Banco Central (BC) que deve ser fortalecida no país ainda este ano. Mas apesar disso, é comum encontrar pessoas que ainda não tenham escutado falar nas cooperativas de créditos.

Para quem não sabe elas são instituições financeiras formadas por uma associação de pessoas para prestar serviços financeiros, exclusivamente, aos associados. Além disso, os cooperados são donos e usuários dessas cooperativas.

Sendo assim, eles participam da gestão e também usufruem dos produtos e serviços da cooperativa de crédito. E, nela, os associados podem encontrar os principais serviços oferecidos por bancos, como empréstimos, contas e financiamentos. 

Quem está pensando em investir nesse tipo de aplicação precisa saber que esta pode ser uma boa alternativa. É o que explica o consultor financeiro e empresarial Marco Juarez Reichert, autor do livro Gestão sem Estresse.

Isso porque, de acordo com o especialista, as cooperativas de crédito atendem muito bem as demandas de pessoas físicas e jurídicas, investidores e empreendedores. Além, é claro, de oferecer diversos benefícios aos associados. 

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Por esse motivo, o Banco Central tem se declarado parceiro das cooperativas de crédito. Além de contar com a ajuda delas para aumentar a inclusão social no segmento, a educação, transparência e competitividade.

Em 2019, antes da pandemia da Covid-19, o BC sugeriu algumas metas para o setor até 2022. Entre elas estão: o incremento de 8% para 20% de participação das cooperativas no volume de crédito concedido no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e um maior acesso ao crédito para cooperados com renda de até 10 salários-mínimos. 

Conheça 7 vantagens de se associar a uma cooperativa de crédito

De acordo com o consultor financeiro Marco Juarez Reichert, o atendimento na cooperativa de crédito é personalizado. Outro benefício é a precificação dos produtos e as taxas justas. 

Além disso, todo final de ano ocorre a distribuição de parte do resultado, que é conhecida como as sobras líquidas, que são equivalentes aos lucros. 

“O cooperado também é sócio, participando ativamente do dia a dia da cooperativa e, ainda, tem direito a produtos e serviços customizados”, explica Reichert.

Confira abaixo algumas vantagens de uma cooperativa de crédito!

1) O recebimento das sobras anuais

Esse benefício acontece quando a cooperativa de crédito possui resultados positivos. Com isso, o dinheiro é distribuído entre os associados uma vez ao ano, geralmente no final.

Vale ressaltar que o valor do cálculo a ser repartido é realizado sobre a movimentação de cada associado.

 “O resultado fica, de uma forma ou de outra, na própria comunidade da cooperativa. E aí, reside um dos maiores diferenciais de uma cooperativa de crédito: ajudar a construir comunidades mais prósperas”, afirma o especialista.

2) Serviços similares ao dos bancos

A prestação de serviços similares às das instituições bancárias também é uma vantagem encontrada a quem se associa a uma ou mais cooperativa de crédito. Afinal, elas oferecem os mesmos produtos e facilidades que os bancos mais tradicionais.

“Pessoas físicas podem abrir conta, ter cartões de crédito, fazer empréstimos, entrar em consórcios, tomar crédito imobiliário, e, ainda, manter investimentos como poupanças, previdência privada e aplicações de renda fixa”, explica Reichert. 

Pote transparente cheio de moedas e três fileiras de moedas do lado de fora
Um dos benefícios da cooperativa de crédito é a possibilidade de inclusão financeira

Enquanto isso, as empresas podem, ainda, migrar as folhas de pagamento de colaboradores para a cooperativa e, também, ter acesso às maquininhas de cartão, garante o especialista, que acrescenta:

“E vale lembrar que as cooperativas estão plenamente digitalizadas e oferecem ferramentas como internet banking e apps que agilizam a movimentação”, acrescenta.

3) Inclusão financeira

Marco Juarez diz que, no Brasil, a burocracia e os altos juros costumam ser um entrave ao acesso aos bancos. Além disso, 45 milhões de brasileiros estão à margem do sistema financeiro tradicional.

“A boa notícia é que pessoas com baixa renda, os chamados ‘desbancarizados’, conseguem mudar suas realidades e ter acesso a crédito por meio de cooperativas, já que essas instituições têm um forte viés social e são inclusivas”, diz Reichert, que completa:

“Desse modo, as cooperativas surgem como alternativa para proporcionar a inclusão desse grande contingente da população, sendo muitas vezes, a única opção existente”, explica Reichert.

4) O processo democrático na tomada de decisões

É importante destacar que, no cooperativismo financeiro, os associados exercem direitos e deveres como tomadores de decisão. E isso ocorre não apenas como usuários do sistema. 

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São realizadas assembleias periodicamente. O presidente, ou vice, prestam contas em seu nome do conselho. Tais decisões são através de votações, onde cada CPF é um voto. 

“Ou seja, o crescimento da cooperativa é de interesse de cada sócio (cooperado), e não apenas dos executivos e colaboradores. E é importante mencionar que cada associado tem idêntico poder de opinião, independentemente de ter renda mensal de um salário-mínimo ou de milhares de reais.”

5) Segurança no investimento

Outra vantagem é o fato de haver segurança nos investimentos, já que as cooperativas são fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil.

E além disso, seus balanços passam por auditorias externas e são divulgados com transparência para os associados. 

Vale destacar, também, que os investimentos das cooperativas são protegidos pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), que assegura os valores aplicados nessas instituições financeiras, dentro dos limites regulamentares, em casos de intervenção ou liquidação extrajudicial.

6) Atendimento humanizado

Ele ainda menciona que, se a estrutura de atendimento é semelhante ao do banco, nas cooperativas, a interação entre as partes é feita com acolhimento, transparência e humanização. 

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“Como a estrutura é horizontal e estas instituições não visam lucro, em geral, o cliente recebe um atendimento diferenciado, quando comparado ao banco tradicional”, avalia Reichert. 

Isso, segundo ele, ocorre especialmente nas agências. No geral, exceto em períodos de exceção (como a pandemia).

7) Engajamento para o bem comum

A boa notícia, ainda, é que as cooperativas contam com diversos objetivos em prol de boas iniciativas, ações de responsabilidade social, educativas ou culturais Essas, sem visar lucro, atuando em prol da coletividade. 

“São projetos que atuam para a inclusão e para a capacitação de indivíduos. Iniciativas assim contribuem para o desenvolvimento social, sendo que todos os associados são agentes transformadores. Ou seja, o cooperativismo prega o capitalismo consciente”, finaliza o consultor.

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Juliana Favorito
Jornalista apaixonada em escutar e escrever histórias, mas que também tem uma queda pelo Marketing Digital. Com experiência em redação, social mídia e marketing ela gosta de sempre estar atualizada sobre a área da comunicação. E como uma boa carioca, não dispensa uma praia.

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