À vista ou parcelado: veja quando usar cada opção | FinanceOne

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À vista ou parcelado: veja quando usar cada opção

À vista ou parcelado? Quase todos têm essa dúvida na hora do pagamento. Nesse momento é preciso muita calma para não cair em tentações. Principalmente para não desequilibrar o seu planejamento financeiro.

É preciso usar a estratégia certa na hora da decisão de quitar uma dívida, pagar um serviço ou comprar um produto. Isso porque existem fatores que precisam ser avaliados e que devem interferir na sua decisão.

O principal deles é a cobrança dos juros. Os encargos ainda são muito altos no Brasil. Eles podem impactar a capacidade de pagamento dos parcelamentos assumidos.

Apesar de o Banco Central anunciar a queda das taxas de juros do cheque especial e do cartão de crédito em maio, elas ainda são muito altas.

O BC informou que a taxa de juros do cheque especial chegou a 311,9% ao ano. Já a taxa do rotativo do cartão de crédito alcançou 243% ao ano em maio. O que representa um recuo de 5,1 pontos percentuais em relação a abril.

À vista ou parcelado

À vista ou parcelado quando se tem dinheiro

De um modo geral, se você tem dinheiro, o pagamento à vista se apresenta como mais vantajoso. O motivo é simples: poder garantir bons descontos com barganha.

Por sua vez, se você tem dinheiro para comprar algo, mas ele está aplicado em modalidades de investimento, você vai precisar fazer contas. Talvez seja preciso considerar questões como os impostos cobrados e o prazo de carência do seu investimento.

Alguns investimentos permitem que o dinheiro seja resgatado antes do prazo, mas outros, não. Por exemplo, a previdência privada. Ela possui impostos que podem fazer com que o pagamento à vista não seja lucrativo no final das contas.

Já as taxas da poupança, fundos de investimentos e títulos de capitalização costumam ser menores que as praticadas nos financiamentos. Por isso, deve-se ainda levar em consideração o tipo de compra que se deseja fazer.

E quando não se tem dinheiro?

À vista ou parceladoNeste caso, o ideal é sempre evitar compras. Só se for um caso urgente.

No entanto, quando não é possível deixar de realizá-la, evite o parcelamento com juros e organize bem seu planejamento financeiro.

Verifique sempre suas possibilidades de pagamento das faturas do cartão de crédito. Agora, se o pagamento for à vista com o cartão de crédito, você garante que no próximo mês o seu limite esteja livre.

Para quem participa de programas de fidelidade, como troca de pontos por milhas ou pontos que rendem presentes, cada compra conta, aí sempre vale a pena comprar no cartão. À vista ou parcelado.

Já para aqueles que não participam desses programas, pagar as contas com o cartão é uma forma de facilidade e benefício de pagar com até 40 dias.

No entanto, sempre é importante ter cuidado. Lembre-se que se você não tiver como pagar, as taxas são altíssimas.

IPTU e IPVA: à vista ou parcelado?

No início do ano, os proprietários de imóveis e veículos devem fazer a difícil escolha: pagar o total do valor do IPTU e do IPVA à vista com desconto ou parcelado sem desconto?

Atualmente os descontos que são oferecidos para o pagamento à vista dos impostos são pequenos. Aqueles que conseguiram poupar e decidirem pagar o imposto à vista devem se lembrar que despesas eventuais podem aparecer ao longo do primeiro mês do ano. Portanto, manter uma reserva é recomendável.

Mas se ele avaliar que pagar à vista irá colocá-lo em dificuldades financeiras, fazendo-o recorrer ao cheque especial ou ao rotativo do cartão, então é melhor parcelar.

Compras pedem organização e planejamento

Antes de comprar qualquer coisa, pesquise bastante. Vá a mais de uma loja ou fornecedor, compare produtos de diversas marcas e, mesmo sabendo que vai comprar a prazo, pesquise quanto custa a compra à vista. Isto vai permitir que você saiba exatamente quanto vai gastar a mais, caso parcele.

Mas há algumas situações em que pagar à vista é uma opção praticamente impossível. Especialmente quando falamos em compras de alto valor. É o caso do preço total de um carro ou de um imóvel.

Nestes casos, o ideal é conseguir sempre juntar um bom valor de entrada. Caso não seja possível, dependendo dos juros oferecidos na compra desses bens, procure um empréstimo com juros baixos que caibam no seu orçamento. Por fim, procure um consórcio.







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