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O que muda após ataque em refinaria de petróleo na Arábia Saudita?

Escrito por: Rafael Massadar em 18 de setembro de 2019

Ataques de drones provocaram incêndios em importantes instalações de petróleo na Arábia Saudita. Rebeldes iemenitas houthis assumiram a autoria dos ataques.

Os bombardeiros são uma reação aos ataques aéreos conduzidos pela Arábia Saudita em regiões controladas por rebeldes no Iêmen.

petróleo na Arábia Saudita

O grupo disse que enviou dez drones para promover os bombardeios. Além disso, prometeu ampliar os ataques contra a Arábia Saudita, que lidera uma coalizão militar contra eles no Iêmen.

Um dos alvos do ataque foi a refinaria em Abqaiq. Ela é a maior planta de estabilização de petróleo do mundo.

A unidade processa petróleo bruto que depois é transportado, por oleodutos, para regiões no Golfo Pérsico e no Mar Vermelho. Estima-se que o local processe até 7 milhões de barris de petróleo bruto por dia.

Outra área bombardeada foi o campo de Khurais. Ele produziria cerca de 1 milhão de barris de petróleo bruto por dia.

Contudo, o ataque deve aumentar ainda mais as tensões no Golfo Pérsico. Principalmente o confronto entre Estados Unidos e Irã sobre o acordo nuclear assinado com o país árabe e as potências mundiais.

Consequências do ataque à refinaria de petróleo na Arábia Saudita

O ataque à refinaria de petróleo na Arária Saudita já apresenta efeitos. Os preços do petróleo disparam.

Isso porque o ataque anulou quase metade da produção saudita. Ou seja, 5% da produção mundial.

Na abertura do mercado logo após os bombardeiros, a cotação do barril saltou quase 20% em Londres. Essa é a maior alta durante uma sessão desde a guerra do Golfo em 1991.

Nos EUA, o barril chegou a subir 15,5%, para US$ 63,3. A maior alta durante uma sessão desde 22 de junho de 1998.

Já nos mercados asiáticos, o barril do tipo Brent, referência internacional, disparou quase 20%. Portanto, mais de US$ 70.

E o Brasil?

O preço dos combustíveis aqui no país deve ser afetado. Afinal, a Petrobras adotou desde 2017 a política de repassar com maior frequência as flutuações do preço do petróleo para o consumidor final.

Contudo, a estatal não poderá deixar a impressão de que preços de combustíveis serão decididos politicamente. Isso pode afetar diretamente o projeto de venda de refinarias.

Outro impacto deve ser na inflação. A taxa Selic, cuja queda era dada como certa por 100% dos analistas, deve se manter estável ou subir.

No entanto, o Brasil pode se beneficiar. Aumentará o interesse das grandes petrolíferas mundiais no leilão do excedente da cessão onerosa.

O pré-sal se valoriza porque fica em uma região longe dos conflitos do Oriente Médio.

O dólar também deve apresentar alta. Segundo operadores, as atenções estão todas voltadas ao mercado externo, onde o clima é de desconforto com números da economia chinesa e com a tensão geopolítica após ataques à produção de petróleo da Arábia Saudita.

Além disso, permanece no pano de fundo a expectativa pelas decisões de política monetária esperadas para a semana, como a do Brasil, dos Estados Unidos e do Japão.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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