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BC estima que 2019 termine com inflação em 3,26%

Escrito por: Rafael Massadar em 29 de outubro de 2019

A estimativa para a inflação este ano caiu pela décima primeira vez consecutiva. A projeção foi feita por Instituições financeiras e anunciada pelo Banco Central (BC).

A previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, passou de 3,28% para 3,26% em 2019.

inflação
Caso feche o ano a 3,26%, inflação ficará abaixo do centro da meta do governo

Para 2020, a estimativa caiu de 3,73% para 3,66%, na segunda diminuição seguida.

Entretanto, a previsão para os anos seguintes não teve modificações: 3,75% em 2021, e 3,50%, em 2022.

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, perde-se o controle da inflação.

Isso porque a tendência é que o crédito fique mais barato. Portanto, um incentivo à produção e ao consumo.

Outros dados anunciados pelo BC

Para o mercado financeiro, a Selic deve terminar 2019 em 4,75% ao ano. Atualmente, a taxa está em 5,5% ao ano.

O mercado financeiro, contudo, não modificou a estimativa para o fim de 2020: 5% ao ano. Para 2021, a probabilidade é que a Selic termine o período em 6,50% ao ano.

Para o fim de 2022, a estimativa continua em 7% ao ano.

Já a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) está em 0,88% em 2019. Para os anos seguintes, as metas também não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022.

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 e, para 2020, passou de R$ 3,95 a R$ 4.

Inflação se aproxima do mínimo histórico

A expectativa de inflação dos consumidores brasileiros para os próximos 12 meses recuou 0,2 ponto percentual (p.p.) em outubro. A aferição é da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O índice foi para 4,9%, próximo do mínimo histórico de julho de 2007 (4,8%). Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve queda de 0,8 p.p.

A FGV analisou ainda a frequência da inflação prevista por faixas de respostas.

Neste quesito, a parcela dos consumidores que projetam valores entre o limite inferior e a meta de inflação para 2019 (entre 2,75% e 4,25%) aumentou.

Ela foi de 40,8% em setembro para 43,2% em outubro. A maior dos últimos seis meses.

Enquanto isso, a proporção de consumidores projetando acima do limite superior da meta de inflação (acima de 5,75%) para 2019 diminuiu 2,1 p.p..

Foi para 32,2%, a menor proporção desde maio de 2018 (31,9%), antes da greve dos caminhoneiros.

Na análise por faixas de renda, a maior queda em outubro nas expectativas medianas para a inflação ocorreu entre as famílias com renda familiar mensal entre R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil.

Para essa faixa, a expectativa mediana diminuiu 0,6 p.p., para 5,2%. Esse é o menor nível desde março de 2008 (5,1%).

Para os consumidores de renda acima de R$ 9,6 mil, a expectativa mediana se manteve em sua mínima histórica de 4%.

Como ficou o índice em outubro?

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de outubro caiu 0,07%. Ele ficou 0,06 ponto percentual (p.p) abaixo da taxa registrada na última divulgação.

Na apuração da FGV, cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Habitação (-0,14% para -0,32%).

Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -1,70% para -2,63%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos:

Comunicação (0,22% para 0,11%);
Educação, Leitura e Recreação (0,15% para 0,06%);
Vestuário (0,26% para 0,18%);
Alimentação (-0,35% para -0,37%).

Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens:

Tarifa de telefone móvel (0,65% para 0,27%);
Teatro (-0,49% para -1,80%);
Calçados (0,15% para -0,17%);
Aves e ovos (0,12% para -0,75%).

Em contrapartida, os grupos Despesas Diversas (0,19% para 0,27%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,23% para 0,26%) apresentaram avanço em suas taxas de variação.

Nestas classes de despesa, vale citar os itens: cigarros (0,30% para 0,49%) e aparelhos médico-odontológicos (0,15% para 0,31%).

Já o grupo Transportes repetiu a taxa de variação de 0,23% registrada na última apuração. As principais influências partiram dos itens: óleo diesel (3,35% para 3,93%), em sentido ascendente.

Entretanto, o seguro facultativo para veículo (0,66% para -0,26%), em sentido descendente.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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