Cheque especial ganha nova regra: como funciona? | FinanceOne

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Cheque especial ganha nova regra: como funciona?

O cheque especial, a partir do dia 1º de julho, terá juros mais baixos. Pelo menos é o que prometem os bancos. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou que as instituições financeiras vão oferecer aos clientes opção de parcelamento da dívida, com juros mais baixos. Mas, calma! Não é para se animar e entrar no vermelho sempre.

O grande problema é quando você se acostuma com a facilidade de lançar mão do dinheiro com frequência. Assim fica mais fácil cair na armadilha de fazer suas despesas contando sempre com aquele limite de crédito. Por mais que ele esteja ali, fácil de usar e aparecendo na sua conta corrente, é preciso lembrar que aquele dinheiro não é seu.

Ainda mais porque não ficaram claras como serão essas novas regras. Isso porque cada banco vai definir a taxa de juros dessa nova modalidade. Recentemente, em fevereiro, os juros do cheque especial chegaram a 324,12% ao ano. As taxas permanecem altas apesar da forte redução promovida pelo Banco Central na taxa Selic, que atualmente está na mínima histórica de 6,5% ao ano.

As mudanças foram feitas por meio de autorregulação. O Sistema de Autorregulação Bancária é um conjunto de normas criadas pelo próprio setor. Com a participação do Banco ABC Brasil, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco Original, Banco Safra, Banco Toyota e Banco Volkswagen. Além do Banco Votorantim, Banpará, Banrisul, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Citibank, China Construction Bank , Itaú Unibanco, Mercantil do Brasil, Santander e Sicred.

cheque especial

A nova regra do cheque especial

De acordo com a norma, os bancos vão oferecer uma porta de saída automática a clientes que usarem 15% do limite da conta por 30 dias. Mas atenção, a adesão a essa nova operação, teoricamente mais barata, não será obrigatória, como acontece com quem usa o rotativo do cartão de crédito. A regra se aplica para dívidas acima de R$200.

Os bancos, pelos seus canais de relacionamento, também alertarão o consumidor quando ele entrar no cheque especial, destacando que esse crédito deve ser utilizado em situações emergenciais e temporárias.

Caso o consumidor opte pelo parcelamento do saldo devedor, os bancos poderão manter os limites de crédito contratados. Eles terão que levar em consideração as condições de crédito do consumidor ou estabelecer novas condições para a utilização e pagamento do valor correspondente ao limite ainda não utilizado e que não tenha sido objeto do parcelamento.

Especialista diz que bancos querem reduzir a inadimplência

cheque especialPara a economista e professora dos MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), Myrian Lund, a medida beneficiará principalmente os bancos. Segundo ela, eles conseguirão reduzir os níveis de inadimplência, que afetam diretamente seus balanços.

“Para o consumidor a orientação é: vá ao banco e busque linhas mais baratas de crédito que a automática – que costuma ser mais cara – e faça planilha para saber se o valor da parcela caberá no orçamento”, indica.

Myrian Lund avalia ainda que a taxa do crédito automático para o consumidor deve ser em torno de 50% da taxa do especial. “Se os juros do especial de determinado banco estiverem em 10% ao mês, a taxa automática a ser oferecida deve ficar em 5%”, diz.

5 dicas para sair do limite de cheque especial

1 – Procure o banco para fazer uma negociação

Os bancos costumam facilitar a negociação da dívida. Então é recomendável procurar o gerente e negociar. Você pode conseguir desde juros menores até uma troca de dívida com juros bem mais em conta. Tudo depende do banco, que normalmente está interessado que o cliente pague os seus débitos.

2 – Parcele a dívida

Dependendo do valor, outra boa opção é procurar parcelar a dívida. Assim você pagará uma quantia mensal durante determinado período. Porém, é preciso avaliar bem suas contas para saber o quanto você poderá pagar por mês. Será necessária a assinatura de um novo contrato, com reconhecimento de dívida e, caso não seja quitado, terão acréscimo de juros sobre a dívida já existente.

3 – Reduza o limite do cheque especial

É recomendável entrar em contato com o gerente para que o cheque especial tenha seu limite reduzido. Com um limite menor, você não terá tanto dinheiro à disposição e isso forçará um maior cuidado na hora de gastar e sacar o limite da sua conta corrente.

Tenha controle das suas finanças

4 – Fique de olho no seu extrato

Baixe o aplicativo do seu banco no celular. Com ele, você não terá a desculpa que confundiu ou errou no limite do saldo. Saldo é o dinheiro que é seu, o limite é o que o banco oferece para você gastar. Pode ser uma armadilha bastante perigosa para os mais desavisados. Portanto, fique atento.

5 – Crie uma reserva exclusiva para emergências

Junte todo mês um montante de dinheiro para gastar em um caso de emergência. Não precisa ser um valor exorbitante, 10% ou 15% do seu salário é o suficiente para começar a poupar. Isso fará toda a diferença na hora em que você precisar do dinheiro e puder contar com aquele que já é seu, sem precisar recorrer aos bancos.

Recurso emergencial

cheque especialA maioria entra em dívidas pelo simples fato de não saber lidar com dinheiro, porque não teve uma educação financeira adequada. Será que você precisa de tudo o que compra? Provavelmente, não!

Elimine certos gastos desnecessários. É essencial que você avalie, negocie consigo mesmo e crie metas possíveis de seguir. Por exemplo, poder gastar um valor X por mês com o que você quiser.

O fator positivo da medida é mostrar ao consumidor que o cheque especial deve ser usado de forma emergencial. Já que ele é o primeiro passo para o superendividamento.

Por isso, todo dinheiro extra que conseguir, aproveite para pagar as dívidas. E não se esqueça do planejamento financeiro! Aqui você confere um passo a passo com cinco dicas para fazer o seu.







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