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Como não cair em golpes na Black Friday

Escrito por: Rafael Massadar em 30 de outubro de 2018

A Black Friday deve movimentar R$ 2,43 bilhões neste ano, segundo dados da Ebit/Nielsen. O valor é 15% acima do observado em 2017. O número reflete as estimativas para crescimento no volume de itens comercializados, 4 milhões, e no valor médio das vendas, R$ 607,5.

No entanto, antes de gastar, fique atento para não comprometer o orçamento. Ricardo Teixeira, coordenador do MBA em Gestão Financeira da FGV, sugere a pesquisa com antecedência. Para ele, é a melhor maneira de comparar preços e benefícios.

Além disso, o especialista em gestão financeira diz que caso você não tenha como pagar o valor total e escolha parcelar a compra no cartão de crédito, deve-se evitar parcelas com juros. Teixeira sugere também que se o consumidor vier a parcelar, porém, deve lembrar que corre o risco de ter o salário comprometido quando a próxima comemoração chegar.

“Compre à vista. Se não for possível, divida no número mínimo de parcelas possível dentro do seu orçamento”, ressalta Ricardo Teixeira, da FGV.

Black Friday

Atenção com falsas promoções na Black Friday

Dados divulgados pelo Google apontam que 37% dos consumidores ainda não confiam nas promoções da Black Friday. E esse é o principal motivo para não realizarem compras.

Já de acordo com o site Reclame Aqui, as queixas vêm batendo recordes desde 2015 e já somam mais de 83 mil reclamações. Os clientes apontam como principal problema os atrasos nas entregas, seguido por produtos não recebidos e problemas na finalização da compra.

Por isso, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) preparou algumas dicas e direitos que podem auxiliar na hora das compras. Para o órgão, mesmo que a mercadoria esteja com um desconto de 90%, a compra só valerá a pena se o consumidor tiver como pagar os 10% restantes. Caso contrário, ainda sairá caro.

O Idec ainda sugere que, ao decidir efetuar uma compra pela internet, o consumidor verifique se o site dispõe de endereço físico. Além do telefone e canais de contato direto com o consumidor, como SAC, chat e e-mail.

Além disso, é importante imprimir as páginas do anúncio com as características da mercadoria e atentar para a comprovação da oferta. Em relação ao pagamento, é necessário acompanhar a conta corrente e a fatura do cartão, para comunicar à administradora ou o banco em caso de anormalidade.

Cuidado com sites falsos

É muito comum encontrar descontos fantásticos e imperdíveis na Black Friday. Contudo, preste muita atenção nestes casos. Isso porque muitas destas ofertas são provenientes de sites falsos. Muitos deles aproveitam a oportunidade de enganar o consumidor mais afoito.

Desconfie ainda de produtos e serviços com preços quase impraticáveis. Principalmente de smartphones, passagens aéreas e televisores em sites desconhecidos.

Isso também vale para aquelas ofertas imperdíveis por e-mail de uma loja varejista conhecida. Verifique se o e-mail recebido partiu realmente da empresa, já que fraudadores se aproveitam destas datas para praticar golpes.

Cuidado ainda com seus dados. As precauções são necessárias porque hackers, muitas vezes, roubam dados ou enviam vírus por meio dessas lojas virtuais.

A primeira sugestão é não fazer compra por Wifi público. Isso porque o estabelecimento pode não ter os recursos adequados de segurança. É conveniente também se certificar de que sua máquina faça atualizações recomendadas pelo fabricante, pois isso diminui o risco de ataques e vírus.

Evite também guardar seu cadastro com dados do cartão de crédito para compras futuras. É recomendável não fazer isso pois o site pode ser invadido e terceiros podem usar essas informações para fazer compras indevidas.

Lembre-se também de manter seu sistema operacional e serviço de antivírus atualizados. Tenha cuidado com links, sites e e-mails falsos que direcionam para arquivos maliciosos.

Cuidados na hora das compras via dispositivos móveis

Black FridayPara o coordenador acadêmico do MBA em Marketing Digital da FGV, André Miceli, a tendência é que as transações através de smartphones aumentem na Black Friday. Por isso, de acordo com ele, os consumidores devem tomar cuidados para não cair em armadilhas.

“Baixe apenas aplicativos de lojas oficiais, como o Google Play ou a App Store da Apple, e desconfie dos aplicativos que solicitam permissões suspeitas, como acesso a contatos, mensagens de texto, recursos administrativos, senhas armazenadas ou informações do cartão de crédito”, diz André Miceli.

O professor da FGV alerta ainda que os consumidores sempre confirmem o plano de fundo de um aplicativo antes de fazer o download. “Pesquise o desenvolvedor e conheça a ortografia das marcas. Alguns desenvolvedores mal intencionados escrevem o nome errado das marcas para ludibriar os usuários”, explica o especialista.

Confira os prazos de entrega e o preço do frete

Por fim, o consumidor deve ficar atento aos preços do frete e prazos de entrega. Muitas vezes, uma loja cobra altos valores de frete, com objetivo de diminuir a diferença do desconto concedido sobre o valor de determinado produto.

Portanto, se você tem pressa em receber sua encomenda, é bom se atentar aos prazos de entrega para não ter dor de cabeça no futuro. Valores abusivos para o frete também podem ser reportados aos órgãos de defesa do consumidor.

Onde reclamar?

A Black Friday de 2017 teve mais de uma reclamação por minuto, em média, segundo dados do site Reclame Aqui. Durante o fim de semana da promoção, foram registradas 6.997 queixas, uma média de 1,3 por minuto. No mesmo período do ano anterior, foram 5.281 reclamações.

Os principais motivos de insatisfação dos consumidores foram:

– propaganda enganosa – 11,5%;
– problemas na finalização da compra – 10,3%;
– divergência de valores – 7,3%.

Quem teve problemas com as compras na Black Friday deve buscar uma solução com a própria empresa ou procurar um órgão de defesa do consumidor, como os Procons. O registro também pode ser feito nos sites Consumidor.gov.br e Reclame Aqui.

Vale lembrar que o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) assegura que todas as compras realizadas fora do estabelecimento físico, ou seja,  internet, catálogos ou telefone, possam ser canceladas no prazo de sete dias a partir da entrega do produto. Mesmo que ele não apresente qualquer defeito.

Caso o consumidor encontre alguma situação abusiva, tanto nas lojas físicas como no e-commerce, deve procurar o fornecedor. Tente assim resolver o problema amigavelmente.

Mas, caso esse método não funcione, é possível também denunciar ao Procon de sua cidade ou pelo site da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

Rafael Massadar

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