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Coronavírus: 10 dicas para cortar gastos e organizar as finanças

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Cortar gastos é um dos primeiros passos para organizar as finanças pessoais. E neste momento de crise mundial, por causa do coronavírus, isso se torna ainda mais importante.

De acordo com o Serasa, os efeitos da pandemia já superaram o da crise financeira de 2008. Essa, até então, era maior dificuldade econômica enfrentada nos últimos 90 anos.

Seja você rico ou pobre, não pode negligenciar suas finanças neste momento. Por isso planeje-se e contenha gastos para sair desta crise com as contas no azul.

Mas não precisa entrar em pânico. Neste artigo, FinanceOne apresenta 10 dicas para te ajudar a lidar com a situação.

Essas orientações são baseadas em dois pilares importantes para o planejamento financeiro durante a pandemia: reduzir gastos e organizar as finanças.

Um aspecto influencia o sucesso do outro. Não adianta ter uma planilha de planejamento financeiro impecável, se você não põe em prática e gasta mais do que ganha.

Também não adianta gastar pouco, mas ter um planejamento ruim. Desta forma, logo seu dinheiro vai sair de sua mão sem que você sequer perceba para onde ele foi. Vamos começar com o primeiro passo. Planejar e administrar bem.

Cinco dicas para organizar as finanças

Saiba como organizar as finanças durante a pandemia e cortar gastos
Saiba como organizar as finanças durante a pandemia e cortar gastos

1. Listar entradas e saídas de dinheiro

É isso que vai te ajudar a identificar se os seus gastos estão dentro do que lhe é permitido. E não adianta negligenciar esse esquema.

É fundamental ter esses dados anotados para que o seu planejamento seja fiel. Se tiver mais uma fonte de renda, coloque todas nas contas e sem arredondar valores.

Uma dica interessante é saber o quanto do seu rendimento pode ser utilizado. Isso mesmo, você não deve gastar tudo. Especialistas em finanças recomendam as seguintes proporções:

  • 50% para gastos essenciais;
  • 30% para os gastos variáveis, supérfluos e do estilo de vida; e
  • 20% para pagar dívidas e investir.

2. Estabeleça metas e prioridades

Jamais guarde dinheiro só por guardar, a menos que seja uma pessoa extremamente disciplinada. Caso contrário, a poupança não vai durar muito tempo.

Transforme o seu dinheiro em sonhos e metas. Ter um motivo claro e bem definido para a quantia guardada te ajuda a preservá-la da melhor forma. Isso é psicologia financeira.

Por exemplo: ao invés de planejar poupar R$50 na próxima semana, planeje poupar aquela blusa tão bonita que você quer comprar.

Se seu objetivo é acumular R$20 mil em um investimento, transforme este pensamento: seu objetivo, na verdade, é a oportunidade de fazer um intercâmbio assim que acabar a pandemia.

3. Organize as dívidas

Se você não está endividado, parabéns e considere-se privilegiado! Mas se está, saiba que o melhor é conseguir quitar seus débitos o quanto antes.

Por isso mesmo esteja em situação financeira de restrições e contingenciando gastos, não abra mão de tentar se livrar da dívida.

Para isso é necessário listar todos os valores e parcelas devidas, considerando os juros; tentar negociar valores; e quitar. Quanto antes isso for feito, menores os juros e maior a economia.

4. Procurar formas de renda extra

Essa dica complementa a anterior. Muitas pessoas não conseguem quitar dívidas justamente porque o que ganham é, em inúmeros casos, inferior à parcela do débito.

Se este é o seu caso, fazer renda extra é a saída. Aqui no site do FinanceOne você encontra dezenas de artigos ensinando como fazer renda extra sem sair de casa.

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Isso também deve ser feito por quem não está endividado. Primeiro que um dinheiro a mais no bolso é sempre bom, isso te ajuda a chegar mais rápido nas suas metas. Segundo que te dá mais segurança para enfrentar a crise.

5. Criar uma reserva de emergência

Este é um dos maiores desafios para muitos brasileiros. Mas é um passo fundamental para uma vida financeira equilibrada.

Muitos se perguntam: como vou juntar uma reserva de emergência em um momento que é uma emergência. Justamente. Se você já tinha reserva desse tipo e ficou realmente sem dinheiro, pode usá-lo. Afinal, é uma emergência.

Mas se não ficou desempregado ou sem qualquer fonte de renda, não somente evite usar a reserva, como continue alimentando ela.

E quem ainda não sem um centavo, precisa lutar para construir essa poupança o quanto antes. O ideal é ter investido um valor que te permita viver por, pelo menos, seis meses sem salário.

Saiba mais sobre como montar sua reserva de emergência:

+ Tudo o que você precisa saber para montar uma reserva de emergência
+ Como montar uma reserva de emergência sendo freelancer?

Cinco dicas para cortar gastos na quarentena

Agora o segundo aspecto para uma vida financeira mais saudável na pandemia: cortar gastos para ganhar mais do que gasta. Confira!

1. Rever gastos que não têm valor

Se você todo mês gasta dinheiro com aquele cafezinho que te faz muito bem e se este dinheiro está sobrando, pode continuar comprando o cafezinho. Não tem problema.

Mas se esse gasto não cabe no orçamento, está na hora de revê-lo. Uma excelente dica é listar seus gastos supérfluos em ordem de valor.

Ou seja, dos que são mais importantes para os menos importantes. Aqueles itens que ficam no final da lista provavelmente podem ser dispensados.

Mas lembre-se: seu norte é sempre seu orçamento. Tudo tem que caber dentro dele.

2. Cortar gastos que não são obrigatórios

Durante este período de quarentena vários serviços que são essenciais não precisam ser pagos agora.

Confira alguns itens que você não precisa pagar agora (algumas são limitadas a determinados territórios, mas verifique os decretos da sua cidade ou estado):

  • energia elétrica (desconto de até 100% para famílias de baixa renda);
  • conta de águas no Estado de São Paulo;
  • empréstimos (financiamentos na maioria dos grandes bancos, verifique as condições de cada um e peça simulações);
  • serviços de streaming (algumas liberam acesso por tempo limitado); entre outros.

Outros serviços que você pode conseguir gratuitamente na quarentena: academia (exercícios online), cursos online, fretes etc.

3. Substituir serviços e marcas

Essa talvez seja uma das etapas do corte de gastos mais difíceis, mas necessária. Observe tudo o que você consome e comece a considerar não apenas preço, mas o custo-benefício.

Você não precisa, necessariamente, rever ou suspender o uso deste produto ou serviço. Mas busque alternativas mais vantajosas financeiramente.

Ao final de dois meses, verá como a economia foi grande, mesmo sem abrir mão de algo que gosta.

4. Cortar gastos negociando planos de telefone e internet

Essa sim pode ser uma tarefa difícil. Mas lembre-se: em um momento de crise, as operadoras de telefone e internet querem tudo, menos perder um cliente.

Então o momento é até propício para negociar o valor daquela conta de telefone que você pensa há meses. Saiba conversar com o atendente, apresente propostas e não dê o braço a torcer.

O maior desafio é ser paciente. Talvez precise ligar mais uma vez e falar com muitos atendentes, mas é possível conseguir um desconto.

5. Comprar de forma inteligente para cortar gastos

Esse, definitivamente, não é o momento para manter velhos hábitos de compras. Mesmo que esteja empregado, mesmo que tenha dinheiro sobrando, mesmo que já tenha reserva de emergência.

Todos precisam ser cautelosos neste momento e comprar de forma inteligente para não gastar dinheiro a toa. Como? Fazendo tudo aquilo que você sempre teve preguiça:

  • pesquisar preços;
  • pedir descontos;
  • avaliando custo-benefício (leve a calculadora ao supermercado);
  • dividindo a despesa de serviços, quando possível etc.

Este não será um momento fácil. Todos terão um grande desafio financeiro pela frente e teremos que cortar gastos.

Por isso, nunca foi tão importante gerir as finanças pessoais de forma responsável e inteligente.

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Tamires Silva
Jornalista e Redatora do FinanceOne, onde suas finanças começam.

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