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Crise aumenta o uso do cheque especial

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Quem cai no cheque especial pelo menos uma vez tende a voltar a usar a linha nos meses seguintes. A constatação é do Banco Central.

O BC apontou que, em 2018, quase 20% dos usuários do crédito, o mais caro do sistema financeiro, usaram o limite da conta corrente todos os meses do ano.

Além disso, mais de 50% das pessoas que caíram no negativo usaram o crédito por pelo menos seis meses.

Os dados fazem parte do Relatório de Economia Bancária do BC.

Na média, a dívida no cheque especial era de R$ 1.310 em dezembro do ano passado, o que gerava um gasto médio mensal de R$ 136.

cheque especial

Cheque especial é a linha mais cara do sistema financeiro nacional

As taxas de juros médias cobradas pelas instituições financeiras no cheque especial continuaram próximas de 300% ao ano em abril deste ano.

A taxa média, de acordo com o BC, avançou de 322,7% ao ano, em março, para 323,3% ao ano, em abril de 2019.

Por isso, segundo especialistas, o rotativo do cartão e o cheque especial só devem ser utilizados em momentos de emergência e por um prazo curto, devido ao seu alto custo.

A recomendação é que os clientes substituam essas modalidades por linhas mais baratas.

Como, por exemplo, o crédito consignado, que é aquele em que as prestações do empréstimo são descontadas na folha de pagamento.

Quem usa essa linha de crédito

O BC também mostrou que a maior fatia de usuários do cheque especial (44%) ganha até dois salários mínimos.

Quando considerados os brasileiros que ganham até cinco salários, a fatia vai a 77,4%.

Portanto, acima de dois salários mínimos até cinco, são 33,5% dos usuários dessa modalidade de crédito.

Entre mais de cinco até 10 salários mínimos, 13,8%, e acima de 10 salários mínimos, 8,8%.

A instituição bancária tentou encontrar uma relação entre uso do cheque especial e a baixa escolaridade.

O resultado é que o uso da linha se concentra entre os brasileiros com ensino médio completo (46,3%).

O uso por outras faixas de escolaridade são:

– Fundamental incompleto – 7,5%;

– Fundamental completo -7,5%;

– Médio incompleto, 4,8%;

– A partir de superior incompleto – 34%.

Valor médio 

O valor médio de utilização do cheque foi de cerca de R$1.310 em dezembro de 2018. Entretanto, é inferior ao registrado em dezembro de 2016 (R$1.410) e em dezembro de 2017 (R$1.359).

No entanto, em dezembro de 2018, o gasto médio mensal com juros ficou em R$ 136,00. Valor 5,9% superior ao registrado em dezembro de 2017 (R$128,40).

Em relação à recorrência na utilização do cheque especial, ao longo de 2018, 19,5% do total de usuários do período utilizaram o cheque especial em todos os 12 meses do ano.

O BC destacou ainda que mais de 50% dos usuários desse instrumento tomaram esse crédito em mais de seis meses. Os que utilizaram somente uma vez no ano correspondem a 12,2% do total de usuários.

Entre as pessoas que usam o limite da conta corrente, 12% têm a linha como a principal dívida. Apenas 7% têm como único crédito em aberto o cheque especial.

Ainda segundo o BC, no final do ano passado, aproximadamente 16,8% dos usuários de cheque especial estavam inadimplentes em pelo menos um produto de crédito.

Além disso,  8,8% estavam inadimplentes no próprio cheque especial.

Como fugir do cheque especial?

A melhor opção é manter um planejamento financeiro.

Controlar os gastos e cultivar uma previsibilidade do que vai acontecer nos próximos meses é um passo importante para não ficar endividado.

Não menos importante é fazer as contas das modalidades de empréstimo, principalmente do cheque especial.

Isso te ajudará a pensar antes de utilizá-los. Ou te ajudará a não deixar a dívida virar uma bola de neve insustentável.

Teve um aperto e, no desespero, utilizou o cheque especial? Ou não prestou atenção e gastou mais do que tinha na conta?

Para não correr o risco de ficar endividado, o conselho é tentar renegociar por meio de outra modalidade de empréstimo.

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Rafael Massadar
Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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