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Dinheiro vivo já não é usado por 4% dos brasileiros

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O brasileiro mudou a sua relação com o dinheiro vivo. Isso porque é cada vez menor a quantidade de pessoas que preferem pagar com dinheiro vivo suas compras diárias.

Os dados são da pesquisa divulgada pelo Banco Central. Ela aponta que 4% da população já não usa mais cédulas de papel ou moedas para fazer pagamentos.

No lugar, os cidadãos têm optado por pagamentos nos cartões de crédito e débito ou transferências eletrônicas. O estudo mostra ainda que o valor da compra influencia no meio de pagamento que será usado pelos brasileiros.

Em contas de até R$ 10, as notas são utilizadas por 88%, enquanto em compras acima de R$ 500 o cartão de crédito é o meio preferido, com 43%. Nesta faixa, o dinheiro é usado por “apenas” 31% dos entrevistados.

Dinheiro vivo

Dinheiro vivo ainda é o mais aceito no comércio

Quando a pergunta da pesquisa foi sobre o meio de pagamento mais utilizado, o dinheiro é citado por 60% dos respondentes. O cartão de débito aparece em segundo lugar, com 22%, e em terceiro lugar o cartão de crédito, com 15%.

Outra constatação é que atualmente, 48% da população recebe o salário ou pagamento através de depósito em conta corrente, poupança ou salário. Entretanto, 29% das pessoas afirmaram ainda receber seus pagamentos em dinheiro.

Além disso, somente 0,4% tem seu pagamento feito através de cheque, segundo a pesquisa. Outros 22% não têm renda, e o restante não respondeu à pesquisa.

A pesquisa abrangeu também comércios e estabelecimentos de serviços. No geral, o pagamento em dinheiro ainda é o mais aceito pelos comerciantes, com 99% de abrangência no mercado.

Já o pagamento por cartões também tem grande adoção:

– 76% aceitam débito;
– 74% crédito;
– 17% vale refeição ou alimentação.

Apesar da dominância, o uso do dinheiro como forma de recebimento mais frequente diminuiu nos últimos cinco anos. Ele passou de 57% em 2013 para 52% em 2018.

O mesmo ocorreu com o cartão de crédito, que agora tem 31% contra 35% em 2013. No período, o meio de recebimento que mais cresceu no Brasil foi o cartão de débito, que saltou de 4% para 15%.

Cofrinho cheio

Dinheiro vivoEmbora o brasileiro tenha criado novos hábitos quanto ao uso de dinheiro vivo, o costume de guardar moedas ainda é forte entre a população. De acordo com a pesquisa, 26% dos entrevistados têm o hábito de guardar moedas.

Já 54% costumam carregar as moedas na carteira. Dos entrevistados pelo BC, 10% afirmaram ainda deixar as moedinhas do dia a dia no carro, a fim de efetuar pequenos pagamentos ou eventuais doações.

O hábito de manter as moedas guardadas no cofrinho também se mantém presente no dia a dia do brasileiro. Dos entrevistados, 59% afirmaram guardar as moedas por até um mês, enquanto 21% disseram manter as moedas na gaveta ou no cofrinho pelo período de um a seis meses.

Notas falsas

O Banco Central constatou também que nos últimos cinco anos caiu o número de pessoas que já recebeu notas falsas. Esse número passou de 28%, em 2013, para 23%, em 2018.

A pesquisa do BC alerta que, mesmo para notas de maior valor, grande parte da população Dinheiro Vivonão verifica se o dinheiro é falso ou verdadeiro.

Segundo o BC, 39% dos entrevistados disseram que nunca verificam se as notas de R$ 50 são falsas. Além disso, 38% afirmaram não verificar se as notas de R$ 100 que recebem são verdadeiras ou não.

Quando verificam, a marca d’água é o item de segurança mais conhecido. Ela é seguida pelo fio de segurança e pela textura do papel moeda.

No comércio, 47% dos entrevistados disseram que já receberam nota falsa e a textura do papel é o item mais usado para verificar a veracidade da cédula, seguida pela cor.

Entre os comerciantes, o porcentual de pessoas que verificam se as notas são verdadeiras ou falsas também é maior do que entre a população de forma geral.

Ainda de acordo com a pesquisa, apenas 12% dos entrevistados afirmaram que nunca verificam se as notas de R$ 50 são verdadeiras ou falsas, e apenas 11% deixam de checar as notas de R$ 100.

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Rafael Massadar
Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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