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O que é liquidez do investimento?

Escrito por: Bruna Somma em 30 de julho de 2019

A liquidez é um importante aspecto para levar em consideração na hora de formar uma carteira de aplicações. Ela nada mais é do que a capacidade do investimento se reverter em dinheiro na conta corrente.

A lógica é simples. Quanto mais rápido for o processo de conversão, maior liquidez o investimento possui.

Nem sempre as aplicações com maior rentabilidade apresentam menor liquidez. Por isso, é preciso pensar no tempo em que precisará do dinheiro.

Já imaginou ter a necessidade da renda e não ter acesso a ela? A dica é investir levando em conta a tempo de retorno para atingir seus objetivos.

"Avaliar
Avaliar a liquidez é importante para saber em quanto tempo terá ser dinheiro investido de volta

Se, por exemplo, precisar resgatar o valor investido em pouco tempo, dê preferência a liquidez diária. Em que você poderá ter o lucro já no próximo dia útil.

Por outro lado, caso tenha maior tempo disponível, opte pelos investimentos com maior liquidez. Eles, por sua vez, são os que apresentam os maiores rendimentos.

Dessa forma, é o perfil do investidor que determinará qual a melhor relação entre a liquidez e o rendimento no momento de escolher uma aplicação.

Tipos de liquidez do investimento

Existem diferentes tipos de liquidez do investimento. Em muitas situações, ela é expressa pela conta ‘D + número de dias úteis’.

Conheça cada um dos tipos para saber por qual optar na hora de fazer uma aplicação.

Liquidez diária

Também conhecida como D + 1, a liquidez diária ocorre quando o dinheiro entra na sua conta no próximo dia útil depois de solicitar o resgate.

Os maiores exemplos são as aplicações no Tesouro Selic e em Certificados de Depósito Bancários (CDBs) de curtíssimo prazo.

No primeiro caso, o retorno do lucro é assegurado pelo Tesouro Nacional diariamente.

O que significa que se você solicitar o resgate, terá a certeza que no outro dia o dinheiro estará na sua conta sem perda de lucratividade.

A poupança também apresenta liquidez diária. Por isso, muitas pessoas preferem essa alternativa pela segurança e comodidade de ter o dinheiro de volta quando precisa.

Porém, os rendimentos na poupança costumam ser irrisórios e abaixo da inflação.

Liquidez imediata

Nesse caso, o lucro entra na conta no exato momento do resgate.

Isso ocorre em contas correntes ou em fundos de investimentos D + 0.

Liquidez no vencimento

Nessas situações, o dinheiro só retorna ao investidor ao final do prazo de vencimento da aplicação.

O que acontece nos títulos de renda fixa sem retorno imediato. Como por exemplo, a LCI e LCA (Letras de Crédito Imobiliárias e do Agronegócio, respectivamente).

D + 30

Nos investimentos com D + 30, o resgate só ocorre após 30 dias da solicitação.

Esse cenário ocorre, em geral, com fundos de investimentos D + 30.

Liquidez nula

Enquanto nas aplicações com retorno nulo, o dinheiro não apresenta uma previsão para entrar na sua conta corrente.

É o caso de quem vende um imóvel, por exemplo. Esse processo pode demorar meses ou até anos para ser concluído e conseguir o lucro.

Risco do investimento

É fundamental, portanto, equilibrar a rentabilidade, o risco e o tempo de retorno do investimento. Isso porque quanto mais arriscado ele for, mais será rentável a médio e longo prazo.

Caso retire o dinheiro a curto prazo, pode perder uma parte dos investimentos e até do valor que foi aplicado.

No mercado, existe uma regra em que quanto mais risco e menor liquidez tiver um investimento, maior a rentabilidade. E vice-versa.

A poupança, Tesouro Direto e Renda Fixa, por exemplo, apresentam menor risco e maior liquidez. Em consequência, os rendimentos são menores do que em comparação a ações e BM&F.

Especialistas recomendam que, além de conhecer as diversas modalidades de liquidez, as pessoas se organizem financeiramente. Paras as situações que podem ocorrer no curto, médio ou longo prazo.

Com isso, fica mais fácil aproveitar a liquidez de cada tipo de investimento. De forma a rentabilizar ainda mais a sua carteira de aplicações.

Bruna Somma

Jornalista formada pela UFRRJ, com passagens por redações de jornais, sites e Assessoria de Comunicação.

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