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    ICMS: entenda o que é, quem paga e como calcular o imposto

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    Um dos impostos que não sai da boca dos brasileiros é o ICMS, por conta da constante alta da gasolina. Mas que ele não está somente no combustível. São diversos produtos que você acaba pagando esse imposto.

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    E nem precisamos falar que quando o assunto é tributo, muitos brasileiros ficam perdidos sobre o que precisam pagar ou não. Até porque imposto é o que não falta aqui no Brasil, certo? 

    Neste artigo queremos te explicar melhor sobre o ICMS.

    Apesar de muitos empreendedores terem que arcar com esse tipo de tributo, é fundamental que os consumidores, em geral, também entendam mais sobre o imposto, já que ele incide em diversos produtos do dia a dia.

    + Senado tenta destravar Reforma Tributária. Veja o que falta para aprovar

    Vale ressaltar, ainda, que essa sigla tão pequena é um dos principais tributos que os brasileiros pagam. Por isso a importância de conhecê-lo bem.

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    Afinal, o que é o ICMS?

    A sigla ICMS significa Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação. O valor deste tributo é definido por estados e Distrito Federal. 

    Mas quando esse imposto é cobrado para a população? Sempre que um produto e/ou serviço tributável circula entre cidades e estados. O ICMS também incide quando ele é cobrado de pessoas físicas para jurídicas.

    filheira de moedas com carrinho de supermercado
    Economizar dinheiro no supermercado pode reduzir despesas drasticamente

    Um exemplo disso é quando você realiza uma compra de um eletrodoméstico, em uma loja, como pessoa física. 

    Onde podemos encontrar o ICMS?

    Como já falamos, o ICMS está praticamente em todos os momentos da nossa vida e em tudo o que compramos. Para você ter uma ideia, este tributo incide em:

    • Operações relativas à aquisição de mercadorias em geral, incluindo o fornecimento de alimentos e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares;
    • Prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer meio, de pessoas, bens, mercadorias ou valores;
    • Prestação de serviços de telecomunicação;
    • Fornecimento de mercadorias com prestação de serviços;
    • Importação de mercadorias do exterior, qualquer que seja a finalidade;
    • Serviços prestados no exterior ou que tenham começado fora do país;
    • Entrada, no Estado de destino, de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados, e de energia elétrica, quando não destinados à comercialização ou à industrialização.

    Quais operações não incide ICMS?

    Assim como em muitos casos é possível encontrar o ICMS, também existem várias situações em que ele não é encontrado ou isento.

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    Embora seja uma aplicação ampla, as aplicações a seguir não se enquadram na cobrança deste tributo:

    • Comercialização e circulação de livros, jornais e periódicos, incluindo o papel utilizado em sua impressão;
    • Exportação de mercadorias;
    • Operações relativas à energia elétrica, petróleo e combustíveis;
    • Operações relacionadas a ouro, quando considerado ativo financeiro ou instrumento cambial;
    • Operações de arrendamento mercantil;
    • Operações de alienação fiduciária em garantia;
    • Transferência de propriedades ou bens móveis, sejam de estabelecimentos comerciais, industriais ou de outra espécie;
    • Mercadorias destinadas à prestação de serviço do próprio autor, caso autorizado pela lei complementar municipal;
    • Casos específicos da legislação estadual.

    + Veja a lei que regulamenta o ICMS e fique por dentro de todas as isenções e aplicações!

    Como funciona e como calcular o ICMS?

    Parece um tanto quanto complicado de entender, mas é bem simples. Por exemplo, o cálculo do valor do ICMS é basicamente: multiplicar o valor da mercadoria (ou serviço) pela alíquota.

    Preço da mercadoria ou serviço X Alíquota = Valor do ICMS

    Para isso, você vai precisar saber o percentual da alíquota, que é um tributo estadual, ou seja, varia conforme a sua região. Este é um valor de imposto definido para movimentações internas e interestaduais. 

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    + Imposto de importação é zerado em 6 alimentos. Qual o impacto no seu bolso?

    É importante dizer que o percentual pode variar a cada ano de acordo com o tipo de mercadoria e/ou serviço, podendo ir de 7% a 35%.

    Para as movimentações internas, vale a alíquota do estado, que costuma variar de 17% a 20%. Agora, nas interestaduais, será necessário calcular a diferença entre as alíquotas interna e interestadual – sendo chamada de “Diferencial de Alíquota ou Difal”.

    ICMS vem sendo discutido no Congresso

    E se você acha que o Governo Federal não está atento ao ICMS, está muito enganado. Nesta segunda, 30, os secretários estaduais de Fazenda se reuniram com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para discutir possíveis alterações em um projeto aprovado na Câmara.

    Esse projeto tem como objetivo restringir a cobrança do ICMS sobre combustíveis, energia, gás natural, comunicações e transportes coletivos. Por isso, como alternativa, os estados estão defendendo a criação de um fundo de equalização dos preços dos combustíveis.

    O que já foi aprovado pelo Senado, mas que ainda não passou pela Câmara dos Deputados e nem pelo presidente Jair Bolsonaro. Por esse motivo, o projeto ainda não está em vigor.

    E essa discussão de restringir a cobrança do ICMS tem dado o que falar. Para se ter uma ideia, na semana passada, o Comitê Nacional de Secretários da Fazenda, Finanças, Receitas ou Tributação dos Estados e Distrito Federal (Comsefaz) criticou a proposta aprovada na Câmara. 

    Isso porque eles afirmam que o texto pode provocar perdas que variam entre R$64,2 bilhões e R$83,5 bilhões ao ano. O que afetariam os serviços públicos oferecidos tanto pelos governos estaduais quanto municipais. 

    Quer ficar por dentro de mais detalhes? Veja agora o que significa o ICMS na conta de luz!

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    Juliana Favorito
    Juliana Favorito
    Jornalista apaixonada em escutar e escrever histórias, mas que também tem uma queda pelo Marketing Digital. Com experiência em redação, social mídia e marketing ela gosta de sempre estar atualizada sobre a área da comunicação. E como uma boa carioca, não dispensa uma praia.

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    Neste artigo queremos te explicar melhor sobre o ICMS.

    Apesar de muitos empreendedores terem que arcar com esse tipo de tributo, é fundamental que os consumidores, em geral, também entendam mais sobre o imposto, já que ele incide em diversos produtos do dia a dia.

    + Senado tenta destravar Reforma Tributária. Veja o que falta para aprovar

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    A sigla ICMS significa Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação. O valor deste tributo é definido por estados e Distrito Federal. 

    Mas quando esse imposto é cobrado para a população? Sempre que um produto e/ou serviço tributável circula entre cidades e estados. O ICMS também incide quando ele é cobrado de pessoas físicas para jurídicas.

    filheira de moedas com carrinho de supermercado
    Economizar dinheiro no supermercado pode reduzir despesas drasticamente

    Um exemplo disso é quando você realiza uma compra de um eletrodoméstico, em uma loja, como pessoa física. 

    Onde podemos encontrar o ICMS?

    Como já falamos, o ICMS está praticamente em todos os momentos da nossa vida e em tudo o que compramos. Para você ter uma ideia, este tributo incide em:

    • Operações relativas à aquisição de mercadorias em geral, incluindo o fornecimento de alimentos e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares;
    • Prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal, por qualquer meio, de pessoas, bens, mercadorias ou valores;
    • Prestação de serviços de telecomunicação;
    • Fornecimento de mercadorias com prestação de serviços;
    • Importação de mercadorias do exterior, qualquer que seja a finalidade;
    • Serviços prestados no exterior ou que tenham começado fora do país;
    • Entrada, no Estado de destino, de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados, e de energia elétrica, quando não destinados à comercialização ou à industrialização.

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    • Operações relativas à energia elétrica, petróleo e combustíveis;
    • Operações relacionadas a ouro, quando considerado ativo financeiro ou instrumento cambial;
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    • Operações de alienação fiduciária em garantia;
    • Transferência de propriedades ou bens móveis, sejam de estabelecimentos comerciais, industriais ou de outra espécie;
    • Mercadorias destinadas à prestação de serviço do próprio autor, caso autorizado pela lei complementar municipal;
    • Casos específicos da legislação estadual.

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    Como funciona e como calcular o ICMS?

    Parece um tanto quanto complicado de entender, mas é bem simples. Por exemplo, o cálculo do valor do ICMS é basicamente: multiplicar o valor da mercadoria (ou serviço) pela alíquota.

    Preço da mercadoria ou serviço X Alíquota = Valor do ICMS

    Para isso, você vai precisar saber o percentual da alíquota, que é um tributo estadual, ou seja, varia conforme a sua região. Este é um valor de imposto definido para movimentações internas e interestaduais. 

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    É importante dizer que o percentual pode variar a cada ano de acordo com o tipo de mercadoria e/ou serviço, podendo ir de 7% a 35%.

    Para as movimentações internas, vale a alíquota do estado, que costuma variar de 17% a 20%. Agora, nas interestaduais, será necessário calcular a diferença entre as alíquotas interna e interestadual – sendo chamada de “Diferencial de Alíquota ou Difal”.

    ICMS vem sendo discutido no Congresso

    E se você acha que o Governo Federal não está atento ao ICMS, está muito enganado. Nesta segunda, 30, os secretários estaduais de Fazenda se reuniram com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para discutir possíveis alterações em um projeto aprovado na Câmara.

    Esse projeto tem como objetivo restringir a cobrança do ICMS sobre combustíveis, energia, gás natural, comunicações e transportes coletivos. Por isso, como alternativa, os estados estão defendendo a criação de um fundo de equalização dos preços dos combustíveis.

    O que já foi aprovado pelo Senado, mas que ainda não passou pela Câmara dos Deputados e nem pelo presidente Jair Bolsonaro. Por esse motivo, o projeto ainda não está em vigor.

    E essa discussão de restringir a cobrança do ICMS tem dado o que falar. Para se ter uma ideia, na semana passada, o Comitê Nacional de Secretários da Fazenda, Finanças, Receitas ou Tributação dos Estados e Distrito Federal (Comsefaz) criticou a proposta aprovada na Câmara. 

    Isso porque eles afirmam que o texto pode provocar perdas que variam entre R$64,2 bilhões e R$83,5 bilhões ao ano. O que afetariam os serviços públicos oferecidos tanto pelos governos estaduais quanto municipais. 

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