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Entenda a importância da educação financeira infantil

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Prevenir é melhor do que remediar. Com essa frase clichê comparamos a importância da educação financeira infantil. É desde cedo que se ensina e finanças devem fazer parte desse conjunto de aprendizados das crianças. Assim, tornarão-se jovens adultos prevenidos. Quem sabe, ainda, já estejam com condições melhores do que teriam se estivessem completamente alheios ao mundo de investimentos.

Enquanto os pais pensam em medidas para cortar gastos e enxugar o orçamento, sair das dívidas rapidamente e até mesmo pensam no planejamento financeiro da família, os mais jovens também devem se preocupar. É claro que não é papel das crianças preocupar-se com o pagamento das contas em dia e se os gastos são maiores do que a receita. Mas cabe aos mais novos também começar a entender e contribuir para a saúde financeira familiar.

A educação financeira infantil pode vir desde casa até nas escolas. Para que você entenda a importância do assunto, foi criado o Decreto Federal 7.397/2010 estabelecendo a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef). Com isso, a educação financeira passou a ser uma política de Estado, permanente, que envolve instituições, públicas e privadas, nas esferas federal, estadual e municipal.

Os objetivos dessa medida foram:

“promover a educação financeira e previdenciária; aumentar a capacidade do cidadão para realizar escolhas conscientes sobre a administração dos seus recursos; e contribuir para a eficiência e a solidez dos mercados financeiro, de capitais, de seguros, de previdência e de capitalização”.

As ações da Enef deveriam ser oferecidas por instituições públicas ou privadas e serem obrigatoriamente gratuitas, de interesse público, não podendo ter caráter comercial e não podendo recomendar produtos ou serviços financeiros. O foco esteve na educação de crianças, jovens e adultos. Para as crianças e jovens, chegou através de programas desenvolvidos nas escolas, com orientação do MEC.

Educação financeira infantil deve começar em casa e nas escolas
A educação financeira infantil mostrou-se tema relevante até mesmo com uma medida que decreta esse ensinamento nas escolas

Educação financeira infantil nas escolas

Ainda como parte do decreto que estabeleceu a Enef, o Programa de Educação Financeira nas Escolas é formado por dois projetos – Ensino Médio e Fundamental. É composto por um projeto pedagógico e um conjunto de livros por níveis de ensino, que propõem atividades educativas para o ensino de finanças.

Ao contrário do que pode parecer, não é uma educação baseada em cálculos e sim em planejamento e compreensão do mercado. A proposta é aproveitar que ainda na escola se aprende a viver em sociedade e a tomar decisões que influenciarão no futuro.

As orientações financeiras na escola têm como objetivo melhorar a compreensão das crianças sobre conceitos e produtos financeiros, desenvolver os valores e as competências para tomar decisões sobre riscos financeiros, e fazer escolhas bem informados.

A proposta, que pode também ser usada por pais para educar seus filhos, é de um trabalho multidisciplinar que abrange os seguintes tópicos:

“formar para a cidadania; educar para consumir e poupar de modo ético, consciente e responsável; oferecer conceitos e ferramentas baseada em mudança de atitude; formar disseminador; ensinar a planejar a curto, médio e longo prazos; desenvolver a cultura da prevenção; possibilitar a mudança da condição atual”.

Como ensinar educação financeira para crianças

Algumas propostas no documento “Orientações Para Educação Financeira nas Escolas” podem e devem ser aplicadas pelos pais. Não só aplicadas, mas ensinadas também em casa, para desenvolver um conhecimento mais pleno da criança e do jovem para o mercado de finanças. Os tópicos a seguir são baseados nas orientações oficiais desse documento, elaborado com a Enef.

1. Ensinar a montar um planejamento financeiro e a segui-lo;
2. Pagar corretamente seus impostos;
3. Doar aquilo que não é mais utilizados;
4. Compreender os “cinco Rs do consumo consciente: refletir, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar o que consumir”;
5. Antes de concretizar uma compra, pesquisar os preços para ajudar na melhor escolha;
6. Adquirir produtos de empresas regularizadas e com responsabilidade social;
7. Sempre exigir a nota fiscal;
8. Avaliar qual a melhor opção e começar a fazer uma poupança;
9. Manter um equilíbrio no consumo, avaliando se o produto ou serviço que se pretende adquirir é realmente necessário;
10. Conhecer os investimentos além da poupança para ajudar na decisão de onde é melhor aplicar o seu dinheiro.

É claro que para ensinar, os pais devem aplicar o que dizem também. Manter uma saúde financeira é para o bem de toda a família. Ensinar o hábito de poupar desde cedo certamente trará benefícios para a saúde financeira individual dos filhos, a longo prazo.

Reflita sobre como é possível ajudar desde cedo. Com as orientações do documento da Enef citadas acima, já é possível fazer muita coisa pelos filhos no que tange a educação financeira. Ensinar o consumo consciente, a desapegar do que não é mais necessário e, principalmente, a importância do dinheiro e do planejamento financeiro.

Você pode considerar até mesmo abrir uma conta para seus filhos e começar o ensino na prática da poupança. A educação financeira infantil de nada vai adiantar também se não houver modelos em quem se inspirar. E uma educação completa não é aquela aprendida apenas na escolas, mas em todos os círculos da criança e do jovem.

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Redação
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