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Como fugir do endividamento?

Escrito por: Rafael Massadar em 12 de abril de 2019

O endividamento aumentou entre as famílias brasileiras. É o que constatou uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com o estudo, 62,4% das famílias brasileiras estavam endividadas em março deste ano. Trata-se do maior patamar desde setembro de 2015.

O levantamento considera dívidas com cheque pré-datado, cartão de crédito e cheque especial. Além de carnês de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro.

Ainda de acordo com a pesquisa, a inadimplência também cresceu. Em março de 2019, 23,4% das famílias brasileiras estavam inadimplentes.

Neste caso, o cartão de crédito foi apontado como o principal vilão.

Os principais causadores dos endividamentos das famílias brasileiras são:

– cartão de crédito – 78%;
– carnês – 14,4%;
– financiamento de carro – 10%.

O tempo médio de atraso também subiu. Foi de 64,4 dias, em março de 2018, para 64,5 dias, em março de 2019.

Já a parcela média da renda comprometida com dívidas diminuiu na comparação anual. Passou de 29,4%, em fevereiro de 2018, para 29,1%, em fevereiro de 2019.

endividamento

Controle seus gastos no cartão de crédito

O cartão de crédito continua sendo o maior vilão das finanças dos brasileiros e principal agente do endividamento.

No entanto, se bem usado, pode ser um aliado no seu planejamento financeiro.

Afinal, não é fácil resistir às tentações que o mercado oferece hoje em dia, não é mesmo? Com tantos produtos disponíveis e facilidade de pagamento, fica difícil não comprar mais do que o necessário.

Por isso, é importante realizar um planejamento financeiro. Com ele, você sabe exatamente o valor de suas receitas, despesas e quanto será preciso economizar para atingir objetivos.

Como controlar melhor os seus gastos no cartão de crédito? A primeira coisa é evitar o acúmulo de parcelas.

Tente parcelar apenas aquelas compras que você não conseguiria pagar à vista. Se tem duas coisas para comprar, dê prioridade para a que é mais essencial e deixe a outra para o mês seguinte.

Pague o valor total da fatura. Ao pagar o valor mínimo, você aumenta o nível de endividamento e, muitas vezes, torna as faturas impagáveis. É o chamado efeito “bola de neve”.

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Cheque especial também é causador do endividamento

O cheque especial também é um dos maiores causadores do endividamento dos brasileiros. Principalmente, entre aqueles que permanecem meses sem se preocupar em sair desta situação.

Resultado: quando percebem, estão devendo uma enorme quantia de dinheiro sem saber que isso aconteceu devido aos altos juros do cheque especial.

Essa história é muito comum e leva à ruína financeira de muitas famílias.

O ideal é que você entenda que o cheque especial não faz parte da sua renda mensal. Portanto, não deve ser usado.

Para isso, faça uma análise de seus gastos. Se entrou no cheque especial, só existe um jeito de se livrar dele: pagando a dívida!

Confira com o seu banco as condições de negociação da dívida. Na maioria das vezes, as instituições financeiras permitem o parcelamento do valor devido, com acréscimo de juros.

Ao optar por isso, você corre o risco de perder o limite do cheque especial.

Uma solução simples e vantajosa é substituir a dívida do cheque especial por outra com taxas de juros mais baixas.

Entenda como funciona o empréstimo pessoal e não perca mais tempo com juros altos.

Fuja do endividamento!

O primeiro passo para não se endividar é aprender a controlar os gastos de acordo com seu salário. Embora seja uma regra simples, são pouquíssimas as pessoas que conseguem segui-la.

Geralmente, há um descontrole e as pessoas acabam gastando mais dinheiro durante o mês do que recebem no mesmo período.

Portanto, é preciso encarar sua própria realidade e ajustar o seu padrão de vida às suas condições financeiras.

Uma forma de evitar gastar mais do que recebe é fazer uma planilha para controlar seus gastos.

Há, inclusive, modelos de planilhas financeiras disponíveis gratuitamente na internet. No entanto, se você preferir, pode usar um aplicativo específico.

Na planilha, é preciso registrar todas as despesas e receitas, separando-as por categorias bem definidas. Assim, você saberá de onde vem o dinheiro e para onde ele vai.

Contudo, existirão gastos eventuais, que também precisam ser lançados. Da mesma forma, ganhos esporádicos devem ser registrados.

Não importa se o gasto é aparentemente insignificante, ele precisa ser registrado na planilha.

Por fim, acabe de vez com os gastos supérfluos. São aqueles que só servem para onerar as finanças e aumentar suas dívidas!

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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