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Com as inovações do setor bancário, como fica o mercado de câmbio?

Tempo de leitura: 4 minutos
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O setor bancário tem inovado bastante nos últimos anos, tanto na segurança quanto na melhoria de experiências do cliente com o setor financeiro e do mercado de câmbio. Até porque esse segmento faz parte da vida de todos os brasileiros ou grande parte deles.

Porém, é comum muitos terem dúvidas ou até mesmo não conhecerem a fundo a complexidade do sistema bancário. De acordo com uma pesquisa do Ibope realizada em 2019, menos da metade dos entrevistados sabem dizer quanto gastam em tarifas bancárias. 

Isso porque essas são despesas com pacote de serviços, anuidades, saques de cartões de crédito e taxas de transferências que custam aos clientes, em média, um salário mínimo por ano. A informação é de um levantamento do IDEC do ano passado. No mercado do câmbio, isso não é diferente.

+ Entenda a variação de câmbio e como conseguir os melhores preços

E é muito comum as pessoas terem dúvidas, principalmente no mercado de câmbio que apesar de estar presente na vida de muitos brasileiros, nem sempre é tão utilizado por eles.

Para se ter uma ideia, em um estudo realizado em 2019 pela Wise com a Rock Content, mais de 94% dos entrevistados afirmaram saber o valor que pagam para enviar dinheiro internacionalmente.

Porém, apenas 8,7% tinham conhecimento sobre o spread no valor do câmbio, que é o  valor extra referente à diferença entre a taxa de compra e venda, e que varia entre instituições. 

Falta de transparência no mercado cambial faz com que a população não invista

Além do pouco conhecimento sobre finanças e mercado cambial, a falta de transparência é mais um motivo para os investimentos estarem concentrados em poucas instituições financeiras. 

Acha que isso pode ser impossível? Então veja o que o Relatório de Economia Bancária (REB), divulgado pelo Banco Central em junho de 2020 nos mostra: as cinco maiores instituições financeiras do Brasil ainda concentram mais de 79% dos ativos totais e mais de 82% dos depósitos. 

E no setor do mercado cambial, as 10 maiores instituições concentram mais de 80% do valor total das operações. 

Isso mostra que os brasileiros acabam investindo no mercado cambial e em outros ativos, nas instituições bancárias que já possuem conta bancária ou qualquer outro tipo de serviço bancário.

tela escura com gráficos
O mercado de câmbio vem ganhando cada vez mais espaço com as pessoas transferindo dinheiro de um país para outro

Porém, as fintechs surgiram para apoiar as mais variadas demandas financeiras, aumentando a concorrência no setor e melhorando a experiência do cliente. 

E esses novos modelos de negócio movimentaram o mercado e contribuíram para a democratização do acesso a soluções que, até então, eram usadas apenas por uma parcela da população. 

Dois exemplos disso são o Pix e o Open Banking, que oferecem benefícios como rapidez e transparência nas transações, e devem acirrar ainda mais a disputa por clientes. É importante destacar que ambas disponibilizam maior acessibilidade, economia e autonomia dos serviços financeiros digitais.

Mercado de câmbio: movimentação entre fronteiras

Com as novas tecnologias e um boom de inovações do setor bancário, a movimentação de dinheiro entre fronteiras se tornará algo cada vez mais fácil.

Essa notícia é boa, inclusive, pelo fato de que fortalecerá um ecossistema financeiro mais amplo e globalizado – cada vez mais necessário.

Por esse motivo os fatores de urgência e relevância de esforços com foco na evolução do setor são observados em um novo Projeto de Lei. Este, já tramitou e está aprovado, desde fevereiro. Ele institui novas regras ao mercado cambial.

Mas do que trata essa nova medida? Ela propõe um marco legal e mais moderno, além de conciso. Ele ainda deve unificar as regras e guiar as condutas. Tal iniciativa foi proposta pelo Banco Central (BC) do Brasil.

E, além disso, ela trará inovação e competitividade, permitindo que novas modalidades de empresas, incluindo as corretoras de câmbio, possam atuar neste mercado.

Pix traz maior disponibilidade de liquidação no mercado cambial

Outro ponto importante é que, no âmbito internacional, as novas tecnologias devem permitir que transferências ganhem ainda mais agilidade e com um custo ainda menor. Isso traz uma efetividade e maior custo benefício favorável.

Um exemplo é o Pix, que aumenta a disponibilidade de liquidação de pagamentos a qualquer dia e horário, com flexibilidade e comodidade. Já o Open Banking, este apoia a maneira que as instituições gerenciam os dados dos clientes.

Isso dá ainda mais autonomia ao consumidor. Além disso, seus impactos positivos e avanços já têm sido vistos na economia. E, juntos, eles são ainda mais relevantes e abrangentes ao setor e ao mercado financeiro.

Há, ainda, a possibilidade de mais produtos ganharem vida e serem desenvolvidos para favorecer a população, principalmente e inclusive no mercado de câmbio.

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Juliana Favorito
Jornalista apaixonada em escutar e escrever histórias, mas que também tem uma queda pelo Marketing Digital. Com experiência em redação, social mídia e marketing ela gosta de sempre estar atualizada sobre a área da comunicação. E como uma boa carioca, não dispensa uma praia.

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