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Juros do rotativo: entenda como funcionam

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Quem nunca se atrapalhou com os juros do rotativo do cartão de crédito que atire a primeira pedra. Eles entram em funcionamento quando o valor total da fatura não é pago integralmente.

Ou seja, quando o titular paga somente parte dos gastos, como a quantia mínima. O saldo que fica de um mês para o outro volta posteriormente, acrescido de juros.

Sendo assim, o rotativo do cartão de crédito funciona mais ou menos como um “pequeno empréstimo”.

O banco cobre as despesas do cliente em um mês, mas em seguida exige uma taxa sobre o serviço prestado e o valor pago.

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Como funciona o crédito rotativo?

As novas regras do cartão de crédito surgiram da alteração no regulamento do Banco Central, que entrou em vigor no mês de junho de 2018.

Essas novas regras foram tomadas visando mitigar a bola de neve gerada pelos juros rotativos do cartão, também conhecidos como crédito rotativo.

A partir das novas regras do cartão de crédito, os clientes podem ficar no máximo 30 dias no rotativo.

Em outras palavras, a opção de pagamento mínimo da fatura só poderá ser utilizada uma vez. Após essa utilização, o cliente só poderá fazer isso novamente após quitar todo o saldo do rotativo.

No vencimento da próxima fatura o cliente terá apenas duas opções:

  • Pagar o valor integral da fatura;
  • Parcelar o saldo do rotativo do cartão de crédito.

O parcelamento em questão será feito de acordo com as opções oferecidas por cada instituição financeira.

De acordo com as novas regras, o parcelamento do saldo devedor deverá ser com uma taxa de juros menor que a cobrada pelos bancos no rotativo do cartão.

Dessa forma, o cliente só terá a opção de realizar o pagamento mínimo da fatura novamente quando quitar o saldo devedor.

Taxas ainda são as maiores do mercado

Apesar da mudança nas regras dos juros rotativos, eles ainda são os maiores do mercado. Portanto, evitá-los é a melhor estratégia.

No mês de maio, os juros do cartão de crédito registravam o valor de 305% ao ano. Em abril, tomar dinheiro emprestado no cartão custava 315,3% e, em março, 328,9% ao ano.

Considerando a taxa atual do cartão de crédito, uma dívida de R$ 1.000, adquirida agora, passará a custar R$ 4.003 em junho de 2021 se as condições se mantiverem. Ou seja, o valor é quatro vezes maior.

5 dicas para não cair nos juros rotativos

Apenas usando seu cartão de crédito de maneira correta é possível evitar os juros do rotativo e cair em dívidas que você não consegue resolver. Portanto, confira algumas dicas para melhorar seu controle financeiro e evitar problemas:

1 – Faça um planejamento de compras

Gastos impulsivos no cartão de crédito são um grande risco. Nem sempre utilizar a função crédito é a melhor opção para uma compra e ter consciência de seus gastos é essencial.

Sempre que o valor do produto for baixo e você tiver dinheiro em espécie ou no débito faça o pagamento na hora, evitando taxas, juros e uma fatura mais alta que o necessário.

Ou seja, pense também em compras futuras que não poderão ser evitadas. Se você sabe que tem um gasto grande para ser feito no mês seguinte e que precisará do limite do seu cartão livre ou irá gerar uma fatura muito alta, talvez seja melhor evitar uma compra no crédito.

2 – Tenha controle financeiro

Saber quando e onde você está usando seu cartão de crédito é essencial para evitar dívidas ou situações que resultem em juros rotativos.

Controlar os custos, qual o valor que já está acumulado para a próxima fatura e até qual valor você é capaz de pagar é essencial.

Controle financeiro ainda te ajuda a identificar fraudes de cartão, duplicação de cobranças e cobranças indevidas.

Apenas sabendo onde o cartão está sendo usado é possível identificar essas irregularidades na fatura. Sempre confira as compras antes de realizar o pagamento.

3 – Pense duas vezes antes de parcelar

O parcelamento é muito bom para evitar um valor mais alto no mês seguinte, porém ele também significa que você vai passar mais tempo pagando por uma compra.

Talvez os R$80 reais da parcela não sejam um problema dentro de 30 dias, mas em três meses podem fazer a diferença entre conseguir ou não pagar uma fatura.

Evitar o parcelamento, quando possível, é sempre a melhor opção, principalmente quando juros são cobrados no parcelamento. O controle financeiro pode te ajudar muito a decidir sobre isso.

4 – Cuidado com datas de vencimento

A data de vencimento do seu cartão, em geral, é decidida pelo usuário. Esquecer de pagar dentro do prazo faz com que juros sejam cobrados e pode gerar dívidas muito grandes e te fazer perder o controle.

Tome sempre cuidado para não atrasar o pagamento e escolha uma data na qual você sabe que terá dinheiro. De nada adianta colocar o vencimento da fatura para o fim do mês se você sabe que seu salário não dura até lá.

Organizar suas finanças para ter dinheiro para pagar essa conta dentro do prazo é essencial.

5 – Utilize tecnologias de controle de gastos

Controlar quanto se está gastando no crédito pode ser difícil, principalmente se você não está acostumado. Existem diversos aplicativos e planilhas que podem ajudar no controle financeiro.

Muitos softwares são interligados com o aplicativo do seu cartão, de forma que toda vez que você o utiliza os dados da compra são automaticamente inseridos no programa.

Eles te mostram quando e onde a compra foi feita, quanto já foi gasto do seu limite, qual o valor da fatura seguinte até aquele momento e as taxas de juros.

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