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Mesada inteligente: como ensinar crianças a lidar com o dinheiro

Escrito por: Rafael Massadar em 25 de março de 2019

A mesada inteligente é uma das melhores maneiras de ensinar crianças a lidar com o dinheiro.

Através dela, é possível mostrar desde cedo aos seus filhos como economizar e dar valor ao dinheiro.

Afinal, é de pequeno que se aprende. Ações como essa, talvez, pudessem evitar que o Brasil ocupasse a 74ª posição no nível de educação financeira do mundo.

E por falar em finanças do povo brasileiro, hoje são 62 milhões de endividados. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio (CNC)

As dívidas das famílias giram em torno do cartão de crédito e cheque especial. Além de carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro.

Portanto, a mesada inteligente pode ser importante para a vida econômica do seu filho.

Ela é uma das sementes para o planejamento financeiro, pois ensina a autodisciplina necessária para economizar dinheiro para projetos futuros, quer seja aposentadoria, viagens ou outras despesas na vida adulta.

Mesada inteligente

Qual o momento certo de dar a mesada inteligente?

O ideal é que a mesada inteligente tenha início quando seu filho já entenda como fazer contas de somar, subtrair, multiplicar e dividir.

Assim, ele poderá inciar a familiarização com o dinheiro ao efetuar pequenas compras, como comprar um doce.

No entanto, alguns especialistas apontam que o momento certo é a partir dos 6 ou 7 anos.

Portanto, isso varia com a maturidade e as necessidades de cada criança. Um bom indicativo é a própria demanda por parte dos pequenos.

A partir dos 12 anos, a criança já tem consciência do dinheiro, da necessidade de mantê-lo por um período mais longo economizando e até mesmo poupando para conseguir conquistar objetivos maiores.

No início, é recomendado que a mesada inteligente seja, na verdade, um pagamento semanal.

A criança tem dificuldade em compreender a noção de longo prazo e tende a gastar todo o dinheiro do mês de uma só vez.

Com o passar dos anos, o valor pode passar a ser quinzenal e, posteriormente, mensal.

Portanto, a periodicidade depende da maturidade da criança. O mais indicado é que até os 5 anos ela seja eventual, dos 6 aos 8, semanal, de 9 a 11, quinzenal, e acima de 12, mensal.

Como deve ser a mesada inteligente?

A mesada inteligente deve ter um valor fixo. Ela deve ser entregue a criança para que ela a gaste com despesas como lanches e petiscos, brinquedos e objetos de pequeno valor.

Determine o valor e ensine a criança a controlar os gastos. Se ela gastar demais, você não dará mais nenhum centavo até o mês seguinte.

E nada de adiantamentos, pois a criança pode se acostumar a pedir “socorro” financeiro e, com isso, não irá controlar suas despesas.

Ensine aos filhos a aproveitar essa mesada ou semanada para aprender a poupar e investir. Se puder abrir uma conta para ele ou comprar um cofre, melhor.

Ajude-o ainda a verificar quanto está poupando e em que pode investir ou juntar para comprar determinados produtos.

No entanto, não se esqueça de que os pais sempre são a primeira referência da criança. Por isso, o modo como lidam com o dinheiro também vai influenciar na maneira como vão se relacionar com as finanças.

Nesse caso, a melhor dica é dar o exemplo e evitar discutir dívidas e pagamentos do casal na frente das crianças.

Deixe seus filhos errarem e ensine a poupar

Um velho ditado diz que “é errando que se aprende”. Em algum momento, seu filho tomará alguma decisão equivocada e o dinheiro da mesada inteligente vai acabar antes do desejado.

Nessa hora, é aconselhável explicar para ele o que fez de errado e como podem fazer certo no próximo mês. Dessa maneira, eles aprenderão mais fácil e rápido como lidar com o dinheiro.

Lembre-se que a poupança é outro benefício que a mesada traz para a educação financeira dos pequenos. Ela estimula a criança a encontrar objetivos para esse dinheiro, e ainda ensina a suportar a espera.

Portanto, até os 5 anos, estimule seu filho a fazer uma “micropoupança”. Assim, ele pode juntar dinheiro por algumas semanas para comprar um brinquedo barato ou qualquer coisa de baixo valor.

Quando as crianças estão um pouco mais velhas, depois dos 11 anos, os pais podem incentivar a poupança de uma parte da mesada por mês.

O mais importante é o estímulo à capacidade de esperar e à possibilidade de fazer escolhas com o dinheiro guardado.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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