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Plano de saúde com coparticipação: como funciona?

Escrito por: Redação em 12 de setembro de 2019

O plano de saúde com coparticipação pode ser uma alternativa para quem deseja ter serviços médicos, sem pagar muito.

Ele é parecido com o plano de saúde tradicional, seja individual ou coletivo.

A diferença é que, com coparticipação, o usuário paga, além da mensalidade, por cada serviço utilizado.

Como por exemplo, consultas, exames, procedimentos ou internações. Em geral, esse tipo de seguro apresenta uma mensalidade mais baixa.

É necessário, porém, avaliar se vale a pena contratar um plano desse tipo.

Isso porque o consumidor terá que pagar uma taxa a cada vez que passar por uma consulta ou fizer um exame.

Plano de saúde com coparticipação
Os planos de saúde com coparticipação cobram uma taxa sobre os serviços utilizados

Tal taxa varia de uma seguradora para outra. Ela pode ser cobrada por meio de um valor fixo ou um percentual, determinado pelo próprio plano, conforme previsto em contrato.

Uma consulta pode custar R$20 ou 20% do valor previsto na tabela da prestadora.

De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a operadora só está proibida de cobrar o valor integral do procedimento.

Por esse motivo, o consumidor deve ficar atento. Quando optar por esse plano, o ideal é observar atentamente o que dispõe no contrato.

Sobretudo em relação ao repasse dos valores e os reajustes.

O que é cobrado no plano com coparticipação?

O plano de saúde com coparticipação, hoje em dia, é aquele em que o usuário paga uma parcela pelos serviços utilizados, além do valor fixo mensal.

Entre os serviços cobrados estão:

Consultas médicas – O valor é cobrado por consulta. Porém, vale ressaltar que não será cobrada coparticipação no retorno dentro do prazo de 30 dias.

Exames simples – São cobrados por exame e não por coleta. Caso seja necessário fazer uma coleta de sangue, isso não quer dizer que irá pagar o valor referente a um exame.

Através de uma coleta poderão ser feitos vários tipos de exames, como por exemplo: hemograma, triglicerídeos, Colesterol, Glicose, TSH e etc. Geralmente em um check-up básico é necessário fazer em torno de 10 a 15 exames simples.

Exames especializados – Os exames especializados são cobrados individualmente. Se precisar, por exemplo, de uma ressonância magnética, será cobrado o valor referente a um exame especializado.

Internações – É o mesmo caso dos exames especializados. Será cobrado o valor da coparticipação referente à internação, indiferente se a internação for de um dia ou dez dias.

Não será cobrada coparticipação sobre os exames realizados em regime de internação.

Quando o plano de saúde com coparticipação é útil?

Plano de saúde com coparticipação

Em decorrência da crise financeira brasileira, cerca de 70% dos brasileiros não têm plano de saúde particular.

Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o Ibope.

A mesma pesquisa aponta que 56% acreditam que a saúde pública piorou nos últimos 12 meses.

Por esse motivo, o plano de saúde com coparticipação é uma forma de trazer maior segurança a todo e qualquer usuário em um momento de crise.

Com a pequena taxa cobrada, é possível ter um plano de saúde com mensalidades mais baixas que as praticadas no mercado.

O serviço com coparticipação é indicado para pessoas que utilizam pouco o atendimento de saúde.

E quando esse plano não é indicado?

Os especialistas apontam que o plano de saúde com coparticipação não é indicado para quem tem uma doença preexistente.

Ele também não vale a pena para uma gestante ou quem planeja ter um filho.

Um plano de saúde na modalidade completa pode ser o ideal para aqueles que pretendem fazer plano familiar que inclua crianças pequenas.

Isso porque a probabilidade de agendamento de consultas e exames com frequência ao longo do mês é grande.

Geralmente, esse perfil de usuário não faz parte da população idosa. Porque requer maior atenção médica na maioria das vezes.

Além disso, com o plano completo, você pagará mensalmente o preço acordado no contrato e nenhum outro valor a mais para agendar as especialidades desejadas.

Independentemente do número de procedimentos realizados mensalmente.

Como é feita a cobrança na coparticipação?

A cobrança da taxa de coparticipação não é feita mediante a utilização do plano.

O valor referente à utilização da coparticipação é acrescentado ao valor mensal recebido na mensalidade do plano de saúde.

Por outro lado, devido à crise econômica, os planos de saúde estão passando por uma crise.

Afinal, seus clientes estão migrando para a saúde pública. Por isso, estão pleiteando cobrar franquia e coparticipação em consultas e exames.

Caso a operadora não esclareça alguma das condições do serviço e o consumidor acabe prejudicado por isso, a orientação é reclamar à ANS.

Procure também o Procon da cidade e, em último caso, acione a Justiça.

Redação

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