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Pós-Reforma da Previdência: poupar para garantir futuro

Escrito por: Paula Vieira em 7 de novembro de 2019

No dia 23 de outubro, foi aprovada a nova Previdência. Ela define como regra para aposentadoria a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens dos setores público e privado.

O tempo mínimo de contribuição passou a ser de 15 anos para mulheres e 20 para homens que atuam na iniciativa privada.

Por outro lado, no setor público é de 25 anos para os dois, exigindo ao menos dez anos de carreira e cinco no cargo.

Novas regras para aposentadoria
Novas regras para aposentadoria começam a valer com a Reforma da Previdência

Quem pagar o mínimo do tempo, vai receber 60% do valor médio de todos os salários que sofreram descontos da contribuição. Quando passar deste período, serão somados dois pontos percentuais por ano de contribuição.

A fim de entender os impactos que a reforma pode gerar na vida do brasileiro e o melhor caminho para planejar o futuro, o FinanceOne conversou com a representante da agenda de Educação Financeira da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Adriana Toledo.

Como se planejar para a aposentadoria

Hoje, o brasileiro vive 76 anos em média. O que também é um fator que motivou a reforma da previdência.

Porém, é comum pessoas idosas se endividarem devido a saúde ou para ajudar a família, o que mostra a necessidade de se planejar para poupar a vida toda.

“A educação financeira tem o propósito de levar a diretriz de poupar para a população. O ideal, pensando na aposentadoria, é poupar desde o primeiro ano de trabalho”, afirmou Adriana.

Para garantir conforto no futuro, o primeiro passo é colocar no papel quanto você ganha e equalizar com quanto gasta.

Uma dica para quem recebe acima do teto do Regime Geral é diversificar investimentos, além de pesquisar por produtos de mercado de seguros voltados para a aposentadoria, como PGBL e VGBL, que tratam de seguro de vida e previdência aberta, por exemplo.

No site da Susep e no Meu Futuro Seguro é possível, por meio do CNPJ das instituições supervisionadas, consultar o desempenho dos fundos de investimento previdenciários.

Com o número do processo Susep do plano o consumidor também pode simular valores de renda de produtos como PGBL e VGBL.

Endividado? Saiba como sair do buraco

Se você está endividado e não sabe por onde começar, é hora de replanejar o seu orçamento e se livrar das armadilhas do estímulo de consumo, pensando o que realmente precisa comprar.

Além da Superintendência de Seguros Privados (Susep), entidades como o Banco Central (BCB), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), disponibilizam, gratuitamente, várias ferramentas, que ajudam a educar o consumidor para que ele se livre do endividamento.

O material oferecido pela Susep é o Guia de Orientação e Defesa do Consumidor, que conta com diversas cartilhas.

Além dele, está disponível para download o livro TOP Planejamento Financeiro Pessoal, produzido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em parceria com a Associação de Planejadores Financeiros (PLANEJAR) e colaboração dos técnicos da Susep.

A obra, que aborda todos os temas da educação financeira, contou com a participação da autarquia na revisão dos capítulos sobre previdência e gestão de riscos.

Outro material bastante rico sobre o tema é o do programa Cidadania Financeira, do BCB, que disponibiliza diversos conteúdos gratuitos na internet.

Confira outros pontos abordados na conversa com a representante da Superintendência de Seguros Privados:

Reformas tributária e administrativa são necessárias’

Além da reforma da previdência, o governo pretende realizar a administrativa e tributária.

De acordo com Adriana Toledo, há decretos que instruem todos os órgãos da Administração Federal, como a Susep a economizar gastos públicos por meio da simplificação e desburocratização de suas atividades.

“A estrutura organizacional da Casa foi revista. Reduzimos o número de funções comissionadas, elevamos níveis estratégicos, criamos diretoria específica para o mercado de seguros privados que a Autarquia regula, também revimos todos os contratos em vigor”, detalhou.

“A estrutura organizacional da Casa foi revista. Reduzimos o número de funções comissionadas, elevamos níveis estratégicos, criamos diretoria específica para o mercado de seguros privados que a gente regula, também revimos contratos e folha de pagamento”, detalhou Adriana.

Mercado de seguros está otimista para mudanças

A Susep está prestes a encerrar o prazo da consulta pública para o Sandbox Regulatório.

Ele abre portas para a entrada de novos produtos no mercado com tecnologia diferenciada, aliada à redução de preços ao consumidor.

Como por exemplo, os seguros personalizados, que podem ser contratados com apólices temporárias.

Essa é uma das formas que a entidade utiliza para incentivar a concorrência e a inovação no mercado de seguros.

No site da Susep e no Meu Futuro Seguro há uma ferramenta para o consumidor acompanhar os planos PGBL e VGBL.

Por meio desse número, a entidade avalia a qualidade do produto, a confiabilidade da empresa e a rentabilidade do plano.

Susep no combate de fraudes de seguros privados

A Susep conta com uma área de fiscalização de conduta. Além disso, está em andamento uma parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para fortalecer o atendimento ao público.

O papel da Superintendência de Seguros Privados, por sua vez, não é agir diretamente na defesa do consumidor, mas monitorar a conduta do mercado para melhorar esta relação com consumidor.

Por outro lado, passar o problema para a pasta que atende especificamente esse público enquanto busca a solução com a seguradora que responde pelo produto.

A entidade tem um canal de atendimento ao público pela internet e pelo telefone 0800 0218484. As reclamações registradas são enviadas às ouvidorias das empresas.

A entidade oferece atendimento ao público pela internet e pelo telefone 0800 0218484. As reclamações registradas são enviadas à ouvidoria das empresas.

Caso a seguradora não resolva o problema, o consumidor pode abrir um processo na Susep, que vai iniciar uma investigação sobre a conduta da empresa.

Se houver comprovação da irregularidade, portanto, a empresa será multada.

Paula Vieira

Jornalista formada pela UNESA, com passagens pelo Jornal Lance! e INFO4. Atualmente, exerço as funções de analista de conteúdo na Afilio e repórter no FinanceOne.

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