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Quais são as barreiras para maior inclusão financeira?

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Apesar de a inclusão financeira no Brasil ter evoluído, ainda existem pessoas que não conseguem acessar serviços básicos relacionados às finanças. Mas quais são as barreiras que impedem isso?

Para compreender essa questão, é preciso entender o que é, afinal, a inclusão financeira. O termo pode ser interpretado como o acesso a produtos financeiros como conta corrente, poupança, pagamentos e crédito.

No site do Guia dos Bancos Responsáveis – uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) com o apoio da Oxfam Novib -, a entidade simplifica bem a ideia do termo.

“A inclusão financeira pode contribuir para o desenvolvimento sustentável de países como instrumento de redução da pobreza, bem como um meio para combater a desigualdade”.

Ainda ressalta que, a nível nacional, o governo possui o papel de regulador e facilitador. Já as instituições financeiras podem desempenhar um papel vital no fornecimento de acesso ao financiamento para todos os grupos de renda em uma sociedade.

Partindo desta ideia, é possível começar a entender quais são as barreiras para uma maior inclusão financeira no Brasil e no mundo.

Montar uma reserva de emergência
Milhões de brasileiros ainda enfrentam barreiras para maior inclusão financeira

Desinformação pode atrapalhar acesso a produtos financeiros

Uma das barreiras que ainda atrapalha o processo de inclusão financeira se manifesta na série de exigências para abertura de contas. Isso acontece principalmente em intuições mais tradicionais.

Pessoas que não cumprem todos os pré-requisitos acabam ficando de fora, o que é um problema mais comum nas classes C, D e E, de acordo com o banQi. E mesmo quando conseguem, ainda há as taxas.

Esta é mais uma barreira que pode ser apontada. Em muitos bancos ainda é comum que se cobrem taxas de manutenção, transferências e outros serviços essenciais.

São valores que, em um primeiro momento, parecem pequenos, mas que ao longo do tempo podem representar o comprometimento de uma boa parcela da renda de clientes com baixa renda.

Mas a inclusão financeira não se resume à abertura de contas. Afinal, muitas pessoas que possuem suas contas ainda são, por diversas vezes, exploradas e mal informadas sobre seus direitos e possibilidades.

Educação financeira é essencial para que as pessoas com acesso aos serviços tenham autonomia para fazer boas escolhas. A ausência disso resulta em milhões de brasileiros inadimplentes e outros muitos propensos a criar dívidas.

“É necessário que as instituições financeiras evidenciem os direitos dos consumidores e riscos de produtos e serviços oferecidos a comunidades vulneráveis. Entretanto, faltam políticas nesse sentido por parte de todos os bancos”, consta em análise do Guia dos Bancos Responsáveis.

De acordo com a organização, porém, quase todos os bancos alegam integrar a educação financeira em seus portais e produtos e serviços. As únicas exceções mencionadas são BTG Pactual e Safra.

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Inclusão financeira cresceu no Brasil

De acordo com a Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (Ancord), em 2017, o Brasil ficou em segundo lugar no ranking da inclusão financeira e digital.

O levantamento, que analisou a evolução desses aspectos em 26 países em desenvolvimento, foi realizado pelo Instituto Brookings a partir do ano de 2015. A pesquisa considerou quatro aspectos da inclusão financeira:

. comprometimento do país com o assunto;
. capacidade móvel;
. ambiente regulatório; e
. adoção de serviços financeiros tradicionais e digitais.

Apesar disso, ainda há barreiras a serem vencidas, como mencionado anteriormente. Parte disso pode-se relacionar com as ações voltadas para a causa por parte de instituições financeiras.

O Guia dos Bancos Responsáveis fez um ranking dos bancos com ações voltadas para a inclusão. Em último lugar ficaram empatados o Safra e BTG Pactual. Em primeiro, ficou o BNDES.

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Tamires Silva
Jornalista e Redatora do FinanceOne, onde suas finanças começam.

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