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Quando financiamento estudantil vale a pena?

Escrito por: Bruna Somma em 1 de agosto de 2019

O financiamento estudantil é uma solução para quem não pode arcar com altas mensalidades de universidades particulares. Considerando uma parcela de R$800, por exemplo, o investimento em quatro anos seria de R$38.400.

Isso sem falar nos cursos de Medicina ou de universidades de primeira linha, em que o custo é ainda maior.

A vida acadêmica também gera despesas com livros, transporte e alimentação. Ao colocar tudo na ponta do lápis, nem sempre o orçamento fecha.

O que acaba refletido nas pesquisas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), menos de 20% dos brasileiros têm nível superior.

O financiamento estudantil pode ser uma opção para conseguir o diploma de nível superior
O financiamento estudantil pode ser uma opção para conseguir o diploma de nível superior

Para facilitar o ingresso ao ensino superior, o governo e instituições financeiras privadas desenvolveram programas de financiamento estudantil.

É uma maneira, portanto, de facilitar o pagamento com juros mais baixos e prazo maior.

O do governo, por sua vez, é o Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior (FIES). Mas, será que ele vale a pena?

Isso é variável e depende das possibilidades financeiras de cada um.

Como funciona o FIES?

O FIES é um programa para financiar a graduação de pessoas de baixa renda. É importante esclarecer que ele não é uma bolsa de estudos. Dessa forma, o curso não sai de graça.

Funciona na seguinte maneira: o aluno “pede emprestado” o valor das mensalidades e deve pagar de volta de acordo com o que está estabelecido no contrato.

Em 2010, a taxa de juros foi estipulada em 3,4%. Com período de carência de 18 meses e amortização de três vezes o tempo de duração regular do curso mais 12 meses.

A partir de 2015, os financiamentos passaram a ter taxa de juros de 6,5% ao ano.

Ao se formar, o profissional tem tempo para se organizar financeiramente e começar a pagar a dívida de volta ao governo. O prazo é variável conforme a duração do curso financiado.

O que é necessário para aderir ao FIES? O estudante deve ser participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ter feito, pelo menos, 450 pontos na média das provas.

Além de obter nota maior que zero na redação. Outro pré-requisito é apresentar renda familiar que seja compatível com a edição do processo seletivo.

Não é aceito no programa quem já foi beneficiado pelo FIES, está inadimplente com o Programa de Crédito Educativo (PCE/CREDUC) e tenha orçamento bruto mensal acima do permitido.

Quais são as condições de financiamento?

O financiamento pelo FIES pode ser solicitado a qualquer período do ano, conforme a seguinte ordem:

1º passo: acesso ao site do FIES Seleção para inscrição;

2º passo: validação das informações;

3º passo: contratação do financiamento.

Nem todas as universidades particulares brasileiras estão credenciadas ao programa. Em geral, são apenas que obtiveram conceitos acima de D ou E nas avaliações do Ministério da Educação (MEC).

Os contratos firmados a partir do segundo semestre de 2015, devem ser feitos em três fases: de utilização, de carência e de amortização. Veja o exemplo:

> Durante o curso: é feito um pagamento trimestral de até R$150 referente aos juros incidentes sobre o financiamento.

> Carência: Nos 18 meses após a conclusão do curso, o estudante pagará, a cada três meses, o valor máximo de R$150.

> Amortização: Ao final da carência, o saldo devedor do estudante será dividido em até 12 anos [3 x 4 anos (período financiado do curso)].

Vale a pena fazer o financiamento estudantil?

Diante dos argumentos apresentados acima, é possível avaliar se vale a pena fazer um financiamento estudantil.

O primeiro passo é analisar se terá condições de arcar com as despesas financeiras durante o período do curso superior.

Não esqueça que devem ser incluídos os gastos extras com material, livros, alimentação e transporte.

Caso verifique que o orçamento não fecha, o financiamento estudantil é uma ótima opção.

Tente, primeiro, o FIES por oferecer juros menores e prazo largo para concluir as parcelas. Mas, se não conseguir, o financiamento privado pode ser uma alternativa.

Nesse caso, os contratos são feitos com bancos ou instituições financeiras a cada semestre.

Por isso, confirme se será necessário financiar todo o curso ou somente uma parte. Até que você consiga pagar integralmente as parcelas.

O governo, por outro lado, tem outras opções de acesso ao ensino superior.

Como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), aberto duas vezes ao ano, para ingresso nas universidades públicas, que são gratuitas.

Além do ProUni, que disponibiliza bolsas integrais ou parciais de estudo em instituições privadas.

Assim, avalie e veja qual a melhor opção para seu bolso e para renda familiar.

Bruna Somma

Jornalista formada pela UFRRJ, com passagens por redações de jornais, sites e Assessoria de Comunicação.

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