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Selic chega a 5,5%: e agora, onde investir?

Escrito por: Rafael Massadar em 19 de setembro de 2019

A taxa básica de juros (Selic) caiu em 0,5 ponto percentual, de 6% para 5,5% ao ano. Essa é segunda queda seguida definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

A decisão foi unânime e veio em linha com a expectativa da maioria dos analistas de mercado.

Selic

Com essa nova queda, a rentabilidade da poupança cai a 3,85% ao ano, ou 0,32% ao mês. No entanto, mesmo rendendo pouco ela ainda consegue pagar mais que fundos de renda fixa com taxa de administração acima de 1% ao ano.

É que mostra estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Quando a taxa Selic está abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança cai de 0,5% ao ano + TR (Taxa Referencial) para 70% da Selic mais TR.

O que diz o estudo da Anefac após a queda da Selic?

Se alguém investir R$ 10 mil na poupança após mais uma queda da Selic, teria um rendimento de 3,85% ao ano. Ou R$ 385, totalizando R$ 10.385 na aplicação.

Se escolhesse um fundo de investimento com taxa de administração de 0,5%, o retorno seria de 4,16%, ou R$ 416.

Com uma taxa de administração de 1%, o rendimento já cai abaixo de 4% ao ano. No entanto, ainda tem um rendimento maior que o da poupança: 3,91% ou R$ 391.

Observe, porém, para que isso aconteça o dinheiro precisa ficar investido por um ano. Se ficar por menos de seis meses, o rendimento do fundo perde da poupança e entre seis meses um ano, o rendimento empata com o da caderneta.

A uma taxa de 1,5% ao ano, o rendimento do fundo passa a perder da poupança. A aplicação teria retorno de 3,66% ou R$ 366.

Nesse nível de taxa, só mantendo o dinheiro por dois anos para ganhar do rendimento da poupança.

E o que acontece com taxas superiores a 2% ao ano?

Com taxa a 2% ao ano, o rendimento dos fundos perde da poupança em qualquer período de tempo que o investidor mantiver o dinheiro aplicado. Em um ano, o rendimento seria de R$ 354, ou 3,54% ao ano.

Se esse fundo cobrar 3% ao ano, o que não é difícil de acontecer no caso de o investidor ter pouco dinheiro para aplicar, o rendimento despenca: 3,04% ou R$ 304.

Na contagem mensal, o investidor que deixar o dinheiro aplicado com essa taxa por apenas seis meses em um fundo, obtém um retorno de 0,24% ao mês, ante 0,32% da poupança.

Não abandone a renda fixa

É o que diz o coordenador do MBA de gestão financeira da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira. Segundo ele, quem é mais conservador deve continuar apostando no Tesouro Direto e em Letras de Crédito Imobiliário (LCI).

Esses investimentos, segundo ele, assim como a Caderneta de Poupança, não têm incidência de Imposto de Renda.

Ricardo Teixeira afirma que há também a possibilidade de investir em CDBs de grandes bancos. Outra opção são os CDBs de bancos menores.

Nesse caso, desde que observado o limite do Fundo Garantidor de Crédito.

Para investimentos de CDBs de longo prazo (quando o aplicador não pode sacar o dinheiro por um tempo determinado) as taxas são mais atraentes, ressalta Teixeira.

Investimentos mais arrojados

O especialista sugere três investimentos após a queda da Selic para quem tiver um perfil mais arrojado. O professor da FGV cita três aplicações para o investidor tentar uma maior rentabilidade:

– fundos de ações;
– multimercados;
– investimentos em moedas mais fortes, como o dólar.

Contudo, Ricardo Teixeira afirma que é recomendável se informar bem e sempre ter uma carteira diversificada. Portanto, incluindo investimentos em renda fixa e em renda varável, como fundos multimercados, e até mesmo em ouro.

Rendimentos

Por fim, o professor da FGV fez as contas. Ricardo Teixeira diz que, com a Selic em 5,5% e a inflação em 3,5%, os investimentos em renda fixa devem gerar rendimentos de aproximadamente 2% acima da inflação ao ano.

No entanto, isso acontece caso não haja incidência de imposto de renda na aplicação. Portanto, há possibilidade de procurar aplicações com prazo de carência mais longos que normalmente tem taxas mais atraentes principalmente em bancos menores.

Neste caso, deve-se ficar atento para que a aplicação não exceda o limite do Fundo Garantidor de Crédito.

No entanto, Teixeira aconselha que é sempre bom saber que seu dinheiro fica indisponível por um período e, caso haja necessidade, não haverá como sacar.

Outra opção é procurar corretoras que oferecerem operações estruturadas através da aplicação em papéis de grandes empresas.

Nesses casos, o capital fica garantido e a rentabilidade pode ser mais alta. No entanto, também é limitada por um teto e há prazo determinado para a aplicação (sem possibilidade de saque).

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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